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A Semana Revista

14.11.2004 | Fonte de informações:

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OS SATÂNICOS CRISTÃOS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Qual será a Bíblia que eles seguem? Entre um culto satânico e um grupo de Cristãos, qual dos dois iria dar seu apoio a um acto de assassínio em grande escala (dezenas de milhares de inocentes), a tortura, estupro, a destruição de lares, de famílias, a actos de vandalismo, a actos de terrorismo? O primeiro, ou o último?

Em qualquer parte do mundo, seria evidente que só aqueles que andam com Satanás poderiam estar a favor de tais actos de chacina, que são testemunho do Armageddon descrito na Bíblia. Mas aparentemente, não é bem assim nos Estados Unidos da América, onde os assim-chamados Fundamentaslistas Cristãos dão a George W. Bush a Presidência numa bandeja de prata, com uma palmada nas costas e um piscar do olho que diz “Continue, amigo”.

Mas que “Cristãos” são estes e qual será a Bíblia que seguem? O Velho Testamento, ou o Novo?

O Cristianismo fundamenta os valores pregados pelo Jesus Cristo, que, como as outras religiões principais, se baseiam nos princípios de paz, amor, tolerância, diálogo e fundamentalmente, no respeito pela vida, pela propriedade do próximo e pelas leis básicas que governam a Humanidade. As religiões principais são guardiães da vinculação não escrita que define a decência humana e aquilo que é considerado como o inaceitável.

Em termos simples, facilmente compreendidos pelo homo sapiens sapiens que viveu em ilhas de civilização entre as terras bravas, a divisão entre os dois preceitos foi descrita como o Reino de Deus e o Reino do Diabo, o Céu e o Inferno, o Bem e o Mal.

Desde que as Escrituras foram escritas, o Homem tem utilizado, e às vezes abusado, os originais objectivos da Palavra, para providenciar aos duvidosos uma explicação do desconhecido e mais importante, as regras dentro dos quais a Humanidade deveria viver...ou para justificar seus actos.

Poucas civilizações podem afirmar que não tiveram culpa em tais actos de blasfémia, na tentação de ligar as acções da Igreja às do Estado, para fortalecer o último, içando bandeiras religiosas que em muitos casos eram mais poderosas do que as bandeiras nacionais, devido à natureza trans-nacional da religião.

Porém, hoje, dois mil anos depois da Paixão de Cristo e mil e quinhentos anos depois da morte de Maomé, continuamos a ver actos de blasfémia justificados sob bandeiras religiosas numa escala tão primária como aqueles que foram perpetrados há 500 anos pela Inquisição.

Um belo exemplo desta blasfémia actualmente foi o regime dos Talebã, que usurpou o conteúdo do nobre Qu’rão e substituiu a sua mensagem principal por uma mistura de modos Pashtun e leis extremistas Islamistas. O resulto foi um insulto e um ataque directo contra o Islão.

Mas também, os assim-chamados Cristãos Fundamentalistas nos Estados Unidos da América, cuja posição a favor do regime de Bush dá razão a actos de chacina, é blasfémico, é testemunho mais uma vez que o Cristianismo pode ser manipulado pelo Satanás onde e quando ele apetecer.

Os Cristãos Fundamentalistas dos Estados Unidos da América são a imagem-espelho dos Talebã…pois os dois insultam e negam os seus Deuses.

Como pode qualquer Cristão apoiar um acto de assassínio, muito mais assassínio em grande escala? Como pode qualquer Cristão apoiar actos de tortura? Como pode qualquer Cristão apoiar um acto de estupro? Será que estes Cristãos nos Estados Unidos sabiam que um número substancial de mulheres, mães e irmãs de pessoas procuradas pelas autoridades militares invasores foram estupradas nas prisões pelo pessoal militar dos EUA e será que estes Cristãos dos EUA sabiam que uma parte substancial destas mulheres preferiram suicidar-se em vez de praticaram o aborto ou enfrentar a vergonha perante a sua família?

Estes Fundamentalistas Cristãos sabiam que as forças militares de Bush escolheram como alvos militares as infra-estruturas civis para que contratos bilionários de reconstrução pudessem ser atribuídos aos amigos de Cheney em Halliburton, sem que tenha sido atribuído qualquer concurso público?

Quando falamos em escolher como alvos militares as infra-estrutuiras civis, estamos a falar de centrais elétricas, estamos a falar de sistemas de fornecimento de água, de escolas, de hospitais. Onde na fé Cristão é que diz que é aceitável destruir tais estruturas? Onde na fé Cristão é que diz que se pode abrir fogo contra civis, a gritar “Arde, seu filho da puta, arde”?

