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Rússia e Irão falam sobre enriquecimento de urânio

13.02.2006 | Fonte de informações:

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Em conferência de imprensa, Gholam Hossein Elham afirmou que as negociações serão retomadas numa data a combinar por «mútuo acordo» e foram adiadas devido à «nova situação», numa referência à decisão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) de enviar o dossier nuclear iraniano para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. De acordo com o porta-voz, «o governo (iraniano) insiste seriamente no enriquecimento de urânio para fins pacíficos no seu território». A proposta russa é apoiada pelos países ocidentais, que acusam o Irão de pretender enriquecer urânio com o objectivo de produzir armas nucleares, enquanto Teerão garante que o processo serve apenas para a produção de energia eléctrica. Depois de ter rejeitado esta proposta no ano passado, Teerão voltou a manifestar interesse, mas com a condição de que isso não implique o abandono do enriquecimento de urânio em solo iraniano. Em reacção à decisão de Teerão, a Rússia manifestou-se disposta a manter as negociações para quinta-feira, como estava previsto, de acordo com um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entretanto, o porta-voz da presidência iraniana afirmou que Teerão pretende retomar o enriquecimento industrial de urânio sem aguardar pelos resultados da reunião da AIEA, marcada para 06 de Março, para analisar novamente o dossier nuclear iraniano. Além da decisão de enviar a questão para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a resolução da AIEA de 04 de Fevereiro faz algumas exigências ao Irão, nomeadamente a suspensão de todas as suas actividades nucleares. Em reacção a esta decisão, Teerão anunciou o reinício imediato do enriquecimento de urânio e a suspensão da cooperação voluntária, que permitia aos inspectores da ONU realizar visitas surpresa às instalações nucleares iranianas. O porta-voz voltou a fazer referência à ameaça do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, de que o seu país pode vir a abandonar o Tratado de Não Proliferação Nuclear. «Insistimos que podemos beneficiar do direito à tecnologia nuclear civil reconhecido pelo tratado e que os ocidentais devem reconhecer esse direito absoluto», afirmou o porta-voz.

Segundo Diário Digital / Lusa

 
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