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A Semana Revista

19.09.2004 | Fonte de informações:

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O quê é que Putin pode fazer?

Muito bonitos os comentários acerca da falta de liberdade de expressão, acerca do regresso aos tempos soviéticos, do autoritarismo do Kremlin, muito bonitos mesmo se tivessem sido proferidos por um diminuído mental de seis ou sete anos com uma ausência total de conhecimento acerca da Federação Russa.

Muito preocupantes e muito tristes são os comentários proferidos pelos órgãos de comunicação na comunidade internacional, que acusam Presidente Putin do mesmo, comentários escritos por pessoas que supostamente sabem o que dizem.

Mas vamos pensar em voz alta e chegarmos a uma conclusão. Quando há grupos de terroristas que estão dispostos a programar e realizar actos de chacina em grande escala, todos os dias se for possível, contra alvos civis, o quê é que as autoridades podem fazer?

Nada, seria uma opção. Negociar, seria outra. O primeiro resultaria numa continuação do caos, e segundo resultaria numa escalada de exigências que é totalmente inaceitável porque neste caso se trata da estrutura dum organismo geo-político, que é a República da Chechénia, que teve um referendo democrático, em que a grande maioria da população escolheu ficar dentro da Federação Russa, que teve duas eleições presidenciais democráticas em que ficou claro que 90% ou mais da população favorece um estado aliado a Moscovo e não um califado extremista ligado a Al Qaeda e que suga os recursos da região... a favor dos seus mestres no estrangeiro.

Então há que haver uma terceira via, e esta terceira via é a linha seguida por Putin: simplesmente, enfrentar os que violam a lei. Por muito difícil que seja para a comunidade internacional entender, especialmente agora com os EUA a violarem acordos internacionais amiúde, tem a ver com centralizar os mecanismos de tomada de decisão, para que elementos destabilizadores não possam fomentar nacionalismos onde nunca existiram, à espera de roubarem os recursos da Rússia.

Muito mais fácil de digerir é o tipo de frase “Preocupante o regresso da Rússia para tempos soviéticos” mas de facto, quem escreve este tipo de porcaria jornalística merece ser exposto como fraude.

No “tempo soviético”o PIB da União Soviética era duas vezes aquilo que é hoje e a vasta maioria dos cidadãos do país viviam bem melhores do que vivem agora. Então se fosse uma questão de voltar aos tempos soviéticos, seria uma bênção em termos materialistas. Mas não é isso que acontece e é perfeitamente incrível que jornalistas que são pagos milhares de dólares por mês, todos os meses, não o entendam.

O que acontece é que a União Soviética ultrapassou todos os seus objectivos e precisou de criar outro modelo mais em linha com a actualidade. Experimentou mal com Eltsin, experimentou melhor com Putin. Putin sabe muito bem o que passa ao seu redor, ao contrário de Eltsin. Putin sabe muito bem onde estão as pressões internacionais, e estas pressões estão nas fronteiras do país, onde jazem os depósitos de gás e petróleo.

Quem está a instigar rebelião e a criar instabilidade política nestas regiões é inimigo da Rússia, sendo estes países que são aliados de outros países que dão asilo político aos criminosos que estão a tentar semear o caos. Beslan (Pron.: Byes-Lán) é um exemplo entre muitos.

Que Beslan seja a espinha que fica atravessada na garganta de todos os que dão asilo político a terroristas chechenos ou que são aliados destes países.

Vladimir Putin é um grande patriota. Defende seu país e muito mais que 90% dos russos estão firmemente do seu lado. Que ninguém o esqueça. Os que não gostam, que estudem os factos antes de largarem sentenças.

São Tomé re-estrutura governo, nosso correspondente de parabéns

Esta semana um decreto presidencial demitiu a Pimeira-ministra Dra. Maria das Neves, instalando no Palácio do Povo Damião Vaz de Almeida, que foi indigitado pelo MLSTP/PSD. Assim o Presidente Fradique de Menezes reage, seguindo a vontade do povo são-tomense e afastando possíveis pontos de fricção.

A anotar e a realçar, nosso correspondente em São Tomé e Príncipe, e Director da PRAVDA.Ru na África, Inocêncio Costa, escreveu o primeiro artigo sobre este evento a ser publicado na imprensa internacional. Saiu minutos depois do facto assumido.