Onde na fé Cristão é que diz que um soldado pode enfiar sua arma automática na cara dum rapaz de seis anos, gritando “Mãos para cima, seu caralho, filho da puta!!! Mãos para cima, seu filho da puta…AGORA!!!!”

Não, não basta negar tudo e virar à cruz. Estas situações são documentadas e gravadas, entre muitas outras, mais chocantes ainda, aliás, demasiado chocantes para expor aqui. Estas situações aconteceram, acontecem e hão-de continuar a acontecer, enquanto Bush e seu regime maldoso, que enganou o seu povo com os seus contos de medo, continuar no poder, fazendo com que os bons Cristãos dos Estados Unidos da América dessem seu aval a mais quatro anos para garantir a continuação deste regime satanista.

Como todos sabem, e como George Bush já admite, o Iraque e os eventos no 9/11 não estavam ligados, aliás estavam totalmente desconectados. Saddam Hussein não é bin Laden. Qualquer pessoa que sabe algo acerca dos eventos internacionais sabe muito bem que os dois se odeiam porque Saddam Hussein era considerado pouco Islamista pelos fanáticos. Por isso, qualquer ligação entre o Iraque e o terrorismo internacional, em palavras claras, é disparate.

Porém, este disparate vê os tropas dos EUA, todos os dias, a chacinarem iraquianos, incluindo mulheres e crianças e quanto aos homens que resistem às forças de invasão, quem não faria a mesma coisa, se seu país fosse invadido? São patriotas, não "insurgentes".

Por isso cada vez que os Fundamentalistas Cristãos dos EUA entrem numa Igreja e afirmem a legitimidade da sua postura, que se engasguem ao consumir a Hóstia.

Os Fundamentalistas Cristãos dos Estados Unidos da América são, quanto melhor, uma fatia da população que querem o bem da humanidade mas que se deixou ser enganado devido à sua ignorância e arrogância colectiva. Quanto pior, são um clique de sicofantas ingénuos e patéticos que se arrastam aos pés de quem tem a autoridade, sejam quais forem os seus preceitos, prestando cegamente a atenção como idiotas a aqueles criminosos que queimam seu dinheiro todas as semanas em actos de depravação, dinheiro ganho nas prestações que as congregações destas seitas dão aos cultos, controlados por mestres de histeria em grande escala que sabem misturar os domínios de religião e da política. Religião como o ópio do povo. Lenin tinha razão, afinal.

Só que a religião de Cristo nada tem a ver com a religião de Bush. A religião Cristão nunca apoiou, nem apoia, nem nunca apoiará, actos de chacina, actos de tortura, actos de estupro, a invasão de propriedade particular, o desrespeito pela vida humana.

O Iraque nada tem a ver com o 9/11. Tem a ver sim com o petróleo à posição geo-estratégica dos EUA porque a Arábia Saudita se tornou instável demais. O Afeganistão também nada tinha a ver com Osama bin Laden, tinha a ver com o gasoduto proveniente do Turquemenistão e o Irão é (ou será) uma questão da conectividade do gasoduto ou pipelines de petróleo, beneficiando a elite corporativa que gravita a volta da Casa Branca, centrado nas figuras dos senhores Cheney e Rumsfeld.

Aqueles que queiram entrar em estado de crisálida, negando tudo à sua volta, negam também aquilo que sabem, nomeadamente que o Presidente dos Estados Unidos da América não sabe nada, é manipulado pelos seus subordinados, é um pau mandado.

As forças apoiando o Senhor Presidente dos Estados Unidos da América não são Cristãos nem Islâmicos nem nada religioso. São guiadas pela gula, pela sede de terem poder, são guiadas pelos preceitos de Satanás e são suficientemente manhosas para terem conseguido enganar os bons Cristãos dos Estados Unidos da América a votarem nelas. É o reino de Satanás e ele venceu plenamente.

Gozaram com o povo, insultaram as suas crenças e manipularam as suas ideias, através da manipulação do medo.

Concluindo, uma mensagem do meu amigo há 26 anos, Ali, com quem tive o prazer de passar três anos na faculdade. O filho de Ali, Rashid, estava em Bagdade no início da campanha de Choque e Pavor lançado por George W. Bush.

Disse-me, entre as lágrimas a mancharem o papel, que seu filho Rashid tinha estado com os avós em Bagdade e foi morto no início da campanha assassina de George Bush, campanha apoiada pelos Cristãos Fundamentalistas nos EUA.

