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Lula: Brasil não agirá de forma subalterna

19.09.2003 | Fonte de informações:

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Segundo Lula, o Brasil respeita em suas negociações países de tamanhos e economias distintas, como o Paraguai e os Estados Unidos, e exige também ser tratado em "igualdade de condições". Na opinião dele, o tratamento, às vezes "inferior" dado ao país no cenário internacional, é resultado da falta de importância que, muitas vezes, o próprio Brasil se concedeu.

O presidente aproveitou ainda para para dar um recado aos países ricos: "Não aceitamos mais participar de política internacional como se fôssemos os coitadinhos da América Latina, um paisinho do Terceiro Mundo, um paisinho que tem criança de rua, um paisinho que só sabe jogar futebol e pular carnaval. Este país tem muito mais do que isto".

O presidente citou o exemplo da reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio), na semana passada, em Cancún (México). Segundo ele, a postura "firme e objetiva" que o país manteve no encontro demonstra que o Brasil "dispõe de uma capacidade de articulação talvez única, que nos permite lutar por nossos interesses, somando forças com clareza e objetivos, e sem confrontações". O Brasil, mesmo diante da pressão dos países desenvolvidos, manteve de maneira enfática a defesa do fim das barreiras agrícolas impostas ao país.

Formatura Lula participou da cerimônia de formatura de 25 novos diplomatas que concluíram o curso do Instituto Rio Branco. A turma recebeu o nome de Sérgio Vieira Melo, em homenagem ao brasileiro morto em atentado em Bagdá, quando chefiava o escritório da ONU (Organização das Nações Unidas) no Iraque.

O presidente parabenizou os formandos por terem escolhido Vieira de Mello como patrono. Segundo Lula, Vieira de Mello soube aliar a força da razão com o engajamento em favor dos mais vulneráveis. E deixou uma mensagem aos novos diplomatas: que eles serão muito mais cobrados porque o Brasil, hoje, cresceu no conceito internacional. "A partir do que aconteceu em Cancún, vocês vão perceber que serão olhados com muito mais interesse, mas, ao mesmo tempo, com muito mais cobrança, pelos nossos interlocutores de outros países, do que nós fomos até agora", disse.

Na opinião de Lula, os novos diplomatas devem se espelhar no exemplo do chanceler Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, quando tiverem dúvidas sobre a carreira escolhida. O presidente aproveitou a cerimônia para fazer um brinde à competência de Amorim.

Partido dos Trabalhadores

 
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