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Crise de gás: Ministro britânico culpa a Rússia

02.01.2006 | Fonte de informações:

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Se houvesse necessidade de apresentar provas que o ocidente em geral, e o Reino Unido em especial, são russofóbicos, então o ministro de energia do Reino Unido acaba de providenciar um exemplo brilhante, afirmando que a disputa acerca do gás com a Ucrânia coloca a reputação da Rússia como fornecedor estável em questão. Poder-se-ia argumentar que o incêndio e explosão no terminal de combustível ao norte de Londres recentemente, que provocou uma quebra no fornecimento de gasolina por toda a região sul da Inglaterra, coloca em questão a reputação britânica como fornecedor estável de petróleo.

Numa entrevista com o Canal 5, o ministro britânico de energia fez a afirmação delirante que a reputação da Federação Russa como fornecedor fiável de gás pode estar em questão devido à crise actual com a Ucrânia e pediu que a Rússia faça todos os esforços para resolver a questão. Será que ainda sofre dos efeitos do Ano Novo?

Ou esse ministro, ou espécie de ministro, não tem qualquer ideia sobre a realidade ou então foi cegado pelo ódio a correr nas veias em círculos ocidentais influenciados por décadas de mentiras acerca da Guerra Fria que sua visão está nublada – o que quer dizer que em qualquer dos casos, as qualidades pessoais deste ministro não são compatíveis com a sua função, por ser incompetente e insolente.

Informamos Malcolm Wicks que a Rússia cumpre em pleno todos os termos de todos os contratos que assinou na área de energia e em todos os assuntos e obrigações internacionais.

Informamos Malcolm Wicks que é a Ucrânia que rouba o gás: uma quantia no valor de 25 milhões de USD, 40% do conteúdo no gasoduto que atravessa o território da Ucrânia e leva o gás à Europa Ocidental, desde Domingo. Aleksandr Medvedev, vice Preisdente da Gazprom, afirmou hoje que a Ucrânia tirou 100 milhões de metros cúbicos de gás nos 24 horas depois da interrupção do fornecimento de gás como consequência da recusa pela Ucrânia de pagar um preço justo pelo combustível.

Informamos Malcolm Wicks que a Ucrânia quer tudo – pagar preços russos para bens russos, enquanto se distancia de Moscovo, faz afirmações hostis, se vira e deixa levar com tudo que o ocidente quer, incluindo uma política externa ditada por Washington e a União Europeia. Tendo pago apenas 50 USD por 1000 metros cúbicos, quando o preço de mercado é de 230/240 USD, é natural que agora Kiev assuma as posições que tomou. Afinal, quem entra na cama cheia de pulgas é mordido. Quis entrar na cama com o ocidente, muito bem. Então, paga os preços que o ocidente paga. Caso contrário, que vá arranjar o gás noutro lugar.

Informamos Malcolm Wicks que a Rússia ofereceu a continuar os fornecimentos de gás aos preços de 2005 durante o primeiro trimestre de 2006, na condição de Kiev assinar o novo contrato aceitando os preços de mercado. Kiev se recusou.

Informamos Malcolm Wicks que a Rússia ofereceu à Ucrânia um empréstimo de 3,6 biliões de USD para ajudar a financiar as suas importações de gás em 2006 – mas a Ucrânia se recusou.

Se a Ucrânia está a roubar o gás que atravessa o seu território com destino ao ocidente, então sugerir-se-ia que Malcolm Wicks pegue num telefone e marque 380 (Ucrânia) e não 7 (Rússia). E se a Ucrânia se recusa a pagar um preço justo pedido pela Rússia por bens russos, que de qualquer maneira é mais barato que o preço pago pela União Europeia, isso é um assunto para ser resolvido por Moscovo e não Londres.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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