Rashid foi encontrado pela avó nas ruínas da sua casa, com um buraco no abdómen, através do qual saia sangue e fezes. Sabendo a sua condição, ele olhou bem dentro dos olhos da sua avó e implorou “Avó, por favor diga ao Papá que fui corajoso e que não chorei”.

Depois morreu. Seis anos de idade.

Como é que qualquer Cristão na face desta terra pode dizer que apoia tais actos satânicos de chacina?

Se descrevam como quiserem, mas por favor não se descrevam como Cristãos. Não insultem Cristo. E não insultem os cristãos que respeitam os princípios fundamentais da religião. Se quiserem, se descrevem como seguidores de Satanás…seria mais certo.

E tenham vergonha daquilo que fizeram, apoiando um regime de assassínios e criminosos de guerra…procurem um Padre, não um charlatão. Nós, Cristãos, rezamos por vocês, para que tenham vergonha daquilo que fizeram e para que começam a ver a luz.

FRAUDE ELEITORAL NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Mais uma vez, Bush “ganha” no meio duma grande polémica e Kerry desiste cedo, cedo demais

Já antes destas eleições presidenciais nos EUA a aparição de Osama bin Laden, a ajudar nitidamente o Bush, foi suspeita, uma espécie de tentativa de convencer aqueles indecisos que ainda não foram levados pelas histórias de medo do Bush para votar no conhecido e não no desconhecido e aparentemente indeciso.

Depois das eleições, um estudo do voto declarado na saída das secções eleitorais comparado com os votos contados, basicamente não condiz. Somando dois mais dois, ficamos com o número 7. Será que o Bush manipulou os resultados e cometeu fraude eleitoral?

Por exemplo, em Ohio, o Estado que deu os 20 votos no Colégio Eleitoral que Bush precisava para ganhar a eleição, um estudo de CNN no voto declarado na saída da secção eleitoral colocou o voto feminino em 53/47% a favor de Kerry e o voto masculino em 51% contra 49%, também a favor de Kerry. A pergunta foi “Em quem é que o senhor votou?” mas seria mais pertinente investigar se o voto foi contado.

Vamos agora examinar as várias maneiras em que o partido de Bush conseguiria manipular o resultado, ganhando centenas de votos aqui, milhares por aí e dezenas acolá, até que somou aquilo que precisava. Quais então são os truques eleitorais?

Ausência de Controlo

O observador russo Aleksei Ostrovsky disse que ficou chocado por aquilo que viu. “Basta dizer, ‘Eu sou Senhor Smith’ para poder votar e a mesma pessoa poderá entrar em várias secções eleitorais, dizendo a mesma coisa e votando várias vezes”.

Votos estragados

Estes votos pertencem históricamente aos assim-chamados americanos africanos, americanos nativos e minorias étnicas, que não foram devidamente instruídos acerca de como haviam de votar. Esta população tem a tendência de votar a favor do Partido Democrata. Na média, estes votos representam 3% do total e podem ser excluídos ou incluídos no acto de contagem arbitrariamente, dependendo da decisão do Secretário de Estado no Estado em questão.

Por exemplo, na Florida em 2000, a Secretária do Estado Kate Harris decidiu arbitrariamente excluir 179,855 votos, os famosos “hanging chads (boletins mal perfurados). Valeu a pena, sim. Senhora Harris ganhou um lugar no Congresso e Senhor Bush venceu a eleição.

Em 2000 em Ohio, o voto estragado representou 1,96% do total, sendo 110.000 votos Pouco antes da eleição de 2004, o Secretário de Estado da Ohio, Kenneth Blackwell, declarou à imprensa que “a possibilidade duma eleição bem disputada com os boletins de perfuração representando o principal meio de voto no Estado, convida uma calamidade parecida com aquela de Florida”. Por isso o ultra-direitista Blackwell estava bem preparado por aquilo que viria a acontecer. Vamos ver a seguir o que ele faria.

Outro exemplo é Novo México, onde o voto estragado em 2000 representou 2,68% do voto, 18.000 votos. Bush ganhou por 11.620.

O Desafio

Em alguns Estados, incluindo Ohio, os Republicanos adotaram o Desafio, em que agentes deste Partido se posicionaram às portas das secções eleitorais e, sob leis arcaicos, tiveram o direito a desafiar o direito ao voto de eleitores singulares na fila. A intenção é bloquear a fila, fazendo que as pessoas percam a paciência e se vão embora sem votar. Evidentemente, esta prática é utilizado em áreas democratas e principalmente dirigido a americanos africanos e minorias étnicas que são facilmente identificáveis e que provavelmente irão votar a favor dos democratas (nas zonas de tendência deste Partido).

