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A Semana Revista

13.02.2005 | Fonte de informações:

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Letónia faz um espectáculo triste a nível institucional, Condoleeza Rice faz um espectáculo de arrogância na sua visita à Europa, em Sharm el-Sheikh, muitos sorrisos e palmadinhas nas costas mas os extremistas já deram a sua resposta. Armando Guebuza nomeia o seu governo em Moçambique e Moscovo faz campanha pela Organização dos Jogos Olímpicos de 2012.

Letónia, complexo de inferioridade

A Letónia é um país pequeno com muita boa gente. Só que tem um problema muito grande: um complexo de inferioridade perante a Rússia, que faz com que Riga adopte posições russófobas ao mesmo tempo que Moscovo procura boas relações.

Esta semana o lançamento dum livro que tentou re-escrever a história deste país, esquecendo o passado muito escuro de colaboração com as forças Fascistas na Grande Guerra Patriótica e a existência de campos de concentração em solo letão, no palácio Presidencial foi uma demonstração que algo corre mal neste país báltico.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enviou-nos este comunicado sobre o evento:

COMENTÁRIO DO MRE DA FEDERAÇÃO RUSSA SOBRE PUBLICAÇÃO DO LIVRO “HISTÓRIA DA LETÓNIA: O SÉCULO 20”

Teve lugar a apresentação do Palácio Presidencial da Vaira Vike-Freiberga na presença de ministros, trabalhadores na área de educação, historiadores e diplomatas, que realçaram que esse livro tinha sido aprovado e consagrado pela liderança deste país e que tem o estatuto de interpretação oficial da história da Letónia.

Tradicionalmente, o MRE da Federação Russa não comenta a aparência de publicações históricas mas neste caso, a publicação fala de eventos que são parte do conceito unificado perseguido pelo MRE da Letónia, fazendo propaganda duma “história oficial” da Letónia, dizendo que todos os países deveriam aceitar esta versão, e essa versão só, da história.

Não vamos discutir com os autores da obra, que evidentemente guiados por assunções ideológicas, tentam colocar uma mescla de factos, informações sem fundamento e falsidades claras numa base das suas próprias interpretações da História. Que os académicos e historiadores profissionais se preocupem com isso.

Mas não é só surpreendente que a Presidente da Letónia considerou apropriado divulgar esse livro durante os eventos que evocavam o campo de morte nazi em Oswiecim, como é difícil de imaginar como teriam reagido os presos neste campo se soubessem que no livro divulgado por Vike-Freiberga, se refere ao campo de extermínio de Salaspils como um “campo de trabalho educacional” apesar de ter sido considerado por muitos como o Oswiecim da Letónia.

O livro foca a importância de desacreditar o papel dos russos na história da Letónia. Recomendamos ao Chefe da Diplomacia letão que visite não só o Museu da Ocupação mas também os outros museus da Riga, como por exemplo aqueles da arte e literatura, o Museu de Arte do Estado, o Museu da Marinha, o Teatro de Drama da Rússia.

Os autores deste livro deveriam ter seguido esse conselho, depois teriam aprendido mais sobre a cultura da Rússia e ao contributo que os russos deram aos territórios que constituem a Letónia de hoje. Parece infelizmente que quer os autores, quer os membros da Comissão para a Democracia na Embaixada dos EUA na Letónia, com cujo apoio financeiro esse livro foi publicado, não prestaram atenção.

Deve dizer-se que os sentimentos de vingança histórica continuam a ser activamente apoiados na Letónia, inclusive ao nível mais alto do estado.

Queríamos mais uma vez apelar aos políticos letões que desistam das tentativas fúteis de “terminar a guerra” com a URSS utilizando a pessoa da Rússia moderna como substituto e prestar mais atenção às tarefas de melhorar as relações bilaterais com os vizinhos, bem como as condições de vida dos cidadãos do seu país.

Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa

Condoleeza Rice: uma figura fraca

Condoleeza Rice infelizmente não engana ninguém: a sua maneira de ser é reflectida naquela cara dura, arrogante e sem qualquer traço de humanismo ou humanidade. Vê-se logo que durante o processo desta senhora chegar onde chegou, deve ter vendido a alma ao Diabo.

Começou bem. Na sua primeira visita a Europa (a “países amigáveis”), que não incluiu a Rússia, largou sentenças sobre o Irão, tentando fazer a figura da polícia má e instigando o Velho Continente a ser o polícia bom, acusando-o simultaneamente de ser pouco coeso.

Para a informação dessa senhora irada, zangada, mal com ela própria, o Velho Continente tem milhares de anos de história, não baseados no maior acto de chacina, limpeza étnica e tentativa de genocídio, que formou o tecido do país dela, mas sim baseados em contactos humanos, sorrisos e boa vontade, três coisas que essa…senhora… e sua administração, ou regime, ou seja lá for o que ela a chama, são inteiramente incapazes de compreender.

Quando é que esse governo neo-colonizador, cripto-fascista e neo-imperialista vai aprender que não é preciso andar com tanto ódio na alma, não é preciso considerar todos os países com desdém, nem todos os países são eixos do mal ou eixos de qualquer outra coisa?

