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Refugiados

29.11.2016 | Fonte de informações:

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Refugiados
 
Site "Operamundi": EUROPA: "Se for negro, não entra'. Polícia italiana impede refugiados de embarcar em trem para Alemanha. Jornalista Janaina Cesar/Enviada especial a Bolzano (Itália) 26/07/2015.
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Escondidos atrás de mapas cíclicos
Tomando licores de ausências
Esperando um grito de horror no devir
Os refugiados sonham.
 
Os olhos buscam esperanças
Aprendem traduções para dor e saudade
Escrevem suas vidas-livros
E as bandeiras têm sangue.
 
Sem pátria procuram a orquídea murcha
Na saída de emergência do labirinto
Desabrigados esperam a hora
Além do tribunal de limpeza étnica.
 
Um sol novo a cada aurora
Caminhos entre trilhas humanas
A voz que soa dentro da dor
O quartzo-róseo do íntimo pisado.
 
O passaporte da renúncia
A decodificação do medo-coisa
Sapatos velhos nas memórias
(Muito ouro e pouco pão)
 
Até que são deportados
Como borboletas presas em restos
E nas páginas dos rostos levam
O preço pela coragem de dizer não ao NÃO
 
Refugiados não cantam
Sabem que a ausência é sabedoria
O caco de espelho na alma
O medo do lugar chamado longe
 
Rios, desertos, senhas e máfias
Choro e ranger de dentro
As palavras procuram colírios
Na madrugada da angústia-vívere
 
Chamam pelo nome com sotaque
A sopa de letrinhas diferentes
Um silêncio sem documento
E os ossos do ofício do verbo Sentir
 
Passageiros da agonia
Trocam impressões em viagem
A fuga para não se esconder
Na revelação do grito infinital
 
Todas as noites, o mundo-sombra
O lugar de onde não se é
Esperam como tâmaras verdes
Em compotas de perspectivas
 
Há sempre uma mão doçura
Um ombro - a lágrima não tem tradução
 
REFUGIADOS SÃO BANDEIRAS SAGRACIAIS
COMO SE A LUZ CAMINHASSE, EM RESISTÊNCIA.
-0-
Silas Corrêa Leite - Itararé-São Paulo-Brasil
E-mail: poesilas@terra.com.br
www.portas-lapsos.zip.net

 

 
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