Votos Provisionais

Boletins provisionais são entregues frequentemente a pessoas que pertencem a minorias étnicas, e não o tipo de voto que será contado. Basta responder à pergunta “Você nasceu nos Estados Unidos da América?” Sim? Tem o boletim que conta. Não? Tem o boletim provisional. Os votos provisionais e de pessoas ausentes durante as eleições não são automaticamente contados – depende da vontade do Secretário de Estado do Estado em questão. Bush ganhou em Ohio por 136. 483 votos mas faltaram contar ainda entre 175.000 e 250.000 votos.

Não deixar os eleitores votar

Santiago Juarez, do “Programa Cidadãos Fiéis”, de Novo México, denunciou que muitos eleitores foram proibidos de votar em várias secções. Em Ohio, na estação de Glenwood Elementary em Toledo, mais que 200 pessoas foram-se embora sem votar porque abriu tarde e depois ficou sem canetas nem lápis. Evidentemente, estava situada num precinto maioritariamente democrata.

Pressão sobre os eleitores antes das eleições

Antes da eleição, relatou o Baltimore Chronicle, “Através duma combinação sofisticada de anulação de votos, limpeza étnica de registos eleitorais, boletins de eleitores ausentes que desapareceram, máquinas que registam mal os votos, John Kerry entra nas eleições com uma défice que poderá atingir um milhão de votos”.

Em Ohio, Kenneth Blackwell tentou introduzir legislação que descontava pedidos de aquisição de voto escritos em papel que não tinha o peso exato, depois tentou descontar 35.000 boletins provisionais.

Pelo país fora, milhares de pessoas foram intimidados pelas autoridades sob legislação nova contra o terrorismo.

Manipulação de votos e resultados

Em Florida, 13 condados registaram mais votos que eleitores, estes sendo responsáveis por 39,4% do voto. Em Ohio, no Precinto de Gahana 1, Bush recebeu 6.253 votos, Kerry recebeu 1.916 e os outros, 23, totalizando 8.192 votos. Muito estranho, pois só 4.346 pessoas votaram.

Noutro Precinto em Gahana, Ohio, 4.258 votos foram registados a favor de Bush e 260 por Kerry, quando só 638 pessoas votaram.

Voto eletrônico e máquinas viciadas

De acordo com as máquinas, no Condado de Hernando, não houve votos registados. Esquisito, porque é um condado que vota a favor dos democratas e muitas pessoas foram votar.

Em Ohio, 14,6% dos votos foram através de máquinas de e-voto, susceptíveis aos hackers e à manipulação fraudulenta. Os Republicanos tinham tentado, com sucesso, impedir que houvesse um rasto de papel ligado a estas máquinas, o resultando sendo que nunca se pode verificar como foi registado um voto.

Sem trilho de papel, as muitas pessoas que disseram que clicaram em Kerry mas a máquina registou Bush, não têm fundamento nenhum para apresentarem uma reclamação.

Em Florida, que há quatro anos votou a favor dos Democratas, registou-se um aumento no voto a favor de Bush em 128% nestas máquinas, em alguns lugares foi de 400% e em Liberty County, 700%. E Kerry diminuiu por 21%, na média,. num estado democrata.

Como assim? Ohio, por exemplo, comprou as suas máquinas eletrônicas da Diebold Corporation, cujo Presidente executivo, Wally O’Dell, é Republicano, é angariador de fundos para a campanha de Bush e prometeu “ajudar a Ohio entregar os seus votos ao Presidente”. Que bom profissional esse O’Dell parece ter sido.

Menos número de máquinas em zonas democratas fez com que as pessoas desistissem de votar em frustração. Em Ohio, Blackwell suprimiu a distribuição de 2000 máquinas em áreas democratas.

Fraude clara

Em Franklin County, também em Ohio, o Procurador do Condado Ron O’Brien declarou à estação de TV 10TV que “as pessoas estão sendo pagas para registar novos eleitores”. Um homem que morrera em Fevereiro foi registado a votar e noutro exemplo, 25 aplicações foram atribuídas à mesma pessoa.

Em Chaves County, novo México, que tem uma enorme comunidade hispânica, americano nativo e americano africano, que tradicionalmente votam a favor dos Democratas, Bush venceu por 68% contra 31%. ??

Votos perdidos

Entre muitos exemplos de votos perdidos, em áreas Democratas, claro, há um condado em North Carolina onde 4.500 votos sumiram porque o computador já não tinha mais memória.