O mundo é composto por tantos países, que vivem como irmãos a volta dum lago comum, o mar, em espírito de entreajuda, colaboração e amizade. Por quê é que Washington tem um problema com isso? O quê é que anda lá naquele continente? Será o vento?

E os sul-americanos são de modo geral tão simpáticos, tão afáveis, tão preocupados em tratar bem o visitante, tão alegres…podemos comparar este estado de ser com os neo-conservadores de Bush e questionar se Deus ter-se-ia zangou com os norte-americanos, dando-lhes uma dose massiva de obstipação? Vejam só a cara de Condoleeza Rice. Não será que uma boa caneca de chá de boldo far-lhe-ia bem, colocando um sorriso naquela cara tão infeliz, coitadinha?

Sharm El-Sheikh

Esta semana publicámos um artigo sobre este evento, questionando se a reunião entre Mahmoud Abbas e Ariel Sharon seria um evento histórico ou mais ar quente, mais promessas mas nada de concreto. No dia seguinte veio a resposta dos extremistas Palestinianos – ataques com morteiros contra posições israelitas.

Os extremistas de Hamas e Jihad Islâmica, são um cancro no corpo palestiniano que não vai embora até que for tratado. A causa deste cancro é a insistência de Israel em ocupar territórios que não lhe pertence nem nunca lhe pertenceu. Tel Aviv pode construir colonatos e infra-estruturas se quiser mas nada esconde um facto e uma verdade nua a crua: a ocupação dos territórios palestinianos é ilegal e providencia combustível para os que gostam de viver pela espada. Dá razão aos terroristas e dá razão a actos de terrorismo.

Tal como se pode perguntar qual é a diferença entre um Islamista matar civis em Nova Iorque e um piloto norte-americano matar civis em Bagdade, se pode colocar a questão qual é a diferença entre um bombista-suicida palestiniano matar civis em Tel Aviv ou um soldado israelita matar civis em Gaza?

A matança vai continuar até que o cancro for tratado, e seria tão fácil de tratar. Os palestinianos, todos os grupos palestinianos, têm de renunciar à violência e aceitar o Estado de Israel dentro das fronteiras traçadas pela ONU, porque quer que gostem ou não, o Estado de Israel existe e tem o direito de existir sob a lei internacional.

Simultaneamente, Israel teria de empenhar-se em sair dos territórios ocupados, comprometendo-se a uma agenda calendar para a retirada (porque seria impossível realizá-la dum dia para o outro) e entretanto pagando ao Estado de Palestina uma renda pelos territórios que ocupada. Tornar-se-ia num ocupador legal e não ilegal, tirando o tapete debaixo dos pés dos terroristas e tirando qualquer razão que fundamenta a violência.

Todos os israelitas contactados pela PRAVDA.Ru concordam com esse plano e dizem que seria possível de implementar. Ao mesmo tempo, se a ONU desse outro exemplo, libertando-se do jugo dos EUA, saindo de Washington e instalando-se numa cidade internacional de Jerusalém, que pertenceria não só a judeus e árabes e cristãos, mas aos cidadãos do mundo?

Armando Guebuza forma governo

O novo Presidente de Moçambique não desperdiçou tempo, formando sua equipa chefiada pela Primeira-ministra reconduzida Luísa Dias Diogo, num governo que conta com sete mulheres.

Moçambique e Angola são exemplos para o continente africano, sendo duas nações que souberam resolver seus problemas, vivendo em paz e harmonia com toda a comunidade internacional. São exemplos de tolerância, são exemplos de responsabilidade, de boa governação, de inteligência e acima de tudo, são exemplos de tudo que é bom na natureza humana.

Jogos Olímpicos para Moscovo em 2012

JOGOS OLÍMPICOS DE 2012: MOSCOVO APOSTA EM TRUNFO Boris Gryzlov, Presidente da DUMA Estatal da Federação Russa, escreveu uma carta hoje ao Presidente da Comissão Internacional Olímpica, Jacques Rogge, dizendo que tem muita esperança numa solução apresentada por Moscovo relativamente a receber os Jogos Olímpicos de 2012.

Na carta, Gryzlov disse a Rogge que os deputados da DUMA estão dispostos a fazer tudo para providenciar toda a assistência possível para a realização do evento em 2012 e realçou que a candidatura de Moscovo para os Jogos Olímpicos foi aprovado pelos organismos federais e locais na Federação Russa.

Moscovo tem grande experiência da realização de grandes eventos, como por exemplo os Jogos Olímpicos de 1980, os Jogos Mundiais da Juventude, os Torneios de Ténis Internacionais do Kremlin, os Jogos de Boa Vontade a muitos campeonatos em muitos desportos e jogos ao longo dos anos.

Boris Gryzlov realça também o facto dos visitantes a Moscovo louvarem os altos padrões em termos de organização e a hospitalidade tradicional russa neste tipo de evento.

Moscovo tem um conceito único para estes Jogos, chamado o “Rio Olímpico”, arranjando facilidades desportivas no Rio Moskva que vão ao encontro dos padrões internacionais.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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