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Negociações entre Israel e Palestina para a retirada das tropas

17.06.2003 | Fonte de informações:

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Após uma semana de violentos confrontos entre o grupo radical palestino Hamas e as tropas israelenses, a Autoridade Palestina e Israel negociaram no final de semana a retirada das tropas de Israel no norte de Gaza e Bélem, na Cisjordânia. As negociações foram mediadas pelo setor de inteligência egípcia. Israel só fará as concessões previstas, caso a Autoridade Palestina detenha os ataques terroristas dos grupos radicais palestinos aos territórios israelenses, principalmente as ações do Hamas, atualmente o mais expressivo na Palestina. A semana passada em retaliação a um ataque terrorista ao um posto militar israelense em Erez, fronteira com a Faixa de Gaza, as tropas israelenses lançaram uma ofensiva com mísseis na Cidade de Gaza com o objetivo de atingir líderes do Hamas. No ataque, 5 palestinos morreram, entre eles uma mulher e sua filha. Porém com o ataque em Gaza, veio como resposta a um ataque fulminante Palestina; um ataque suicida de um militante do Hamas contra um ônibus que transportava civis israelenses, em Jerusalém, no qual 17 pessoas morreram incluindo o homem bomba. Em resultados práticos, a retaliação israelense fez voltar ao início o processo de paz "mapa da estrada", além de provocar a revolta dos palestinos reivindicando justiça, e enfurecer os grupos islâmicos palestinos. A violência causou um rebuliço no mundo diplomático, os Árabes culparam Ariel Sharon pelo fracasso de conter os grupos radicais, a UE e os EUA estudam enviar tropas para a Palestina, para impedir os massacres. Segundo a AP, o Hamas estava propenso a cessar os ataques contra os territórios israelenses, mas o termo não se aplica nos territórios ocupados.

Já Ariel Sharon reiterou o que já afirmara, declarando que não faz concessões perante a violência. O primeiro ministro israelense não põe o fim à política de caçar líderes do Hamas e seus "supostos membros" atirando no escuro, o que dificulta o plano de paz. Ao contrário do que se pensa, o premiê israelense não tem apoio da maioria dos israelenses que se opõem as retaliações das tropas de Ariel Sharon nos territórios palestinos. Muitos israelenses já se convenceram que as medidas de Ariel Sharon na Palestina é um empecilho para a paz na região. Michele MATOS PRAVDA Ru BRASIL

 
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