Conclusão

Para um país que mete o nariz onde não é chamado, a fazer comentários sobre as eleições em outras nações soberanas, não convence nada. De facto, depois de mais um acto de caos eleitoral, seria melhor os EUA nunca mais afirmar nada sobre qualquer processo eleitoral em qualquer parte do mundo, a não ser uma República das Bananas qualquer que tem práticas iguais.

Porém, será que a noção de Bush ganhar mais uma vez por fraude eleitoral surpreende alguém? Não muito, depois dele e seu regime ter passado quatro anos a mentirem entre os dentes. Mas por que razão é que o John Kerry desistiu tão facilmente, quando estes abusos estavam a ser cometidos? Não sabia? Não foi informado?

Será que há algo mais sinistro? Será por exemplo que há uma entidade neo-conservador supra-partidário dos Estados Unidos da América, controlado e orquestrado pelo clique de elitistas corporativos (Cheney), uma corporação cinzenta que dita a política externa e interna de Washington sem que ninguém realmente perceba quem ou o quê é?

BUSH E BLAIR: JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL COM ARROGÂNCIA

Nojenta sessão de auto-congratulação revela tentativa desesperada de auto-justificação

Numa tentativa de justificarem o que fizeram, aparecem juntos com cada vez mais frequência, dando palmadas nas costas, trocando frases de ocasião, masturbando-se mutuamente com elogias numa amostra de afeição mútua que, se fossem raparigas, com certeza ver-lhes-ia a entrarem juntos na casa de banho.

George Bush e Anthony Blair sabem que insultaram a comunidade internacional e sabem que quebraram a lei internacional quando atacaram o Iraque, um país que não colocava ameaça nenhuma a ninguém, apesar das mentiras. Numa tentativa de justificarem o que fizeram, aparecem juntos com cada vez mais frequência, dando palmadas nas costas, trocando frases de ocasião, masturbando-se mutuamente com elogias numa amostra de afeição mútua que, se fossem raparigas, com certeza ver-lhes-ia a entrarem juntos na casa de banho.

Com frases como “Vamos agarrar os pés deles perto da fogueira para garantir que a democracia prevalece”, George Bush mais uma vez evidencia sua visão limitada, provinciana, preto-e-branco dos acontecimentos no palco internacional. Agarrar os pés deles perto da fogueira? Já agora porque não fazer o serviço todo e atirá-los para o meio das chamas, ou então deitar bombas de fragmentação no meio de Ramallah? Ou talvez enviar a Lynndie England para a faixa de Gaza para que possamos ver o tipo de fotografia a que nossos avós de habituaram, oriundos de Auschwitz e Belsen e Dachau.

Com frases do tipo, “Se queremos ter um estado palestiniano viável, queremos garantir que a infra-estrutura política, económica e de segurança deste estado seja formada e que se assume como realidade”, o Primeiro-ministro britânico, que sabe muito bem o que faz, afirma de forma cristalina que esta aliança agressiva anglo-saxônica está viva, está muito bem e que podemos esperar mais do mesmo.

Contudo, o mundo não está a dispor deles. Os que defendiam os valores morais e éticos e a lei internacional não foram Washington e Londres. Enquanto Moscovo, Paris, Berlim, Beijing e Brasília estavam a formar um Eixo de Razão, Londres e Washington, com uma mão cheia de assustados sicofantas, forjaram o Eixo do Mal e começaram a cometer crimes de guerra.

Foram assassinados civis. Foram deitadas bombas de fragmentação em áreas residenciais. Foram mutiladas milhares de crianças, que perderam os braços e as pernas. Foram estupradas mulheres detidas. Pessoas foram torturadas, assassinaram-se milhares de inocentes, foram mutiladas dezenas de milhares de civis. Diziam mentiras, Forjaram documentos. Isso é ser “os pilares do mundo livre”?

A posição adotada por Bush e Blair, em se auto-justificar cada vez mais, pode ser traduzido pelo facto que estão pouco a vontade com aquilo que fizeram. Blair já este ano considerou demitir-se e pensou em converter-se do anglicanismo ao catolicismo, que é prova do seu estado de espírito. Em segundo lugar, confirma-se que esta aliança anglo-saxônica permanece e continua a ser um insulto à comunidade internacional que, através da ONU, fez um só pedido: que Londres e Washington aderissem à lei internacional.

Não o fizeram porque já tinham cometido as suas tropas antes de darem o trabalho de verificarem os factos e depois nem Bush nem o Blair foram homens suficientes para admitir os seus erros.

