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Mea Culpa dos EUA?

28.12.2010 | Fonte de informações:

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Por ANTONIO CARLOS LACERDA

VITORIA/BRASIL - PRAVDA.RU

A mais sagrada das missões sociais é o ato de manter o povo informado sobre o que ocorre ao seu redor através dos atos públicos ou secretos do sistema de poder que, em seu nome, o governa.

Antes mesmo de se ter o direito de informar, o jornalista tem o dever cívico, social e inalienável de informar ao povo o que seu governo faz, às claras ou em segredo, em seu nome.

Um ato praticado na função representativa de um povo e mantido em segredo é, na pior das hipóteses, suspeito e, criminoso o fato de insistir em mantê-lo em segredo.

O valente e ousado jornalista australiano Julian Assange e seu site virtual WikiLeaks, que abalaram a falsa moralista estrutura da diplomacia mundial, notadamente a dos moralista Estados Unidos da América, lavou a alma de todos os povos ao redor do mundo, deixou os donos da verdade sem calças nas mãos e mostrou que as embaixadas e missões diplomáticas na verdade são covis de espionagens internacionais.

Ao invés de tentar se desculparem perante a opinião pública mundial pelas práticas de espionagens diplomáticas, se ajoelhando e fazendo a sua 'mea culpa', os Estados Unidos, como que querendo ser o dono da verdade absoluta, tentam, a todo custo, passar de acusado a acusador no episódio do vazamento de documentos de espionagem feita junto aos governos de países ao redor do mundo.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está explorando as 'vias legais' para processar Julian Assange, segundo afirmou o vice-presidente americano Joe Biden, que considera o fundador do WikiLeaks um "terrorista de alta tecnologia".

"Estamos estudando isto. O Departamento da Justiça está trabalhando sobre a questão. Se ele conspirou com um militar dos Estados Unidos para obter estes documentos secretos, isto é fundamentalmente diferente de se alguém deixa documentos para você, vamos dizer você é um jornalista, aqui está material confidencial'", disse Joe Biden ao canal de TV NBC.

A lei de espionagem, de 1917, não contempla este tipo de caso, já que é preciso demonstrar que o site WikiLeaks, que divulgou milhares de telegramas diplomáticos secretos dos Estados Unidos, não é um meio de comunicação tradicional.

Os promotores americanos esperam conseguir reunir provas de que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, estimulou ou ajudou o soldado Bradley Manning, suspeito de ter passado os documentos ao site.

Acusar Julian Assange de conspiração para atentar contra a segurança nacional permitiria ao governo americano obter a prisão do australiano sem afetar a liberdade de expressão dos meios de comunicação garantida na Constituição.

"Este homem fez coisas que nos prejudicaram, colocou em perigo a vida e a profissão de certas pessoas no mundo. Complicou as relações com nossos aliados e amigos", explicou o vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden.

Será que um país arrogante e metido a senhor absoluto da verdade como os Estados Unidos seria capaz de um gesto de humildade e confessar que usou a diplomacia mundial para espionar países, instituições, governos e pessoas ao redor do mundo? Claro que não!

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU no Brasil. E-mail:- jornalistadobrasil@hotmail.com

 

 

 
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