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Personalidade da Semana: Sergei Lavrov

07.03.2005 | Fonte de informações:

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Num momento complicado num mundo que tenta redefinir-se, com um número crescente de países a juntarem-se a um eixo de razão baseado a volta dum consenso que aceita o Conselho de Segurança da ONU como o devido foro da lei para a resolução de crises e com um cabal de países que preferem utilizar a arrogância, beligerância, e chantagem como utensílios diplomáticos, Sergei Lavrov aparece como influencia confortavelmente estabilizador, uma voz de razão no meio da loucura.

Sob a direcção de Sergei Lavrov, o Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa respondeu sempre a potenciais crises com tacto e diplomacia, com a firmeza que confere dignidade na política externa de Moscovo e com a habilidade que faz com que ameaças directas se tornam insignificantes e invisíveis. Ao mesmo tempo, o MRE da Rússia reitera a mensagem que Moscovo não favorece a confrontação com qualquer outro país, pelo contrário persegue relações amigáveis, parcerias bilaterais construtivas e um empenho em formar um mundo em que as nações mais ricas ajudam as mais pobres no caminho de implementarem políticas de desenvolvimento sustentável mas agora sem laços imperialistas.

Isso, num espírito de colaboração numa comunidade de irmãos internacionais a viverem a volta dum lago comum – o Mar. Esta semana, o Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa forneceu dois exemplos chave da habilidade diplomática de Sergei Lavrov.

Um comentário intrusivo da U.E. sobre as políticas russas na Chechénia foi respondido com a mensagem que “Os representantes da União Europeia foram providenciados com informação detalhada e circunstancial sobre a situação dos direitos humanos na Rússia. Além disso, a atenção dos nossos parceiros europeus foi mais uma vez focada na futilidade e natureza contraproducente das tentativas de explorar o tema da situação dos direitos humanos na Chechénia”.

Contudo, esta mensagem teve um acréscimo: “As consultas passaram num espírito franco e foram marcadas com um clima de cooperação”. 1 – 0.

Em resposta à pura insolência do Departamento de Estado dos EUA sobre a questão dos direitos humanos na Rússia, a resposta adequada: “Todo este relatório parece ser elaborado com cariz político. A Rússia está a ser sujeitada a críticas em massa mas ao mesmo tempo não foi encontrado espaço nesta obra volumosa para por exemplo avaliar as políticas discriminatórias das autoridades da Letónia e Estónia contra as populações russófonas nestes países”.

Além disso, “Claro que, tradicionalmente deixado de fora no registo misto dos Estados Unidos, que causa preocupações graves entre organizações de direitos humanos internacionais, inclui o tratamento desumano de detidos em prisões dos EUA no Iraque,

colisões em eleições presidenciais e a discriminação contínua contra grupos raciais e minorias étnicas no próprio EUA.”

Mas mais uma vez a mensagem acresce: “Estamos abertos à discussão e a uma troca franca de pontos de vista sobre as questões dos direitos humanos”. 2-0.

O ataque é letal, o meio campo é criativo, a defesa é sólida como uma rocha e o goleiro, brilhante. Uma equipa de primeira classe a jogar num terreno de segunda, contra oposição de terceira e com arbitragem desclassificada.

Sergei Viktorivich Lavrov nasceu em 1950, licenciando-se do Instituto Estatal de Moscovo para Relações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da URSS em 1972. Começou sua carreira na Embaixada da União Soviética em Sri Lanka no ano da sua formação e entre 1976 e 1981, trabalhou no Departamento das Organizações Internacionais.

Entre 1981 e 1988, foi Primeiro Secretário, Conselheiro e Segundo Conselheiro da Representação Permanente da URSS na ONU e entre 1998 a 1990, vice-director do Departamento de Relações Internacionais Económicas do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Entre 1990-1992 foi director do Departamento de Organizações Internacionais e Problemas Globais da Rússia e durante os dois anos seguintes, Vice Ministro das Relações Exteriores da Federação Russa. De 1994 a 2004, foi Representante Permanente da Federação Russa à ONU antes de ser nomeado Ministro das Relações Exteriores pelo Presidente Vladimir Putin.

Casado, com uma filha, Sergei Viktorovich Lavrov fala inglês, francês e sinhalês.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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