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A Semana Revista

20.02.2005 | Fonte de informações:

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A morte de Irmã Lucia

De Maio a Outubro de 1917, três crianças portuguesas, Jacinta, Francisco e Lúcia, viram Nossa Senhora aparecer no dia 13 de cada mês em Cova da iria, Fátima, no centro de Portugal. Este Domingo, também um dia 13, Lúcia, a última vidente, morreu no Convento Carmelita de Santa Teresa em Coimbra, onde tinha vivida afastada do mundo desde 1948.

Lúcia de Jesus nasceu em 28 de Março de 1907 em Aljustrel, Fátima. Quando tinha dez anos, ela e os primos Jacinta e Francisco, que morrerem muito jovens (aos 10 e 6 anos de idade, respectivamente), viram a primeira aparição da Nossa Senhora, em que foram revelados três segredos.

O primeiro segredo foi uma visão do Inferno, acompanhada por um pedido da Nossa Senhora para mais pessoas rezarem o terço. O segundo foi acerca da Rússia, em que Nossa Senhora revelou que esse país se iria converter ao Cristianismo, mas que seria necessário todos os bispos do mundo estarem reunidos, não fisicamente mas em comunhão nas suas dioceses.

O terceiro segredo ficou com a Lúcia até o dia 13 de Maio de 1981, quando o Papa João Paulo II foi abalado na Praça de São Pedro em Roma. O papa pediu o dossier sobre Fátima, lembrando-se que o ataque veio no dia da primeira aparição da Nossa Senhora. O segredo no dossier disse que “Um bispo vestido de branco subia uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, e meio trémulo, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegando ao cimo do monte, prostrado de joelhos, foi morto por um grupo de soldados que dispararam vários vezes”.

O Papa João Paulo II se viu como o bispo na visão e visitou Fátima no ano seguinte pata agradecer a Nossa senhora o facto dela Ter-lhe salvado a vida. Voltou duas vezes, e em 2000 beatificou Jacinta e Francisco, revelando o terceiro segredo. Uma das balas foi colocada na coroa da estátua da Nossa Senhora em Fátima.

Lúcia entrou na Ordem dos Doroteias em 1929, mudando para a ordem das Carmelitas de Santa Teresa em Coimbra em 1948, desde então vivendo afastada.

A médica da Irmão Lúcia, Branca Paul, descreveu-a como “uma pessoa muito simples mas com uma sabedoria difícil de explicar por palavras, tendo um sentido de humor que conservou até ao fim”.

A Força da Fé

Há uma certa tendência hoje em dia de tentar justificar ou desafiar a fé religiosa com explicações científicas. Porém, como disse o Jesus Cristo, vamos dar ao César aquilo que é devido a ele e a Deus, o que se deve a Deus.

Quer que se acredite em Deus ou não, quer que se segue uma religião ou não, a verdade é que o acto de Fé não faz mal a ninguém e por outro lado, ajuda muita gente a reeolver seus problemas.

Se esta fé providencia aquela forla êxtra que as pessoas precisam, será uma coisa tão má assim?

Irmã Lucia viu e ouviu a Nossa Senhora em Fátima no dia 13 de cada mês entre Maio e Outubro de 1917. Morreu no dia 13. Coincidência? Talvez. Mas dedicou sua vida à devoção religiosa e passou 97 anos iluminados, um exemplo da bondade e simplicidade que compõe aquelas pessoas típicas da província, do campo, em Portugal.

Daí que a sua beatificação daqui a cinco anos será mais que uma possibilidade. Irmã Lucia, descanse em paz, Deus a abençõe e fique sabendo que ajudou a resolver muitos problemas de muita gente.

As torturas de George Bush

Existe a lei internacional ou não? É para ser seguida ou não é? Existe para alguns países seguirem ou todos?

Se existe a lei internacional que é para ser seguida por todos os membros da comunidade internacional, então como é que se pode justificar o facto que George Bush anda por aí, um homem livre, sem sequer ter tido de responder pelas suas acções em qualquer tribunal de lei?

PRAVDA.Ru não vai largar esse assunto porque acreditamos em dizer a verdade. O guerra no Iraque foi ilegal sob alei fundamental internacional porque o casus belli não existiu, porque foi baseado em mentiras e porque a Carta da ONU obriga todos os países que vão travar uma guerra ao aval duma Resolução separada no Conselho de Segurança.