Parabéns ao meu amigo são-tomense Inocêncio, um grande abraço e muito obrigado pelo seu grande empenho em sempre estar a par daquilo que acontece no seu país, e a fazer todos os esforços para enviar seu material em excelente tempo, mesmo que enfrente às vezes graves dificuldades em fazê-lo.

Um exemplo de boa vontade e de profissionalismo.

Angola: Honestidade e desempenho

Da República Popular de Angola, recebemos frequentemente notícias da Embaixada em Moscovo e do nosso correspondente Acácio Banja, em Luanda.

Vê-se logo que este país está a começar a assumir seu peso no palco internacional, habilmente ajudado e apoiado pela CPLP, em que Brasil e Portugal começam a desempenhar um papel cada vez mais importante. No entanto, não é de ignorar a atitude de Luanda, que enfrenta os problemas do país com honestidade, que explica ao mundo onde estão seus pontos fortes e onde jazem as necessidades.

Não é suficiente dizer que Angola é riquíssima e por isso tem de enfrentar seus problemas sozinho já que há paz. Angola é potencialmente um país riquíssimo, sim, mas precisa de muito empenho da comunidade internacional para realizar o potencial e para não deslizar para trás, o que é sempre um cenário possível.

A notar, o trabalho realizado pelo grupo Lucidus Publicações, que edita a revista África Hoje e o jornal Semanário África em Portugal, dando uma imagem real, realística e positiva sobre África em geral e Angola em particular, dando dignidade à realidade africana e explicando como ninguém a realidade angolana.

A comunidade internacional precisa de acompanhar Angola com mais seriedade, com mais interesse, ajudando Angola a ajudar si própria e não lançando comentários negativos que nada têm a ver com a realidade.

Portugal: Este grande povo merece essas politiquices desses politicóides que voam rente ao chão?

A SEMANA POLÍTICA EM PORTUGAL

Governo recorre a ilegalidades

O governo de Portugal, a mistura tão humanitária e socialmente preocupada da coligação PSD (Partido Social Democrata) e PP (Partido Popular) conseguiu impedir que o barco do aborto atracasse em águas territórios nacionais, por razões de segurança do estado (meia-duzia de mulheres são assim tão perigosas?) coisa que a Igreja Universal do Reino de Deus não conseguiu fazer com a Madonna: já cá está para terminar a digressão mundial com dois concertos no Pavilhão do Atlântico em Lisboa.

A reacção de Paulo Portas, Ministro de Defesa, em enviar dois navios de guerra para bloquear a entrada do navio Borndiep, das Mulheres sobre Ondas, merece esta semana um debate quanto à legalidade da acção no Parlamento Europeu. Para o Bloco de Esquerda, foi “Uma decisão que não encontra sustentação na legislação comunitária em vigor, a qual defende a liberdade de circulação de pessoas e bens”.

Com a re-entrada política depois dumas férias longas (os deputados precisam de descansar bastante mais do que o cidadão comum, tanto que eles trabalham) o Partido Socialista ainda está no meio duma Tragédia Grega com o favorito à liderança (a eleição interna toma lugar em 24 de Setembro), o ex-Ministro do Ambiente José Sócrates a pedir “bom comportamento” aos membros do partido, o candidato João Soares a apresentar-se como “homem de acção”, mas mais parecendo aqueles bonequinhos de plástico, “Action Man” mas mais barrigudos, enquanto o deputado-poeta Manuel Alegre anda muito calado ultimamente. Talvez esteja a procurar uma musa…

Falta uma semana e meia para Sócrates se tornar líder do PS, e então vai começar a aquecer a cena política em Portugal com um combate entre este grande comunicador, que tem trabalhos feitos e história de grande competência, e o excelente orador, Santana Lopes, que ainda há-de terminar qualquer projecto que iniciou. Fala muito, diz muita coisa mas acaba por ser acusado de nem dizer nada e fazer menos ainda.

Santana Lopes começou a re-entrada política com a ideia de criar um Serviço Nacional de Saúde com pagamento diferenciado, o que quer dizer que os mais ricos devem pagar mais. Bonita ideia, mas isso não vai pesar mais ainda na já sobrecarregada classe média?