Bush e Blair não significam liberdade, nem democracia ou qualquer outra coisa que valha, porque estados livres e democráticos têm de seguir os princípios da liberdade e democracia, nomeadamente o debate, a discussão e o diálogo e o Conselho de Segurança da ONU é o devido fórum para resolução de crises, não a lei da espingarda.

Bush se comportou como um colono americano, desbravando as terras bravas com a Bíblia e a bala. Blair seguiu aos seus calcanhares porque tudo faria para ganhar o protagonismo. É assim tão simples quanto isso.

Bush e Blair significam crimes de guerra e assassínio em grande escala, Bush e Blair significam a quebra da lei internacional e um insulto a aqueles que vivem dentro da lei e que seguem a regra e estado da lei. Mais nada. ABU AMMAR/YASSER ARAFAT 1929 - 2004: LUTAR PELA PAZ

Pai da Palestina lutou até ao último momento da sua vida

Mohammed Yasser Abdul-Ra'ouf Qudwa Al-Husseini nasceu em 24 de Agosto de 1929, na Faixa de Gaza, embora outras fontes colocam sua data e local de nascimento em 4 de Agosto no Cairo, Egito, um exemplo típico da controvérsia que seguiu este grande líder através da sua vida até ao momento da sua morte.

Formou-se na Universidade de Rei Fuad em Cairo em 1951 com o curso de engenharia arquitectural. Depois de ter trabalhado no Egito durante sete anos, foi a Kuwait em 1958, onde conheceu Khalil El-Wazir (Abu Jihad), com quem planejou a fundação do movimento FATAH. (Em árabe, Al-Fatah significa "vitória através da Jihad” e é o contrário da sigla HATAF, Harekat at-Tahrir al-Wataniyyeh al-Falastiniyyeh, "Movimento de Libertação da Terra Palestiniana").

De volta em Palestina, Abu Ammar (Yasser Arafat) lançou o movimento da Organização pela Libertação da Palestina em 1 de Janeiro de 1965, colaborando com activistas que viviam em Jerusalém, antes de se deslocar à Jordânia em 1967, depois da Guerra de Seis Dias.

Dois anos mais tarde, foi eleito Presidente da Comissão Executiva da OLP (depois de Ahmad Shuqeri e Yahya Hamoda), o título que reteve até a sua morte. Foi porém esforçado a realojar-se no Líbano em 1969, depois do rei Hussein expulsar os palestinianos que tinham agido contra ele na Guerra de Setembro, ficando em Beirute até 1982, quando a cidade foi cercada pelo exército israelita, cujo comandante Ariel Sharon falhou na tentativa de o assassinar, esforçando Arafat a se deslocar outra vez, para Tunes.

A primeira Intifada eclodiu nos territórios ocupados (roubados) em 1987, durando até 1993, quando Abu Ammar (Yasser Arafat) assinou a Declaração de Princípios sobre os Acordos da Auto-Governação Interina (Acordos de Oslo), em 13 de Setembro, juntamente com o Primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, que preparou o terreno para o Acordo de Gaza-Jericho, ou Acordo de Cairo, com Rabin, em 4 de Maio de 1994. Estes acordos foram o resultado de negociações em secreto entre a OLP e o estado de Israel a seguir à Conferência de Madrid de 1991.

Em Julho de 1994, Arafat voltou à Gaza pela primeira vez em 27 anos e no mesmo ano, recebeu o prémio Nobel da Paz, juntamente com Yitzhak Rabin e Shimon Peres, “pelos seus esforços a promover a paz no Médio Oriente”.

O Acordo de Jericó levou à fundação da Autoridade Nacional Palestiniana e à assunção de responsabilidades e compromissos pelas duas partes, entre os quais a promessa de Israel de conceder territórios ocupados aos palestinianos em troca de paz , o processo “Terra por Paz”.

Este plano visou retirar as tropas israelitas da faixa de Gaza e de Jericó, e acordos adicionais levaram ao plano em que 95% dos Palestinianos que viviam em Gaza, na Judeia e na Samaria, viveriam sob a administração da Autoridade Palestiniana até 1997, embora que Israel só quis conceder menos que 40% do território nestas áreas.

Basicamente, os palestinianos ficariam encurralados em ghettos enquanto os colonos israelitas, roubando terras alheias, ficaram com as suas quintas. Não foi por isso um acordo para 95%, seria um acordo viciado de menos de 40%. Quem iria aceitar este tipo de humilhação?

É precisamente neste ponto em que a história vai julgar o Yasser Arafat (Abu Ammar). Ele foi acusado pelos seus inimigos, principalmente os Israelitas e a administração de Bush nos EUA, de nunca ter cumprido os seus compromissos na área de segurança e não trabalhar com seriedade para o processo da paz.

