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Chamamento: Resistir à tirania mundial (Por Iván Márquez)

11.05.2019 | Fonte de informações:

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Chamamento: Resistir à tirania mundial (Por Iván Márquez)

Resumen Latinoamericano, 6 maio 2019

 

O mundo inteiro está presenciando a decadência do império mais brutal da história da humanidade: o dos Estados Unidos. A Casa Branca sente por dentro o tremor de estar perdendo o controle do mundo e por isso intenta desesperadamente impor uma ditadura fascista mundial que lhe permita viver mais além do ocaso.

Metido no olho do furacão de sua angústia, os Estados se crê com patente de corso para aplicar as arbitrariedades que lhe dê na gana contra os países do hemisfério, enquanto lança afrontas contra Rússia, China, Coréia do Norte, Síria e Irã -que têm como se defender. A ira impotente do império que se murcha radica em que estes não são países subordinados nem satélites de ninguém. Daí sua agressividade.

Cuba e Venezuela são alvos, sem dúvida, menos poderosos materialmente que os capitalistas dos Estados Unidos, porém são muito, muito mais poderosos em decoro, em dignidade. E essa é a força que pode. Não necessitam que ninguém lhes perdoe a vida. Sabem resistir. Seus povos têm a estirpe de Bolívar e Martí, de Chávez e de Fidel, que não se subjugam nem se humilham. E os povos latino-americanos nunca tiveram afeto pela Doutrina Monroe do terrível monstro do norte.

É hora de desencadear a solidariedade do mundo para Cuba bloqueada e agredida desde 1959. Nada justifica a destruição da soberania desse país nem a obra socialista de sua revolução. A razão obriga a condenar a aplicação do título III da Lei Helms-Burton, a transgressão ao direito internacional e às leis do comércio, que afetam não só a Cuba como também a terceiros Estados.

Fora mãos de Venezuela! Washington está cobrando do bravo povo seu sonho de socialismo bolivariano que se ergue como muro de contenção ao saqueio do petróleo, do ouro, dos diamantes e dos minerais que geram novas energias; por isso conspira para derrocar ao governo legítimo do presidente Maduro, agudizando a crise humanitária com suas inumanas medidas de bloqueio, expropriação de empresas como Citgo e o congelamento de fundos que impede a compra de alimentos e medicamentos.

Se não lhe dão o que quer, os Estados Unidos toma de todas as maneiras. Com mentiras descaradas edifica a manipulação midiática. Ameaça com guerras de invasão. Solta seus falcões loucos para que justifiquem a barbaridade. Não lhe importa as resoluções da ONU. Não lhe importa destruir o planeta e menospreza os esforços que buscam frear a mudança climática.

Devemos tomar consciência -lendo nas páginas da história- de que os impérios não são imortais nem eternos. Que a resposta aos desaforos é a mobilização dos povos em rebeldia mundial. Devem ser criadas confederações de repúblicas irmãs em todos os continentes para resistir acima de crenças religiosas, tonalidades da pele e todo preconceito social, se se quer preservar a vida, a dignidade humana.

Uma aliança de Estados e povos soberanos pela dignidade e o respeito. A construção de um mundo melhor exige hoje a mobilização da resistência contra a tirania mundial. De nada serve a inação. A estupefação e a paralisia de nada servem. Há que reagir, passar à resposta unida do mundo contra a arbitrariedade. Necessitamos da unidade para derrotar séculos de injustiça, com a certeza de que teremos de nossa parte a imensa maioria do povo norte-americano.

A estratégia de dominação que conjuga numa poderosa bateria de fogo tecnologia, manipulação da mente, guerra cultural, pedagogia do medo, ciência aplicada, diplomacia, desestabilização, atiçamento de conflitos, não conseguirá dissuadir a luta pela dignidade humana.

Tradução > Joaquim Lisboa Neto

 

 
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