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Teste da "Bomba H" na Coreia do Norte: só parcialmente bem-sucedido

09.01.2016 | Fonte de informações:

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Teste da

Dos Comentários (Hoarsewhisperer, 6/1/2016


O mais engraçado de os ianques protestarem contra a "beligerância" da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) é que o que insistem em chamar de 'Coreia do Norte' é 101% obra da AmeriKKKa. What's Left reúne arquivos utilíssimos sobre muitos dos inimigos artificialmente criados pela AmeriKKKa, dentre os quais a 'Coreia do Norte'. Os ianques usam regularmente a tática 'israelense' de provocar, provocar, provocar, eles mesmos ou seus vassalos na 'Coreia do Sul', para obrigar a RPDC a fazer barulho sobre soberania. 

No incidente de Cheonan, há alguns anos, a 'Shrillary' [shrill (guincho estridente) +Hillary, algo como "Hillary-Guincho [Clinton]" (NTs)] fez papel de completa idiota, ao se pôr a acusar a RPDC de ter afundado um navio da Marinha da Coreia 'do Sul', o qual foi afundado, isso sim, pela incompetência do capitão e da tripulação sul-coreanos. Mas teve de calar bem o biquinho, quando Der Spiegel publicou fotos de alta definição do navio Cheonan ancorado em doca seca, que provaram, sem sombra de dúvida, que Shrillary não passa mesmo de mentirosa histérica e doida desinformada.

Até a fronteira que os EUA impuseram entre a República Popular Democrática da Coreia e a Coreia do Sul é crime contra a humanidade: 90% da Coreia é terra arável; na RPDC, a porção arável mal chega a 10%.

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Há algumas horas, a República Popular Democrática da Coreia explodiu mais um artefato nuclear: foi o quarto teste de bomba nuclear do país e a 2.055ª detonação nuclear global de artefatos atômico.

Primeiras avaliações de dados sísmicos medidos pela China e outros informam que a bomba liberou energia equivalente a 10 quilotoneladas (KgT) de dinamite.

Uma excitadíssima apresentadora na TV RPDC anunciou que os cientistas do país haviam explodido uma "bomba-H reduzida". Comunicado em inglês diz que o país "comprovou cientificamente o poder de bomba-H menor".

Bombas de hidrogênio são constituídas de dois estágios. Um tanque primário para fissão nuclear, que explode para disparar um segundo tanque onde há isótopos de hidrogênio. São bombas poderosíssimas, e a liberação de apenas 10KgT leva a duvidar de que se trate de bomba-H realmente operativa, da qual se deve esperar mais força.

Testes anteriores na RPDC com bombas de fissão já liberaram 1 KgT, 4 KgT e 9 KgT. A primeira é considerada boato. O quarto teste, hoje, pode ser parcialmente boato de bomba-H ou foi só artefato de fissão básico, talvez acrescido de trítio para reação ampliada. Só se se medirem os radionuclídeos resultantes do teste será possível determinar a configuração geral.

Houve recentemente vários sinais de que estava próximo mais um teste nuclear na RPDC. Imagens de satélites mostraram que um novo túnel de teste havia sido escavado numa montanha. Desde 2013 ouvem-se rumores de que a RPDC estava trabalhando em artefato de hidrogênio. No início de dezembro, o líder da RPDCanunciou que seu país estava pronto para testar uma bomba-H, mas o anúncio foi descartado pelos EUA, como mais boatos

Muito frequentemente os anúncios norte-coreanos são exagerados, mas, ao mesmo tempo, sempre são basicamente verdadeiros.  Entendo pois que, sim, houve realmente um teste de bomba-H, como anunciaram, mas  foi só parcialmente bem-sucedido.

Depois da guerra da Coreia, o norte do país foi completamente isolado e obliterado. Praticamente nenhuma estrutura com mais de um nível permaneceu em pé. Todas as fábricas e a rede de eletricidade, incluídas as barragens, foram destruídas:


Aviões norte-americanos descarregaram sobre a Coreia 635 mil toneladas de bombas -, das quais 32.557 toneladas de napalm. Para avaliar o que significa, basta comparar com as 503 mil toneladas de bombas disparadas em todo o teatro do Pacífico na 2ª Guerra Mundial.


Desde então, quantia muito alta do PIB da RPDC é gasta nas forças militares. Quando o país começou a testar artefatos nucleares, os coreanos da RPDC anunciaram que usariam as novas capacidades para substituir as forças militares convencionais, ou para reduzi-las. O que pudesse ser poupado seria usado para melhorar o nível de vida do povo. Avaliações estratégicas dizem que o desenvolvimento nuclear e os míssies não visam a criar capacidade de primeiro ataque, mas, exclusivamente, capacidade para contenção [ing. deterrence]. 

A República Popular Democrática da Coreia considera EUA e o governo da Coreia do Sul sob o comando dos EUA, como seus inimigos e agressores primários; com o Japão como ameaça secundária. China e Rússia são vistas como países razoavelmente amigos, mas mantidos à distância.

Com os EUA a promover a tal posição anti-China de 'pivotagem para a Ásia', eles têm pressionado para impor políticas cada vez mais duras no Japão e Coreia do Sul, tentando forçar uma aliança entre esses dois país, que são inimigos históricos. Apesar de haver governos de linha dura, direitistas, nos dois países, o sucesso da estratégia norte-americana, se existe, é quase invisível. 

O teste da bomba-H na RPDC provocará provavelmente passos mais diretos na direção de constituir-se uma estrutura semelhante à OTAN, mas contra China e RPDC.*****

 

6/1/2016, Moon of Alabama

 

 
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