Contudo, há que frisar que Yasser Arafat ficou firme perante tamanha pressão e não se vendeu, nem vendeu o seu povo, por uma promessa de “95%” do seu território, que de facto era menos que 40% do terreno a que o povo Palestiniano tinha e tem direito sob a lei internacional. Nada de meios termos, no vocabulário de Abu Ammar.

Se o Israel tem-se recusado sistematicamente a cumprir plenamente os acordos que assina e as resoluções da ONU, qualquer aceitação por um líder palestiniano de menos do que 100% dos territórios a que tinha direito, seria um sinal de fraqueza e fraco, Arafat nunca foi.

Sobrevivente nato, Yasser Arafat (Abu Ammar) conseguiu manter-se na liderança da causa palestiniana apesar da existência e rivalidade entre várias facções (13), às vezes em estado de guerra entre elas, conseguiu unir as facções numa causa singular e única, conseguiu o reconhecimento da sua causa pela ONU e conseguiu a legitimação da causa palestiniana no seio da comunidade internacional.

Eleito Presidente da Autoridade Palestiniana por 83% do seu povo, a determinação e as habilidades pessoais consideráveis de Yasser Arafat levaram a noção dum estado palestiniano desde um sonho até uma realidade, tangível. Passou e dedicou seus 75 anos a lutar, para a paz.

Um epitáfio perfeito para Abu Ammar seria a continuação do seu sonho e ideal – a criação dum estado palestiniano, que vive em harmonia e paz nos seus territórios soberanas, que ninguém de boa mente que segue as normas da lei internacional quer negar a esta justa causa.

Abu Ammar fez a diferença entre um sonho e a realidade. É só uma questão de tempo até ser realizado o seu desejo, o desejo dos palestinianos e o desejo da grande maioria da humanidade, que respeita as normas da lei internacional.

Abu Ammar deixa sua esposa, Suha At-Taweel e a filha, Zahwa.

GRIPE DAS AVES: NADA DE FALSOS SENTIDOS DE SEGURANÇA A Natureza está tentando criar outra Gripe Espanhola

A Gripe das Aves é uma doença que afecta principalmente os asiáticos, e especialmente gente que vive em proximidade com as aves, assim crê a maioria dos cidadãos do mundo. Contudo, não sabem que é uma ameaça séria, gravíssima e é tão perigoso como a Peste Negra na Idade Média.

A Gripe das Aves não se confina só à Ásia e nem só às galinhas, tendo já matado outros animais, entre os quais tigres. Já conseguiu fazer o salto entre galinhas e outras aves e de acordo com os peritos na área da saúde, está pronta a fazer o salto para seres humanos.

Pesquisas realizadas recentemente levaram à declaração ontem da Organização Mundial de Saúde, da Organização Mundial da Saúde Animal e da Organização de Agricultura e Alimentação da ONU, que afirmaram que os patos podem ser os transportadores do vírus altamente patológico H5N1. Em Agosto, a OMS já previa que este vírus poderia facilmente saltar das aves para seres humanos, causando uma pandemia letal.

Se o H5N1 conseguir ligar-se a qualquer vírus que seja transmissível a humanos, seria uma catástrofe, porque não temos qualquer imunidade contra este tipo de doença. Causaria possivelmente umas dezenas de milhões de mortes.

Ontem, as três agências internacionais fizeram uma declaração conjunta que afirmou que os patos poderiam ser os incubadores deste vírus, transmitindo-o a outras aves e possivelmente aos seres humanos. Testes no laboratório revelaram que patos aparentemente saudáveis excretaram níveis do vírus iguais a aqueles obtidos de galinhas já extremamente doentes. Os patos não demonstraram sintomas visíveis de doença.

Por isso os sinais de aviso que identificariam aves doentes não estão presentes e não se colocam em marcha as medidas para prevenir a contaminação, até que seja tarde demais.

A gripe das aves já afectou este ano a Cambodja, China, Indonésia, Japão, a República da Coreia, Laos, Vietname e Tailândia e mais que 100 milhões de aves foram mortos preventivamente, de acordo com a ONU.

Congresso do PSB: Casa arruma Santana

Casamento com CDS/PP: Juntos mas separados

Pedro Santana Lopes, o primeiro-ministro de Portugal convocou o 26º Congresso do seu partido, o Partido Social Democrata, para arrumar a casa antes do próximo ciclo político, que trará três eleições: as eleições Municipais em Outubro próximo, a eleição Presidencial em Janeiro de 2006 e as eleições legislativas, no mesmo ano. No entanto, sua proposta de casamento com o seu aliado na coligação deste governo da Direita assumida, o Partido Popular de Paulo Portas, não teve o aval dos restantes membros do PSD, que se lembram da altura quando Portas era adversário e pouco amigo.

