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Hague: Não dê lições de Democracia à Rússia

07.03.2012 | Fonte de informações:

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Hague: Não dê lições de Democracia à Rússia. 16571.jpegSerá arrogância, intrusão, ou insolência, este hábito ocidental de enfiar o nariz onde não foram chamados, fazendo comentários sarcásticos sobre processos eleitorais em estados soberanos e sugestões sobre o que deve ser feito? Não são estes países os mesmos cujas histórias estão cheias de massacres, de escravidão, de linhas traçadas em mapas?

Vamos analisar a declaração hoje divulgada pelo Ministro das Relações Estrangeiras (Secretário do Foreign and Commonwealth Office) do Reino Unido, William Hague: "No geral, enquanto a Missão faz uma avaliação positiva da votação no dia da eleição, ela identifica os problemas com a contagem em algumas assembleias de voto, as condições de campanha desiguais, e as limitações na escolha do eleitor. Estas questões não devem ser negligenciadas. A Rússia, com maiores liberdades políticas, incluindo o registo dos partidos políticos, liberdade de reunião e liberdade de imprensa é do interesse dos russos e do resto do mundo. Todas as alegações de violações eleitorais agora devem ser cuidadosamente investigadas.

"É do interesse da Grã-Bretanha a desenvolver uma parceria mais forte e mais profunda com a Rússia, ao abordar os obstáculos no relacionamento para que possamos ampliar a nossa política e engajamento comercial. Estamos ansiosos para trabalhar com o governo russo para fazer isso."

Primeiro, umas palavras simpáticas ...


William Hague foi indiscutivelmente o melhor líder do Partido Conservador desde os tempos áureos do Poll Tax e o único capaz de esgrimar e, ocasionalmente, ganhar um ponto, a Tony Blair em debates na Câmara dos Comuns; Blair o mestre da política britânica que faz Cameron parecer um menino bobo. A política externa do Reino Unido inclui uma abordagem de desenvolvimento em diferentes níveis, que é muito bem-vindo. No entanto, isso não significa que William Hague seja uma boa escolha para Ministro das Relações Exteriores. Nesse caso, quem é William Hague para dar lições de democracia à Rússia?

Quanto ao futuro ...

Quanto a um relacionamento mais forte e mais profundo, é para as partes envolvidas decidirem, para os funcionários públicos e não para jornalistas. Espera-se que as tentativas de dividir a Rússia em "forças pró-Putin" e agregando todos os outros em "oposição" são tentativas pueris de dividir para governar e serão abandonadas; espera-se que a "Primavera Russa" referido com o rótulo "ainda não" no Sky News não é precursor sinistro de atividade subversiva e um abanar de chamas separatistas por um Reino Unido hipócrita e cínico, cujo modus operandi se aproxima ao seu mestre, os EUA, a cada dia.

No entanto, dado registo passado e presente do Reino Unido, só um idiota iria descartar isso. Dado isso, quem é William Hague para dar lições de democracia à Rússia?

Agora, para o âmago da questão ...

Que autoridade tem William Hague para opinar sobre a forma como as eleições russas foram executadas? Vamos ver o registo dele, e do Reino Unido.

Para começar, que tal o Reuno Unido deixasse de dar refúgio e providenciar porto seguro para abrigar os inimigos da Rússia, aqueles com ligações a organizações terroristas ou que tenham sido conhecidos a financiarem essas organizações? E se o Reino Unido deixasse de se associar com terroristas, ponto final?

Isso significa não armar grupos terroristas na própria lista negra do Foreign and Commonwealth Office de organizações proscritas, que era o caso do LIFG na Líbia, isso significa não armar grupos de extremistas religiosos, na Síria. Isso é contra a lei internacional. Se você armar um grupo, e chamar seus membros "rebeldes" e "ativistas" e usa-o como uma alavanca para entrar num país, você se envolve em apoiar uma facção num conflito interno, e isso é contra a lei internacional.

Isto também significa ter uma política externa que é transparente e honesta, não uma política do estilo norte-americano baseada em trapaças, beligerância, chantagem, desonestidade e assédio; isto significa não seguir uma abordagem "e agora vamos preencher os detalhes mais tarde. Confiem em nós. Pois, a sério", como foi no caso da Líbia.

Isto significa não adotar políticas de impor a democracia a partir dos 30.000 pés, massacrando mulheres e crianças nas suas casas, como foi o caso da Líbia, significa não usar helicópteros da OTAN para atacar uma facção, enquanto ajuda outra, como foi o caso na Líbia, significa não bombardear linhas de abastecimento de água e redes de eletricidade, com equipamento militar "para quebrar as costas do povo", como foi o caso na Líbia. Isso é contra a lei internacional.

O resultado destas políticas é que ninguém vai acreditar na palavra do Reino Unido, ou a do Eixo FUKUS ao qual ele pertence, infelizmente (FUKUS AXIS - França, Reino Unido (UK), EUA (US) e Israel), nunca mais. Se o Eixo FUKUS tivesse explicado claramente o que iria fazer na Líbia, então, obviamente, a sua política ilegal e criminosa, assassina e terrorista teria sido vetada. Falando nisso, e já agora, o quê é que William Hague tem a dizer em resposta a esta acusação contra a OTAN e seus líderes políticos e militares, já entregue ao Tribunal que leva seu nome, o TPI na Haia? (*)

O resultado destas políticas é que a Líbia está agora a viver um momento de caos absoluto, com diferentes grupos armados a devastarem o país, com uma forte Resistência Verde prometendo lutar pela Jamahiriya, onde os grupos de terroristas do Eixo FUKUS são odiados, onde Cirenaica (leste da Líbia) já declarou a independência. William Hague, tem alguma idéia das atrocidades cometidas pelas forças desencadeadas por si? Talvez, se não, você concorda em permitir que eles façam à sua esposa o que eles fizeram a numerosas inocentes mulheres líbias, para que você tenha uma noção de aquilo que fez?

 

O que acha das acções de estupro em massa, em gangues, que tal cortar os seios das mulheres nas ruas, e cortar as gargantas? Hague e seus companheiros foram os responsáveis ​​por desencadear esses terroristas, por isso, são responsáveis ​​e responsabilizados pelas suas acções.


O resultado destas políticas é que, juntamente com as distorções meias-verdades, inverdades e mentiras da mídia ocidental, William Hague e o país que ele representa têm historial. E são responsaveis.


Clkaro que não há nenhuma menção na Líbia sobre o registro humanitário de Muammar al-Qathafi, das suas políticas africanas, nenhuma menção sobre o que está realmente acontecendo, e porquê, na Síria e nenhuma menção de que Vladimir Putin é verdadeiramente querido e respeitado por dois em cada três russos. Sem mencionar que, se você armar terroristas aoss milhares e instigar tumultos violentos, as autoridades de um país qualquer fazem o quê?

 

Então, quem é William Hague para dar lições de democracia à Rússia?

(*) http://english.pravda.ru/opinion/columnists/06-11-2011/119534-indictment_nato-0/

(em ingles)

 

Timothy Bancroft-Hinchey

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