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Israelenses exigem que o presidente Moshe Katsav renuncie

25.01.2007 | Fonte de informações:

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Israelenses exigem que o presidente Moshe Katsav renuncie
Os resultados de uma pesquisa divulgados nesta quinta-feira revelam que 71% dos israelenses exigem que o presidente Moshe Katsav renuncie imediatamente depois que, na terça-feira, a Procuradoria Geral anunciou que poderia apresentar contra ele várias acusações, entre elas a de estupro.

A enquete realizada pelo Instituto Dahaf para o jornal israelense Yedioth Ahronoth, cujos resultados totais serão divulgados na sexta-feira, também analisa as tendências da população sobre os candidatos a suceder Katsav, caso seja obrigado a renunciar a suas funções.

Na pesquisa, na qual 516 pessoas foram entrevistadas, com uma margem de erro de 4,4%, o vice-primeiro-ministro e octogenário político israelense Shimon Peres aparece como favorito para suceder Katsav, com 45%.

Fontes próximas a Peres disseram na quarta-feira que o vice-primeiro-ministro tem intenção de se candidatar independentemente de qual seja o processo para a escolha de próximo presidente, que poderia ser uma votação aberta no Parlamento ou por voto secreto.

O mandato de Katsav termina em maio.

O presidente é acusado por colaboradoras e mulheres que trabalharam para ele de vários crimes, entre eles estupro, assédio sexual e abuso de poder.

Em pronunciamento realizado ainda nesta quarta-feira, o presidente israelense negou as alegações de que teria abusado sexualmente de quatro funcionárias, e afirmou que vai renunciar caso seja formalmente indiciado.

Segundo a emissora de TV local, Canal Dois, Katsav informou ao Parlamento na quarta-feira que vai se afastar temporariamente de seu cargo.

 Na terça-feira o promotor-geral de Israel, Menahem Mazuz, decidiu indiciar o presidente Moshé Katsav por estupro. Depois de uma investigação sobre as denúncias contra Katsav, a polícia teria recomendado em meados de Outubro indiciar o presidente israelense por estupro de sua ex-secretária, assim como de uma funcionária quando ele actuava como ministro do Turismo.

 
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G-1

 
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