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Comício da Festa do «Avante!» 2015

13.09.2015 | Fonte de informações:

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É com uma imensa alegria que vos saudamos a todos os que, com a sua presença, fazem desta Festa do Avante! a grande Festa de Abril, aos construtores, participantes e convidados, representantes das delegações internacionais, aos nossos amigos do Partido Ecologista "Os Verdes" e da Intervenção Democrática e os independentes que connosco integram a CDU.

Saudação especial à juventude e à JCP que, tanto na construção como na participação, são prova provada de uma Festa carregada de futuro e que nos dá uma confiança imensa!

Confiança tanto mais alicerçada quando decidimos tornar a nossa Festa maior e mais bela, adquirindo o terreno da Quinta do Cabo, encetando uma campanha de fundos que está em andamento e a bom ritmo. Queremos manifestar o nosso reconhecimento, naturalmente, aos militantes e amigos do Partido, mas também a muitos outros democratas e que nos permite afirmar hoje que já vamos a mais de metade do objectivo a que nos propusemos e que a meta será alcançada até ao próximo mês de Abril como nos propusemos e para ano, no quadragésimo aniversário da Festa do Avante!, o novo espaço estará já integrado para ser usufruído por todos os nossos visitantes.

Só um Partido que tem uma confiança inabalável na sua luta, no seu projecto e num Portugal com futuro tomaria esta decisão audaciosa!

Confiança na luta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo de que esta Festa também é expressão, como a festa da solidariedade e do internacionalismo, um ponto de encontro de dezenas e dezenas de delegações estrangeiras que nos trazem a força da sua solidariedade e a confiança que emana da luta dos seus povos.

Aqui estamos, aqueles que nos mais diversos países dos vários continentes querem verdadeiramente mudar o Mundo. Uma mudança tão mais necessária quanto a situação internacional é cada vez mais marcada por grande instabilidade, insegurança e injustiças.

O aprofundamento da crise estrutural do capitalismo aí está a marcar a actualidade. A crise económica e financeira do capitalismo está longe de estar ultrapassada, expressando-se das mais variadas formas e em todos os pontos do globo.

O que vemos por todo o lado é um violento aprofundamento da agressividade imperialista. Num mundo marcado por importantes processos de rearrumação de forças é cada vez mais evidente que as principais potências imperialistas não aceitam a perda do seu domínio hegemónico e apostam no militarismo e na guerra para o tentar manter.

Multiplicam-se e expandem-se os focos de tensão em várias regiões do globo e levam-se a cabo criminosas operações de desestabilização e ingerência externa.

70 anos após a vitória sobre o Nazi-fascismo, que estamos a comemorar, o fascismo levanta a cabeça em várias regiões do globo. Isso é bem visível na Ucrânia, onde um poder golpista da oligarquia e dos grupos fascistas, apoiado pelos EUA e pela União Europeia ataca o seu próprio povo e persegue os democratas daquele país - onde se incluem os comunistas, vítimas do terrorismo e da ilegalização. Aos comunistas ucranianos que aqui estão presentes, queremos expressar a nossa solidariedade e apoio.

As notícias dos últimos dias têm-nos mostrado imagens chocantes de centenas de milhares de seres humanos que chegam à Europa, ou morrem às suas portas, fugindo da guerra, da pobreza, do desemprego, da destruição dos seus países. Fogem de países como a Síria, Iraque e Líbia, entre outros. Países todos eles sujeitos a processos de ingerência e de domínio imperialista, a guerras de agressão desencadeadas pelos EUA e pela União Europeia.

Aos hipócritas discursos, nós afirmamos: é necessário dar resposta ao drama humanitário, respeitar os direitos destes seres humanos, criando condições para uma verdadeira integração. Mas é necessário, também e acima de tudo, atacar as causas - e as causas estão nas políticas dos EUA, da NATO e da União Europeia - na desestabilização e pilhagem dos recursos desses países, impondo-se pôr termo às agressões e não desenvolver outras, seja a que pretexto for, incluindo o falso pretexto da preocupação com os refugiados.

É essa a grande necessidade que emerge da análise à situação internacional. Lutar pelo progresso dos povos, pelo desenvolvimento soberano dos Estados, lutar pela paz, contra o militarismo e o desrespeito pelo direito internacional. Lutar contra os planos de guerra, contra uma NATO que se afirma cada vez mais como uma das principais ameaças à segurança internacional e que irá realizar em Portugal e noutros países da Europa, dentro de poucas semanas, um dos maiores exercícios militares da sua história.

É de facto a luta e a construção da mais ampla unidade em torno de objectivos de luta anti-monopolista, anti-imperialista, e que emerge da situação internacional que vivemos. É por isso que queremos, hoje, daqui saudar todos os povos em luta!

Saudamos todos os que, em condições por vezes muito difíceis, prosseguem combates decisivos, resistindo, nomeadamente, às agressões e ocupações imperialistas, como no Médio Oriente e na Ásia Central. Uma saudação que endereçamos de forma especial ao povo da Palestina e à sua luta pelo direito a uma pátria independente, soberana e viável, e também ao povo Sírio na sua luta pelos seus direitos, pela paz, a soberania e independência do seu País.

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