O Partido Comunista Português, que já prometeu fazer tudo no seu alcance para fazer cair este governo, considera as medidas do Primeiro-ministro de demagógico e populista. “ Por detrás de uma falsa preocupação de justiça social está a mal disfarçada intenção de aumentar o pagamento directo da saúde pela população, de reduzir o financiamento do Orçamento de Estado ao Serviço Nacional de Saúde e de empurrar crescentemente para os sectores privados a prestação de cuidados de saúde,” acusa o PCP.

Com a retomada económica a prometer mas a não aparecer, a maioria da população portuguesa sofreu bastante com a crise e com o Euro, com preços a subirem em flecha a par dum congelamento salarial, criando um clima de “ninguém paga ninguém”, isso com uma duplicação da taxa de desemprego em dois anos e o legado da ex-Ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, cujo olhar de pedra fazia da Medusa uma Afrodite e cuja coração correspondia. “Não há reformas sem dor” dizia, enquanto todos os dias milhares de portugueses chegaram a casa sem emprego e depois tiveram de esperar sete meses para o primeiro cheque.

Com este legado, há-de demorar muito tempo para que qualquer melhoria na economia se faça sentir de forma geral. O governo de José Manuel Durão Barroso deixou o país numa crise de nervos, com um Tsunami de pessimismo a mistura, que precisará muito mais do que as palavras bonitas de Santana Lopes para o desfazer.

A habitual farsa no Ministério de Educação acompanha o início do ano lectivo, com milhares de professores ainda por colocar a dias do começo das aulas, envolvendo o correspondente mau ensino dos programas e a falta de bases nos primeiros meses dos cursos.

Desde 1974 que Portugal anda nisso com governos do PSD, PP e PS. Um dia alguém há-de acertar em algo.

MAS QUE DESGOVERNO!

No dia de abertura das aulas, ainda há 50.000 professores por colocar

Mas o que andam os Ministérios deste desgoverno PSD/PP a fazer? Trinta anos depois da Revolução de 25 de Abril, todos os anos e sem qualquer excepção, tem havido caos nas escolas de Portugal por falta de professores, no início do ano lectivo.

Este ano, infelizmente, em vez da situação estar melhor, piorou. Nem surpreende que José Barroso fugiu para Bruxelas. Com 50.000 professores ainda por colocar, como é que este governo pode afirmar que tem qualquer competência a dirigir o conteúdo das pastas que é suposto controlar?

Como sempre, o (des)governo de Portugal trata o povo português como um bando de palhaços e esta negligência/incompetência inerente e sistémico é sinal dum total e estudado desrespeito pela população.

Falta só alguém deste governo PSD/PP da direita e extrema-direita, dizer que se as pessoas querem que as crianças recebam uma boa educação, então seria melhor colocá-las num colégio particular e pagar um preço exorbitante pelo serviço (com a porcaria dos ordenados portugueses).

Como sempre, houve falta de planeamento e como sempre, houve falta de comunicação. Basicamente, resta a noção que a classe governativa em Portugal quer lá saber, porque de qualquer modo tem o futuro garantido e que se lixe a população.

Se o ano lectivo começa hoje, por quê é que não foi estudado e executado o processo de colocação anteriormente? Como se pode defender um sistema que abre escolas sem o pessoal adequado? O quê é que as crianças fazem no tempo em que não recebem aulas? Quem se responsabiliza por elas?

Isso para não falar do palavrão que começa por R : Responsabilidade. Mencionar esta palavra a um dirigente em Portugal, e ele foge como se tivesse visto o Diabo. Quer que goste, quer que não, o governo em Portugal, eleito ou não, e em qualquer outro país, tem a responsabilidade de governar bem.

Isso quer dizer prestar os serviços pelos quais é responsável. Por ser um dirigente político em Portugal não quer dizer que qualquer pessoa em qualquer pasta tem o direito de se desleixar, enriquecer e fingir que trabalha, a fazer que faz mas sem fazer nada. O governo de Portugal, como em qualquer outro país, tem o dever e a obrigação de prestar um serviço de educação para os filhos dos cidadãos portugueses e estrangeiros que vivem em Portugal. Ponto final. Não é um favor. É um direito assumido.

