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Israel: Governo de direita

27.03.2009 | Fonte de informações:

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A decisão do chefe do partido Likud foi conhecida após o líder trabalhista, Ehud Barak, ter oficializado sua incorporação à futura coalizão de governo, o qual lhe outorgou a Netanyahu a maioria legislativa necessária.

O premiê designado felicitou a Barak e a seu Partido trabalhista por “dar o importante passo e ajudar a criar um governo forte e estável que expresse o desejo de unidade da nação”.

Autodefinida como de centro-esquerda, o agrupamento de Barak votou -ainda que com marcadas divisões internas- a favor de aderir à equipe integrado pelas forças ultra-direitista Yisrael Beiteinu e ultra-ortodoxa sefardita Shass.

Segundo informou-se, o pequeno partido de direita Lar Judeu selou na quarta-feira um acordo com Likud para também somar à aliança que disporá a mais de 66 dos 120 cadeiras do Knesset, se se lhe acrescentam a religiosos Unidade Torah Judaísmo e Habayit Hayehudi.

Além dos 13 deputados do partido de Barak, Netanyahu conta com os 27 de seu próprio agrupamento, além dos 15 de Yisrael Beiteinu e os 11 de Shass.

O próximo premiê prometeu retomar as conversas com os palestinos tão cedo assuma funções e assegurou que sua administração será “um sócio para a paz”, ainda que tanto ele como a maioria de seus aliados recusam devolver territórios ocupados.

“A paz é uma meta comum e perdurável para todos os israelenses, inclusive para mim. Isso significa que negociarei com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) para a paz”, assinalou Netanyahu para transmitir tranqüilidade a Estados Unidos e à União Européia.

Pediu aos palestinos entender que têm em seu executivo a “um sócio para a paz, para a segurança e para o desenvolvimento rápido da economia palestina”.

O ultra-direitista Avigdor Lieberman, líder do Yisrael Beiteinu, e o ultra-ortodoxo Eli Yishai, chefe do Shass, junto com Netanyahu, opõem-se à divisão de Jerusalém como capital de um futuro estado palestino independente, o que, em troca, aceita Barak.

Sendo assim, o líder do Likud defende uma “paz econômica” para os palestinos consistente em injetar dinamismo à economia para brindar bem-estar material, mas descarta a criação do estado independente, ainda que disse que não censure “negociações políticas”.

As autoridades da ANP saudaram suas promessas, mas disseram que eles devem ser traduzidas em ações práticas.

Texto: Prensa Latina

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