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Rússia não descarta uso de armas nucleares num ataque preventivo

09.10.2003 | Fonte de informações:

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Na ocasião do seu 51º aniversário, Vladimir Putin decidiu lembrar ao mundo da sua existência. Desta vez não se limitou a falar da eliminação de terroristas escondidos em barracas mas foi mais longe, afirmando que Rússia não exclui a possibilidade de usar armas nucleares contra seu “inimigo potencial”.

As fontes de média ocidentais imediatamente assumiram que o Presidente da Federação Russa estava a referir aos EUA e OTAN. O Washington Times noticiou que Putin tinha decidido rever sua política nuclear e queria passar a mensagem à OTAN que a Rússia ainda tem uma posição de importância na comunidade internacional. O semanário alemão Der Welt publicou um artigo que afirmou que a Rússia está considerando uma nova estratégia se a OTAN continua com sua política agressiva no Leste da Europa. Outras fontes de notícias publicaram artigos que seguiam a mesma linha e o BBC opinou que Vladimir Putin tinha adotado esta mudança de atitude por causa de negociações sem sucesso com Presidente Bush no final de Setembro.

De facto, Vladimir Putin não decidiu nada nem tem planos para lançar um ataque contra o território no outro lado do Atlântico. O que aconteceu foi que o Ministro de Defesa, Sergei Ivanov, apresentou um relatório sobre o estado da força militar da Federação Russa e Presidente Putin anunciou a modernização das forças nucleares nacionais e respondeu positivamente a uma pergunta de um jornalista sobre a possibilidade hipotética de um ataque preventivo nuclear.

Os nervos no ocidente estão em franja, uma situação exacerbada pela falta de diplomacia mostrada por Washington e Londres. Como disse Nadezhda Garifulina, antiga comentadora política do jornal Sovetskaya Rossia: “Putin queria acreditar que isso fosse possível mas há muitos indicadores que ele segue a política de Boris Eltsin, embora com uma apresentação mais bonita”.

Quanto a esta política de Boris Nikolaievich, não é preciso dizer mais nada. Vladimir Putin sabe que tem de coabitar com Washington, não arrasar os Estados Unidos da América com mísseis balísticos e tem muito mais a ganhar por prosseguir relações de amizade com o antigo adversário.

Sergey STEFANOV PRAVDA.Ru

 
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