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Dívida Eterna

19.02.2005 | Fonte de informações:

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Estes geraram uma sociedade injusta pois a renda que produz o exercício econômico não se distribui de maneira justa e por isso a imensa maioria da população se vai afundando mais e mais na pobreza e a miséria, enquanto uns poucos nadam na opulência.

Os atuais problemas sociais e econômicos provam o fracasso do sistema econômico e da política neoliberal, expressada através das receitas que impõem a nossos países, organismos conhecidos como o Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial, testaferros do Império Norte-americano.

Dentro do sistema capitalista o crescimento econômico de um país não soluciona os problemas que padece o povo. E se por ventura um governante toma a decisão política de agarrar o touro pelos cornos, paga muito cara sua louvável intenção. Exemplos, Salvador Além em Chile, Jaime Roldós, no Equador, Omar Torrijos, em Panamá, por mencionar a alguns, somente.

Na maioria, por não dizer, em todos os países latino-americanos a política de aceitar servilmente e aplicar os ditames dos organismos internacionais ao pé da letra, avaliza a lógica do sistema financeiro consistente em que quanto mais se paga mais se deve. Cada latino-americano que chega a este mundo nasce endividado. Enquanto os grandes monopólios enriquecem, os povos empobrecem.

Segundo o diário A Jornada de México, o Banco Mundial afirma que em 1980 a dívida de América Latina ascendia a 157 mil milhões de dólares e que desde esse mesmo ano até o 2003, a região pagou 99 mil milhões de dólares em amortizações e interesses. Reduziu-se a dívida ? .... Que nada, passou para 830 mil milhões de dólares. A CEPAL afirma que em 2004 América Latina transferiu 77.800 milhões de dólares ao estrangeiro.

O FMI e o Banco Mundial são os suga sangue que chupam o sangue, (os recursos) de Nossa Grande Pátria América. A dívida eterna é comparável a uma corda posta ao pescoço do povo latino-americano. Pouco a pouco o vai enforcando. Isto o sabem as oligarquias. Não terá economia que agüente essa sangria e os povos se levantarão contra esse despropósito econômico que rouba cada ano milhões de dólares.

Além da impagável dívida eterna e para agravar a angústia dos pobres, apresenta-se um aumento dessa sangria gerada pelas multinacionais que invadiram a região, afetando enormemente a fonte principal da vida do trabalhador: O emprego e os direitos conquistados na batalha por seus direitos.

Dentro da Agenda do processo de Integração Latino-americana e Caribenha merece lugar destacado a luta popular contra a dívida eterna. Vários esforços realizados foram achatados. Em 1980 os países devedores procuraram associar-se para negociar conjuntamente suas dívidas, mas esta iniciativa foi proibida pelos credores, dos quais os 12 maiores sim formaram um Comitê para defender seus interesses.

Por outra parte, em vários países, líderes, igrejas, movimentos sociais e políticos dedicaram esforços ao trabalho de conscientização do povo para fazer-lhe entender a raiz do problema e a solução. Ademais, as circunstâncias atuais oferecem um momento histórico cujo imperativo impostergável é a unidade de todos, sem a qual América Latina não poderá construir um porvir justo, soberano, independente e em paz.

Neste sentido, segundo o semanário Brasil de Fato, número 99, o governo argentino lançou uma proposta “para retomar o pagamento da dívida externa desde que os credores aceitem receber somente o vinte e cinco por cento do que lhe estão cobrando ao país. Ao invés de outros governos latino-americanos, Kirchner colocou os interesses do Estado nacional, acima dos interesses do mercado financeiro”.

As reações dos credores aparecem em meios como Financial Times que afirma “será um péssimo exemplo” para outros países se o governo Kirchner reestrutura a dívida que atinge os 82 mil milhões de dólares, cujo pagamento está em moratória desde a crise que se apresentou no final de 2001, crise que estremeceu os alicerces da sociedade argentina.

No Brasil os meios também fizeram coro aos credores. Folha de São Paulo disse: “A proposta argentina é de má fé, diz merecedor”. Por sua vez o economista César Benjamin afirma no mesmo Semanário: “Se Argentina sai exitosa, é óbvio que nosso caminho deveria ser semelhante. Por que o Brasil vai pagar cento por cento de sua dívida se Argentina teria um desconto de setenta e cinco por cento?”.

A reestruturação da dívida proposta por Argentina já conta com o apoio de boa parte dos Credores Nacionais, do Presidente da Associação de Bancos do país, das *Administradoras/ dos Fundos de Pensões e Aposentadorias. Pode também ajudar ao governo o perfil dos pequenos investidores.

Agrega César Benjamin: “...os investidores terão que reconhecer que fizeram um mau negócio e vão ter que absorver o prejuízo....O banqueiro é pragmático e vai dizer: é melhor ter o vinte e cinco por cento do que correr o risco de ficar sem nada”. Claro, mais vale pássaro em mãos do que cem voando.

Ainda que a dívida foi paga já várias vezes, procurar saídas tirando-lhe a América Latina o setenta e cinco por cento de um roubo infame, é de por si um grande passo! Argentina com sua proposta está dando um bom exemplo, Che!

Juan Leonel e Luís Pedro

Agradecemos às Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia por este artigo.

 
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