Paulo Portas é, de facto, uma espinha na garganta de Santana Lopes, que iniciou este Congresso a tentar preparar seu partido para uma continuação do casamento com o PP, falando em “alargar a plataforma política” a outras forças políticas, partidos e movimentos e afirmando que agora não é o tempo de excluir os outros duma aliança para as próximas eleições legislativas em 2006, esta decisão devendo ser tomado mais tarde, “na devida altura”.

No entanto, ninguém no partido apoiou esta hipótese, sendo unânime a vontade do PSD recorrer às próximas eleições sozinho. Se bem que Santana Lopes também falou na hipótese do PSD tirar as lições políticas da sua coligação com o CDS/PP, seu partido deixo claro que não quer fazer a decisão mais tarde, porque já a fez.

O tiro Portas tendo saído pela culatra, Santana Lopes atirou outro carvão para a fogueira, o ex-Primeiro ministro, Aníbal Cavaco Silva, que referiu como o candidato melhor posicionado para vencer a eleição presidencial em 2006. Tem razão, em parte. Durante dez anos, entre 1985 e 1995, Cavaco Silva deixou uma imagem de competência para gerir, embora com um excesso de zelo monetarista que no final do seu consulado viu seu partido (PSD), a formação política mais odiada no país, provocando sua saída da vida política, com razão.

Só que Cavaco Silva, que não foi a Barcelos para participar no Congresso porque estava no Clube de Madrid, com 43 ex-Chefes de Estado, não parece muito disposto a entrar outra vez nesta vida, estando inteiramente feliz como docente universitário, Professor de Economia em Lisboa. Graças a Deus.

Em entrevista com o Diário de Notícias, declarou que se sente “muito bem” como está, fora da vida partidária e que “a vida partidária hoje em Portugal está muito, muito pouco atractiva, nada estimulante”, acrescentando que “Neste momento não faz parte do meu projecto de vida regressar à vida política activa”.

Uma resposta clara a Santana Lopes. Quem então poderá apoiar para ser Presidente? O ex-Primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, que teria menos hipóteses de ganhar como uma boneca de borracha insuflável? Ou Marcelo Rebelo de Sousa, ex-líder e histórico rival no partido? A lembrar, que foi recentemente silenciado das suas críticas azedas ao governo, quando o canal de televisão onde fazia seu comentário semanal pediu que ele ou mudasse o conteúdo dos comentários, ou se calasse. Preferiu demitir-se. Claro, não foi o governo o responsável, como não foi o Ministério da Educação o responsável pelo caos no início do ano lectivo…quando faltavam 50.000 professores por colocar. Foi o software.

O novo Tribuno do Partido Social Democrata e assumido candidato a substituir Santana Lopes se tudo correr mal em 2006, é Luís Marques Mendes, antigo rival pela liderança do partido, que criticou duramente a liderança de Santana Lopes. Declarou que não teria escolhido a opção económica de diminuir a vertente “austeridade e rigor” e escolher o paliativo de reduzir os impostos, mas sim, manter a linha dura.

Este então com estas declarações se demarcou plenamente como alguém em quem não votar. Depois duma declaração ultra-direitista desses, teve a lata de afirmar que o Santana Lopes deixou o Partido Socialista assumir o controlo do centro político, por não ter convocado um Congresso logo quando Durão Barroso fugiu para Bruxelas, deixando para trás a porcaria que fez.

Comentários leves e pueris, sem substância alguma, duma figura que já deveria ter apercebido que não tem qualquer futuro político em altas cargas, por falta de estatura e falta de consistência. Se Santana é demasiado direitista, então o que seria Marques Mendes, senão Fascista?

Se este é o senhor que segue no PSD, Santana pode agora preparar o partido para muitos anos no deserto político, a não ser que ele consiga utilizar seus consideráveis poderes como orador e comunicador e vencer a próxima eleição daqui a um ano e pouco mais. Falta-lhe cada vez mais tempo e parece que o partido, embora quase inteiramente com ele, não está disposto a deixá-lo ter demasiada autonomia e vincular seu marco pessoal no PSD.

Se Santana se deitasse mais cedo e se tivesse melhor cara nas reuniões do seu governo, teria mais hipóteses das pessoas acreditarem nele.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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