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A Semana Revista

08.05.2005 | Fonte de informações:

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Moscovo começa as celebrações

50 Chefes de Estado, de Governo e de organizações internacionais irão participar nas celebrações do 60º aniversário da vitória na Europa hoje e amanhã em Moscovo. O único presidente dos países da CEI que não vai participar é Mikhail Saakashvili, da Geórgia.

Amanhã, dia 9 de Maio, 50 Chefes de Estado, de Governo e de organizações internacionais irão juntar-se a Vladimir Putin para comemorar a vitória sobre a tirania fascista do Nazismo que ceifou as vidas de cerca de 25 milhões de cidadãos soviéticos entre 1941 e 1945. O Presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, é o único que decidiu boicotar o evento.

Estão em jogo várias questões. Devem ser lembradas e honradas as mortes dos heróis que deram suas vidas para tornar o Mundo num sítio melhor para as gerações no futuro e nunca deve ser esquecido o sacrifício humano daqueles que viveram durante esse período de terror. Porém também devemos lembrar das mortes na Alemanha e em todos os países afectados por esse flagelo, quando o Mundo fincou o pé contra o Fascismo e lutou pela razão e pelo estado de direito contra as forças do Mal.

A Grande Guerra Patriótica era suposta ser a guerra para terminar todas as guerras. Contudo, o vácuo criado pela implosão da Alemanha gerou um estado de tensão entre as forças soviéticas e norte-americanas que iria estagnar na Guerra Fria, que nenhum lado poderia perder.

De facto, a Guerra Fria nunca se desenvolveu numa guerra de facto, pelo que nenhum lado venceu nem perdeu. Hoje, a União Soviética, seus objectivos realizados a cem por cento, evoluiu na CEI. A Federação Russa e seus aliados representam uma continuação do espírito de paz e boa vontade prosseguido pela URSS, representam um desenvolvimento de relações bilaterais num clima de amizade e igualdade, uma irmandade de nações que vive a volta dum lago comum, o mar.

Hoje, apesar dos esforços da Federação Russa a garantir que crises internacionais sejam resolvidas e geridas no fórum de lei apropriado, o Conselho de Segurança da ONU, ainda há os que queriam prosseguir as suas próprias agendas em quebra da lei internacional, tentando justificar guerras em que dezenas de milhares de pessoas foram assassinadas com mentiras em vez de um casus belli fundamentado.

Sessenta anos depois, enquanto celebramos a vitória na Europa, temos o direito de questionar se aquilo pelo qual lutámos e aquilo que ganhámos está sob ameaça. As lágrimas da criança russa assassinada por um tropa do Wehrmacht sabem a sal, tal como as lágrimas da criança iraquiana que perdeu os membros num ataque brutal contra sua residência, perpetrado por um piloto norte-americano.

Se vamos estar lado a lado este final de semana a marcar a nossa presença em favor da paz e a vitória sobre um dos piores regimes na história do nosso planeta, também temos de estar lado a lado e tomar uma posição firme contra aqueles que hoje ainda desrespeitam a lei internacional, enquanto perpetram actos de assassínio em grande escala.

Entre 1941 e 1945 ganhámos uma batalha mas não ganhámos uma guerra, em termos humanitários.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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