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Os Estados Unidos da Tortura

16.11.2005 | Fonte de informações:

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Infelizmente não é a primeira vez que o regime de Bush envergonha as boas pessoas dos Estados Unidos da América e sua Constituição, esta bastão de liberdade e democracia que é agora relegada a um sinónimo triste e apologético das câmaras de tortura de Abu Ghraib, o campo de concentração da Bahia de Guantanamo (que belo exemplo de Washington a Habana) e agora, 175 pessoas encontradas a tremer em condições que mais pareciam as de Treblinka, ou Belsen ou Dachau.

Desta vez o regime de Bush apressa-se a afirmar que a situação foi descoberta durante uma acção conjunta do exército iraquiano e forças dos EUA mas o que se esqueceram a dizer foi que os agentes que perpetraram a tortura foram treinados por Washington, que a CIA já tem câmaras de tortura estabelecidas em países europeus e que actos de tortura fazem parte do historial do regime de Bush e a cabala Bush-Cheney-Rumsfeld.

A cabala Bush-Cheney-Rumsfeld também se esqueceu de dizer a Condoleeza Rice, Secretária de Estado, que ela poderia ser responsabilizada pelas actividades criminosas do regime dos EUA no estrangeiro. Será que ela sabe?

Senão for aos pés da Rice, então aos pés de quem é que a bola para? A Constituição elaborada por Paul Bremmer deu aos EUA o controlo sobre as forças de segurança do Iraque enquanto as forças dos EUA estivessem no país. Isso inclui os paramilitares, que Washington gosta de empregar por onde passa a caravana.

Estes paramilitares e esquadrões de morte estavam trabalhando pelo governo do Iraque, colocado pelos Estados Unidos da América.

Washington não pode escapar agora por dizer que nada tinha a ver porque o governo foi eleito pelo povo. Foi sim nomeado pelos norte-americanos (o Bremer estava lá a fazer o quê? Férias arqueológicas?) e foi apresentado ao povo (que continua na grande maioria sem saber em quem ou em quê está a votar).

A verdade é que Washington juntou todos os grupos reaccionários nas margens da sociedade iraquiana, levou-os para um hotel em Londres e tal e qual como faziam os colonizadores europeus (contra quem os EUA tanto lutou), traçou linhas em mapas políticas e providenciou os limites da influência de cada grupo.

Depois, no Iraque, Washington juntou todos os que suspeitou de ter resistido à invasão ilegal que foi responsável pela chacina de 30.000 civis directamente e 100.000 indirectamente. Os grupos de defesa das mulheres reclamam hoje que estavam melhor sob o governo de Saddam Hussein. É o legado do regime de Bush.

Mas não para aqui a bola. Hoje, dia 16 de Novembro de 2005, temos a peça final do puzzle que em qualquer estado de direito em qualquer parte do mundo iria significar o fim do governo, caído em desgraça. As autoridades dos EUA treinaram a Brigada do Lobo, de 2000 membros, e lançou-a em acção. Praticaram o que aprenderam do tipo de lixo humano como aquela grande heroina americana Lynndie England. Mas que belos professores são as autoridades norte-americanas.

A influência perversora do regime de Bush se alastra como uma doença, uma pandemia do mal. O Presidente declara que está perto do seu Deus – o blásfemo, que é mais perto do Diabo e actos de tortura, de chacina. Que vergonha e que desgraça para as boas pessoas dos Estados Unidos da América, que votaram por esse regime por causa de terem sido manipulados por um controlo de histeria em massa por este cabal que gastou duzentos mil milhões de dólares do dinheiro ganho a todo o custo pelos trabalhadores dos EUA e cujas acções no Iraque de resumem por actos de cobardia, actos de tortura e assassínio, muito pior do que qualquer coisa perpetrado pelo governo de Saddam Hussein.

É o legado de Bush. Em qualquer estado da lei em qualquer parte do mundo, num país de respeito, o governo seria esforçado a se demitir porque envergonhou as tradiçoes e costumes do seu povo. O regime de Bush é um insulto aos Estados Unidos da América...ou será os Estados Unidos da Tortura?

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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