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Portugal: Verdes sobre entrevista de Sócrates

15.03.2011 | Fonte de informações:

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Reacção dos Verdes à entrevista do Primeiro Ministro na SIC: Nem um palavra sobre a vida concreta dos portugueses

Em 45 minutos de entrevista, na SIC, o Primeiro-Ministro não teve uma palavra relativa às duras dificuldades com as quais os trabalhadores e as famílias se confrontam, nem uma palavra sobre as dificuldades das nossas pequenas e médias empresas, fundamentais para o relançamento da economia.

Nestes 45 minutos, José Socrates,  não apontou uma única estratégia para criar riqueza e dinamizar a economia nacional, para inverter o número sempre crescente de desempregados.

"Os Verdes" consideram que ficou bem patente nesta entrevista que não é a confiança dos portugueses que preocupa o Primeiro-Ministro de Portugal, mas única e exclusivamente a confiança que as instituições europeias e os mercados têm nas suas políticas. Ficou, então, bem patente que a sua subserviência não é ao povo português, mas sim à Alemanha, à Sra Merkel e aos mercados financeiros, que deploram o estado em que se encontra Portugal. A consequência de tudo isto é o progressivo mergulho da economia deste país num caos recessivo, arrastando milhares de famílias para uma situação de pobreza insustentáveis, já praticamente comparável com níveis existentes antes do 25 de Abril.

Incapaz de justificar as contradições existentes, entre o optimismo dos números de execução orçamental e a sua obsessão com o défice e o estado de degradação e de consequente protesto que flui no país, José Socrates refugiou-se, mais uma vez,  atrás do FMI e na chantagem  da "crise política", remetendo para a oposição a responsabilidade de uma eventual rejeição do PEC.

Os Verdes realçam, contudo, que a "bola" está do lado do Governo. Se não há condições para aprovar este PEC (e esperemos que não haja, mesmo), o Governo tem que apresentar outro PEC para Portugal, tem que sujeitar as medidas às necessidades do país e tem que cumprir a palavra dada: que não seriam necessárias mais medidas de austeridade para cumprir os objectivos orçamentais traçados!

A Comissão Executiva Nacional do PEV

15 de Março de 2011

 

 
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