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Rússia pede aos EUA para levantarem as sanções contra Coréia do Norte

18.01.2007 | Fonte de informações:

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A Rússia pediu, na quarta-feira, que os Estados Unidos levantem as sanções financeiras impostas à Coréia do Norte, disse o novo representante russo nas negociações que envolvem seis países e que tratam das ambições nucleares dos norte-coreanos.

"Os EUA deveriam levantar as sanções financeiras, aproximando-se dos norte-coreanos", afirmou Alexander Losyukov à agência de notícias RIA-Novosti, em uma entrevista.

"O fato de a Coréia do Norte estar transformando essa questão em um obstáculo para as negociações envolvendo os seis países não é um fato totalmente justificado", afirmou Losyukov à RIA.

Losyukov foi nomeado, neste mês, vice-ministro das Relações Exteriores, substituindo Alexander Alexeyev, que, até recentemente, comandava a delegação russa nas negociações sobre a Coréia do Norte.

Em 2005, o governo dos EUA impôs sanções para limitar o acesso da Coréia do Norte ao sistema financeiro mundial como resposta às acusações de que o país asiático realizava atividades ilegais, tais como imprimir, anualmente, notas de dólares falsos no valor de 550 milhões.

Fundos de cerca de 24 milhões de dólares depositados em contas em paraísos fiscais foram congelados. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, essas contas vinham sendo usadas para atividades ilegais como a impressão de dólares falsos, o tráfico de cigarros e drogas e a lavagem de dinheiro.

As sanções fizeram com que a Coréia do Norte abandonasse as negociações envolvendo seis países e a Coréia do Sul, a Rússia, a China, o Japão e os EUA tentam convencer os norte-coreanos a abandonarem seu programa de bombas nucleares.

Em dezembro, uma rodada dessas negociações realizada em Pequim terminou sem que houvesse avanços.

Horas antes, na quarta-feira, negociadores dos EUA e do país asiático reuniram-se em Berlim para negociar a retomada do processo de discussão sobre o programa de armas nucleares da Coréia do Norte.

O secretário assistente de Estado dos EUA, Christopher Hill, descreveu aquele encontro como "proveitoso".

Estadão 

 
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