Não deveria ser necessário dizê-lo, mas parece que ainda há governantes que não o entendem, que se há falta de professores nas escolas, com dezenas de milhares de professores desempregados, o sistema tem um problema a resolver. Se não há professores nas escolas, os programas não são entregues de forma adequada: ou não se faz alguma matéria, ou é dada a correr e o resultado tangível e visível nas crianças é que faltam as bases de conhecimento.

Depois como prosseguem o fio de estudo no próximo ano? A pagar explicadores a preços europeus com salários terceiro-mundistas?

Mas o que andam os Ministérios deste governo a fazer? Haverá alguém no Ministério de Educação na Avenida 5 de Outubro em Lisboa a tocar aquela canção dos Pink Floyd, “Hey teacher! Leave the kids alone!” (Oi, professor! Deixe os miúdos em paz!) Será por isso que não colocaram os sotores, para que a malta possa curtir bué? Em vez de baldas, mais furos? É essa a lógica? (Nem surpreenderia se fosse...até enviam navios de guerra para impedir que um grupo de mulheres entre em Portugal).

Podemos rir, mas não tem graça nenhuma. É nojento que Portugal tem os dirigentes que tem, que nem têm competência naquilo que fazem, que deixam que as coisas andem por si próprias, sem interesse, sem trabalho, sem planeamento.

Escolas sem professores, hospitais sem médicos. Ordenados e pensões vergonhosos com preços altíssimos nas lojas, bastante mais altas do que em muitos outros países da Europa, que têm os governantes que merecem e que progridem, melhoram o nível de vida. Vê-se.

Como se pode explicar a situação que faltam 50.000 professores por colocar no dia da abertura das aulas, um dia em que se calhar andam o Secretário de Estado e a Ministra de Educação por aí fora a cortarem fitas e a sorrirem como idiotas?

Como se pode explicar que se um agricultor português que vive na fronteira quer um tractor, vai comprá-lo em Espanha porque paga 30% menos por seu tractor no outro lado da fronteira? E que vai lá buscar tudo, desde o gasóleo, à comida (que é caríssima em Portugal, muitíssimo mais do que na Inglaterra ou na Alemanha por exemplo), aos utensílios na cozinha onde come, aos lençóis da cama onde dorme, ao papel para a casa de banho.

Como se pode explicar que no terceiro milénio, há reformados que têm de sobreviver com pensões de 200 Euros? Como se pode explicar que deixaram que um pão de forma custe mais do que 500 Escudos (na moeda antiga) com pensões e ordenados destes?

Se não sabem governar, saiam da mulher. Mas deixem quem sabe trabalhar. Coloquem as pessoas competentes nos lugares de direcção executiva, sejam quais forem as suas cores partidárias. Deveria ser um governante português a escrever estas linhas, não um jornalista estrangeiro.

Mas há limites à paciência. Depois desta amostra de incompetência, qualquer pessoa que votar no PSD ou PP na próxima eleição deveria ir visitar um psiquiatra. No sistema particular, é claro.

O LEGADO DE BUSH

Kofi Annan diz que a Guerra no Iraque é ilegal

Como um rapaz que leva um raspanete, George Bush vê-se obrigado a escutar as palavras do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, cabisbaixo, caladinho, com os olhos pregados ao chão e a engolir em seco, quando Kofi Annan proclama ao mundo que a guerra no Iraque foi ilegal e que quebrou a Carta da ONU.

Que figura tão absurda. Que vergonha. Um criminoso caladinho a propor-se para ser presidente. P pequeno.

Se o Bush fosse um Homem de carácter, demitir-se-ia e passaria o resto dos seus dias com uma pá nas mãos a tirar o estrume das vacas dos caminhos a volta da sua fazenda milionária no Texas. Ou talvez pudesse aparecer nos jantares do dia de Acção de Graças a servir pratos de peru, de plástico, para os bons americanos que estivessem dispostos a pagar bom dinheiro para gozarem duma boa risada ao seu custo, os mesmos bons americanos que ele deixou com uma dívida de duzentos mil milhões de dólares na sua procura da Gralha Sagrada no Iraque, enquanto deitou bombas de fragmentação nas suas crianças.

