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A Semana Revista

16.01.2005 | Fonte de informações:

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Sem remorsos

Charles Graner considera que estava a fazer seu trabalho, a mando dos seus superiores e que não fazia nada mal. Sua namorada, Lynndie England, já tinha dito que sem orientação por superiores, os guardas norte-americanos em Abu Ghraib não sabiam o que fazer e por isso… Mas são deficientes mentais, ou quê? É assim que os norte-americanos se comportam quando ninguém lhes dá ordens ao contrário?

Houve instruções claras de cima, ao nível do Pentágono, acerca de quanta força poderia ser exercida sobre os prisioneiros, e estas instruções foram alteradas depois da história de Abu Ghraib ficar na praça pública. Por isso sim, houve direcções que permitiam o abuso de prisioneiros por parte daqueles que quisessem juntar dois mais dois e ficar com cinco. Mas fazer pirâmides humanos e esforçar os homens a chuparem o sexo uns aos outros?

Ass nojentos actos de depravação e perversão sexual, atacar prisioneiros com cachorros, violar mulheres, espancar e torturar prisioneiros indefesos, “sem remorsos” é a resposta de Charles Graner, que disse que estava a seguir ordens para amolecer os prisioneiros.

Que esse nome e o nome da Lynndie England, juntamente com os já condenados Jeremy Sivits, Ivan Frederick, Megan Ambuhl e Armin Cruz fiquem ao lado dos outros assassinos em campos de concentração nos anais da história.

Na mosca!!

EUA assassina família iraquiana com bomba de precisão, guiada por laser

Na Aitha, da noite de Sábado dia 8 de Janeiro, um ataque com bomba de precisão de 500 libras de peso destruiu uma casa 50 quilómetros a sul de Mosul. Testemunhos oculares, incluindo o dono da casa e um repórter independente ocidental (da AP) disseram que morreram 14 pessoas. Os EUA admitem que o ataque foi um acidente e que foi destruída a casa errada mas refere só cinco vítimas no relatório.

Não há ADM no Iraque

Ai não? Que surpresa! Só agora é que Washington chega a essa conclusão. Que espantosa rapidez. Afinal, Hans Blix já o tinha dito há mais que 700 dias. Onde está a justificação para esta guerra?

Disseram-nos que o Iraque tinha ADM que constituíam uma ameaça directa e imediata para os EUA e seus aliados e que sabiam onde estavam escondidas as armas. Diziam que Saddam Hussein estava a mentir.

Afinal, Saddam Hussein era aquele que dizia a verdade e quem mentiu entre os dentes foi George Bush, o assassino.

Dois anos mais tarde, nem todos os iraquianos vão às urnas no dia 30 de Janeiro porque, de acordo com as declarações de Iyad Allawi, primeiro-ministro apoiado por Washington, nem todas as regiões do país estão seguras. Pior, os números dos “insurgentes” ou seja, lutadores pela liberdade do Iraque, ou da Resistência Iraquiana, estão no ponto mais alto de sempre, perto de 200.000 e estão a aumentar.

Como se pode justificar uma guerra em que os vencidos iraquianos iriam dar os parabéns aos invasores com braços abertos, uma guerra baseada na afirmação que o regime de Saddam Hussein era perigoso para a comunidade internacional, quando a recepção aos invasores é tão feroz que passados dois anos, nem toda a gente vai poder votar – e nem há ADM?

O Partido Comunista dos Trabalhadores Iraquianos passou documentos esta semana a PRAVDA.Ru afirmando que os trabalhadores no Iraque estão enfrentando as mesmas pressões sob a administração apoiada por Washington como enfrentavam sob o regime anterior. Não têm o direito a organizar-se livremente e numa acção recente, receberam tiros das forças de segurança.

Maravilhoso. Liberdade e Democracia, ganhar corações e mentes pelo uso da arma de fogo e a bala.

Abu Mazen

Tendo passado quase toda a sua vida ao lado de Yasser Arafat, Mahmoud Abbas, aliás Abu Mazen, o arquitecto dos Acordos de Oslo, se encontra Presidente da Autoridade Palestiniana, tendo ganho a eleição democrática por uma margem larga.

Na primeira semana após a eleição, Ariel Sharon, Primeiro-ministro israelita, cortou todas as relações com a AP e Abu Mazen devido ao ataque contra um poste fronteiriço, que matou seis israelitas.

De facto, Abu Mazen já tinha afirmado que a primeira tarefa seria controlar as forças de segurança palestinianas e assegurar que fariam o que são supostas a fazer. Actos terroristas não irão ganhar amigos nenhuns na comunidade internacional. Seguir a Mapa de Estrada com certeza vai esforçar Israel a retirar-se das posições ocupadas fora das linhas estipuladas pela ONU.

A história demonstrou que às vezes meios pacíficos são mais poderosos do que métodos bélicos.

Prince Harry, o Nazi

Mas que total disparate, que cambada de histéricos e que falta de profissionalismo, reportarem que o terceiro na linha para a coroa britânica é um simpatizante nazi só porque usou um uniforme da Afrika Korps.

O rapaz ia a uma festa temática, bolas, onde as pessoas tinham de ir vestidos como colonizadores ou nativos. Se tivesse ido como um negro, com lança e escudo, teriam-no crucificado como racista. Há um projecto mais imperialista que o de Hitler? Não? Então deixem o rapaz em paz.

Se ele tivesse ido vestido como um dos falangistas que chacinaram os civis palestinianos no Líbano a mando de Sharon, ninguém dizia nada.

Portugal, a um mês da eleição

A CDU (Comunistas e Verdes), o Bloco de Esquerda e o PP (Partido Popular, Conservador) juntos contam com cerca de 18% das intenções de voto, fazendo deles, com cerca de 6% cada um, três potenciais gigantes na cena política em Portugal.

No entanto, a batalha maior será entre o Partido Socialista, com cerca de 47% e o Partido Social Democrata, com 32%, deixando larga margem de manobra para as formações menores em possíveis coligações oficiais ou não.

Não há de descartar um acordo entre o Bloco de Esquerda e o PS, com os Comunistas Renovadores entrando nas listas do primeiro.

De facto a direita política não funciona em Portugal. O espaço entre ricos e pobres aumentou consideravelmente e o número de desempregados subiu para 500.000. O que não se pode aceitar é que em alguns casos, as famílias têm de esperar sete meses para receber o cheque do fundo de desemprego.

A fazerem o quê entretanto para alimentarem os filhos?

O Galheteiro

Pois, o galheteiro. A União Europeia considera este aparelho perigoso para a saúde pública e quer retirá-lo das mesas.

Não! Não a este acto de terrorismo cultural. Devemos ter o direito de regarmos nosso bacalhau com azeite e temperar as nossas saladas como desmesurados, se quisermos. Não aos saquinhos de plástico que ninguém consegue abrir e não à regulação excessiva por Bruxelas.

Doravante, irei levar o galheteiro pela mão e não entro mais nos restaurantes que não me deixam entrar com ele.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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