Ainda por cima, como se pode justificar um ataque baseado no preceito que haviam Armas de Destruição Massiva no Iraque quando os inspectores da UNMOVIC ainda estavam à procura destas e não tinham descoberto nada?

Esta semana apresentámos o artigo “Primeiro, Abu Ghraib, depois, Guantanamo e agora, Baghram”, acusando George Bush de crimes contra a humanidade e apresentando dez argumentos separados da sua culpabilidade como Chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos da América.

No Reino Unido existe o direito de um cidadão efectuar o que se chama “citizen’s arrest”, que é o direito de um sidadão qualquer deter outra pessoa na via pública, informando-a da razão do acto de detenção, dizendo “Eu estou a usar meu direito de efectuar uma detenção pessoal como cidadão devido ao facto que...” e depois deixar as autoridades decidir e querem agir ou não.

Claro, fica sujeito a levar um murro das antigas e ter de gastar uma fortuna no dentista durante um futuro médio. No entanto, se houver alguém com a coragem de utilizar esse direito enquanto George Bush visitar o Reino Unido pela próxima vez, muito bem.

Por risível que é a noção que alguém poderia sequer chegar perto de George Bush, que é tão popular que precisa de milhares de guarda-costas, também diz tudo sobre a nossa sociedade que um homem pode ser responsavel por um acto de chacina em grande escala, ser responsavel máximo por forças armadas que cometem actos de estupro, de assassínio, de depravação sexual, de sodomia, de torura, e depois andar por aí aos sorrisos como se nada aconteceu.

Também diz tudo sobre a nossa sociedade que se pode cometer crimes deste tipo e há muito boa gente que os justificam, encolhendo os ombros e dizendo que o mundo está melhor assim.

Como é que o mundo está melhor se não há respeito pela lei?

Para julgar Saddam Hussein, existia o forum máximo da lei, que é o Conselho de Segurança da ONU, que instruiu o governo de Saddam Hussein a destruir as suas Armas e Destruição Massiva. Assim ele fez.

Depois os Estados Unidos da América inventaram a mentira que estas existiam, que o Iraque era uma ameaça imediata aos EUA e aos seus amigos (Israel), e lançaram uma guerra em que chacinaram dezenas de milhares de civis.

Como então se pode julgar o Saddam Hussein como o culpado e os EUA como os inocentes? Quem cumpriu com a lei e quem a quebrou?

Antes que se levante frases do tipo “Sim, mas...” repito as três primeiras perguntas com as quais comecei esta peça:

Existe a lei internacional ou não? É para ser seguida ou não é? Existe para alguns países seguirem ou todos?

PS ganha eleições em Portugal

Não surpreende ninguém depois de três anos de corrupção e incompetência do PSD/PP que o PS tenha ganho as eleições e que as formações políticas da esquerda tenham visto seu voto aumentar substancialmente.

A direita política em Portugal está morta, como está moribunda noutras paragens. Não funciona. A coligação PSD/PP deixou um país cujo tecido social está esticada até ao ponto de ruptura, que bateu em e rompeu esta semana o tecto dos 7% de desempregados e que anda à deriva numa U.E. onde os países têm um plano nacional e são governados por pessoas competentes, que deixam a gestão dos dossiers a pessoas responsaveis na função pública, que gerem os casos acima do nivel partidário.

A coligação da direita PSD/PP deixou uma situação em que os recem-desempregados tinham de sperar até sete meses para receber o primeiro cheque do fundo de desemprego. Andaram a brincar e gozar com as pessoas, ou quê?

Ora, com maioria absoluta, o PS pode pensar que não tem a responsabilidade de ouvir os dois partidos sem medo de se assumirem da esquerda, nomeadamente o CDU (Coligação Democrática Unitária do Partido Comunista Português e o Partido Ecológico, os Verdes) e o Bloco de Esquerda, um agrupamento de várias formações políticas unidas numa política que defende a esquerda. Engana-se, e por quê?

Do PSD e CDS/PP podemos esperar mais alguns anos de oposição irresponsavel, tentando tornar impossivel a governação do PS mas irresponsabilidade é aquilo que se espera da direita em Portugal e em qualquer outro lugar.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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