Contudo, George W. Bush nem é Homem e nem tem carácter. Quebra os acordos internacionais e contratos vinculativos a vontade e quando entende, porque recebe as mensagens de Deus (delirium tremens?) ou do seu Vice-Presidente com boca de cicatriz, Richard Cheney, neste caso instruindo-o a lançar o acto de chacina mais chocante na história recente do planeta, em que dezenas de milhares de pessoas inocentes perderam as vidas ou foram mutiladas.

Kofi Annan chama a guerra no Iraque “uma lição dolorosa”. Muito, para o rapaz que perdeu os braços e as pernas, os olhos e a família próxima e estendida quando um piloto norte-americano decidiu que seu apartamento foi um alvo militar legítimo. Muito doloroso para as crianças que estavam a observar o veículo Bradley em Bagdade, na semana passada, quando um helicóptero norte-americano obliterou tudo e todos na área. Doloroso também para os detidos em Abu Ghraib (“Abu-Ga-rob” nas palavras de Bush), que foram esforçados a chuparem os pénis uns dos outros e a cometerem actos de sodomia. Bons cristãos, esses tropas de Rumsfeld.

“Do ponto de vista da Carta, foi ilegal”, diz Kofi Annan. Qual é a resposta de Bush? Não tem. Não responde porque não pode. Não pode produzir um contra-argumento e por isso tem de se calar, morder no lábio, corar e levar com tudo que é-lhe atirado, com cara de palhaço. Grande político.

Para esclarecer o assunto, sob a lei internacional, George Bush tinha de colocar uma resolução perante o Conselho de Segurança da ONU sobre a necessidade de lançar uma guerra contra o Iraque. Devido ao facto que a política tradicional de Washington de utilizar chantagem e prepotência (que eles chamam diplomacia) não iria produzir os resultados pretendidos (é surpreendente como a prestação de “favores pessoais” podem produzir mudanças de opinião, especialmente em países menos desenvolvidos), Bush decidiu agir quase unilateralmente, acompanhado por um clique de sicofantas covardes, sem espinha, que olharam para os seus interesses antes da questão moral e ética.

Além disso, qual foi a justificação que o George Bush deu para lançar esta guerra? Foi Armas de Destruição Maciça, que colocavam uma ameaça imediata aos EUA e aos seus aliados. Rumsfeld até disse onde estavam: “Em Bagdade e Tikrit e a norte, a sul, e leste e oeste destas cidades”. Colin Powell utilizou uma linguagem menos precisa “Estão a ser levadas pelo deserto fora...em…veículos”; mas agora dizem que a guerra no Iraque tem a ver com terrorismo internacional. E amanhã? Será por causa do chupa-cabras?

A guerra no Iraque não é, não foi e nunca foi, acerca do terrorismo internacional. Saddam Hussein a Al-Qaeda eram opostos, porque Saddam Hussein e bin Laden odiavam um ao outro. Deixem o Bush agora inventar outra mentira e dizer que eram casados.

Se a guerra no Iraque é ilegal (e Kofi Annan não fala a toa), então George W. Bush é um criminoso. Mas ele pensa ainda em ser presidente?

George W. Bush é um líder de péssima qualidade a actuar num palco de porcaria, feito por ele próprio, armadilhado pelas suas limitações e sua incompetência. O legado de Bush é essa figura triste e solitário, inteiramente fora de pé no mundo em que foi esforçado a entrar (embora deve estar curtindo a experiência) só que é completamente incompetente, criminalmente negligente e totalmente incapaz de cumprir o seu papel.

O legado de Bush é um mundo muito mais perigoso, que caminha na direcção de outra guerra, mais vasta, mais destrutiva, mais assassina. O que o regime de Bush tem feito durante os últimos quatro anos é totalmente inaceitável para a maioria dos cidadãos do mundo e é a responsabilidade colectiva dos cidadãos dos Estados Unidos da América utilizarem os mecanismos de democracia que têm e tirar esse regime do poder antes que seja tarde demais.

Votar nesse criminoso, esse assassino, esse mentiroso, esse pau-mandado, esse fraco exemplo de humanidade, criaria a noção que o povo dos EUA decidiram seguir um caminho muito perigoso, completamente sozinhos. Para o Inferno, juntamente com o Diabo.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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