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Hamas na Rússia

03.03.2006 | Fonte de informações:

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O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que vai se reunir hoje com uma delegação do grupo islâmico Hamas, vencedor das eleições palestinas de 25 de janeiro, que chega a Moscou na manhã de hoje, informou a agência russa Interfax, citando fontes do Kremlin. Lavrov afirmou também que, em seu encontro com a delegação do Hamas, liderada pelo chefe de seu gabinete político no exílio, Khaled Mechaal, vai seguir os termos do acordo adotado em 30 de janeiro pelo Quarteto de Madri (Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia). O Kremlin comprometeu-se a ressaltar para o Hamas a necessidade de "renunciar à luta armada, abandonar as armas e coexistir, como um Estado palestino independente e democrático, em paz e segurança com Israel". A Rússia considera que manter o diálogo com o Hamas é imprescindível para "evitar a degradação do processo de paz" e preservar as perspectivas de avanço do "Mapa do Caminho", o plano de paz para o Oriente Médio criado pelo Quarteto. Além disso, os representantes do Hamas se reunirão hoje e amanhã com o vice-ministro russo de Relações Exteriores, Alexandr Saltánov. O novo embaixador da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Moscou, Baker Abdel Munen, disse ontem que o Hamas poderia mudar sua postura sobre o reconhecimento de Israel. O Hamas "vincula o reconhecimento de Israel ao término da ocupação dos territórios palestinos, mas acho que, em benefício de todo o povo palestino, o grupo pode modificar sua posição", disse Abdel Munem à agência russa Itar-Tass. A delegação do Hamas também se reunirá com o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Alexis II, e com o chefe do Conselho de Muftis da Rússia, Ravil Gainutdinov. No início de fevereiro, Putin convidou o Hamas a um "exercício de responsabilidade", expressando a necessidade de o grupo renunciar à luta armada e reconhecer a existência do Estado de Israel. O convite provocou irritação nos Estados Unidos e em Israel, que o considerou "uma punhalada pelas costas", enquanto a França apoiou a iniciativa do presidente russo. Segundo “Vermelho”

 
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