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Condoleeza Rice: É este o estado que apoia?

20.12.2004 | Fonte de informações:

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Apresentamos aos nossos leitores uns testemunhos sobre maus tratamentos de civis por efectivos da Força de Defesa de Israel (Israeli Defence Force, IDF), registados em formulários oficias e documentados antes de investigação. Antes de apresentar estes documentos, deve lembrar-se que a IDF tem procedimentos internos para a investigação de reclamações contra seus soldados.

Porém, nem sempre as investigações são levadas a cabo. Lendo os ficheiros, estamos perante uma série de contos horríficos de abuso de poder num nível que se esperaria encontrar numa república das bananas, não num estado que se proclama civilizado e protegido de Washington. Dado que este tipo de comportamento é aparentemente endémico em Israel, o quê é que Washington está a fazer, apoiar um regime que comete actos de tortura e abuso, quando simultaneamente Washington está sempre a falar em confrontar tiranos e regimes parias?

Ou será mais um caso de Washington dizer uma coisa e fazer outra atrás das costas? Apresentamos uns relatórios ainda não investigados para a Condoleeza Rice ler enquanto ela considera como justificar o apoio a tal regime como Secretária de Estado.

Caso 1

No posto de controlo de Baka, um tenente na IDF prendeu um palestiniano diminuído mental, com algemas nas mãos e pés, vendado, durante cinco horas com uma pistola enfiada na nuca. Gesto simpático, não é?

Caso 2

Em Belém, Har-Gilo, um sargento da IDF levou um civil palestiniano para um beco, colocou uma pistola na sua nuca e disse-lhe que iria ser executado. Quando o palestiniano começou a gritar em pânico, o sargento se riu e disse que era brincadeira. Que engraçadinho.

Caso 3

Em Mevo-Beitar, o vice-comandante da 932º batalhão, brigada Ezion, tenente-coronel, fez destruir uma casa inteira, quando tinha ordens para demolir só uma extensão. Vandalismo. Terrorismo.

Caso 4

Em Beit Rima, um sargento e quatro cabos reclamaram às autoridades acerca dum incidente em que efectivos das forças especiais da Unidade Duvdevan espancaram prisioneiros civis na cabeça, no abdómen e entre as pernas, quando estavam vendados. Parece mesmo aquelas cenas horríficas em Abu Ghraib.

Caso 5

Em Hebron, a população local judeu entrou em distúrbios de confrontação contra a população palestiniana, que num dia festivo vendia frutas e outros comestíveis. Sem qualquer provocação, entornaram bancadas e abusaram os palestinianos. Efectivos da polícia Magav apoiaram estes judeus, batendo nos árabes e dizendo para eles se calarem. Justiça à Sharon.

Caso 6

Em Bet Lechem, Dehaisha, Julho de 2002. Uma criança foi esforçada a caminhar descalço num esgoto aberto numa “operação” em que efectivos da IDF utilizaram granadas de choque e balas de borracha contra rapazes que atiravam pedras. Empurrado para o chão, vítima de pontapés, o rapaz foi interrogado pelos “soldados” da IDF que perguntaram por quê é que ele não se explodia como os amigos dele, e se era atrasado mental. Ele não. Eles com certeza.

A lista destes abusos continua, e continua, e continua, página após página. Foi providenciada a Pravda.Ru por fontes em Israel que zelam por um estado de lei no seu país, não uma repetição de Belsen ou Auschwitz ou Dachau, que Sharon teima em tentar criar.

Todos estes relatórios foram assinados por membros da IDF que se reclamavam contra as acções de outros elementos às autoridades israelenses. Por isso, há que lembrar que nem todos os israelitas são assassinos e nem todos os palestinianos são terroristas.

A Condoleeza Rice, futura Secretária de Estado dos EUA, dizemos “Mostre-me os seus amigos e eu digo-lhe quem é”. Apoiar Tel Aviv, quando efectivos da IDF se comportam como os efectivos das Forças Armadas dos EUA em Abu Ghraib, é sinal claro que Washington dá seu aval a estes actos de depravação.

Será estes Estados Unidos da América que Condoleeza Rice quer representar e defender?

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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