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APENAS COINCIDENCIAS?

11.10.2004 | Fonte de informações:

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Alguns acham que sim. Houve até mesmo um livro escrito por um jornalista norte-americano lançado próximo da posse do presidente Ronald Reagan, que lembrava o fato de que todo presidente daquele país que houvesse iniciado seu mandato em um ano zero, não o terminava. Começando com Abraham Lincoln e terminando com John Kennedy. Reagan, que assumiu o governo em 1980, quase teve o mesmo destino. Coincidências não existem. Ao menos é o que pensa Jung. Dessa forma, como podemos explicar isto: JFK é um senador do partido democrata, do estado norte-americano de Massachusetts, concorrendo a presidência dos EUA. Isto parece familiar, não é mesmo, pois na eleição de 1959, também havia um senador democrata concorrendo à presidência cujas iniciais do nome, também eram JFK. Não há mais similaridades, no entanto, a história de John F. Kerry e John F. Kennedy é totalmente direrente, ao menos, até o presente momento. Kerry mesmo, espera que seja assim, pois Kennedy não terminou seu mandato, sendo a última vítima do fator zero e Kerry, provavelmente, aprecia muito estar vivo.

Kennedy derrotou Richard Nixon que estava tentando continuar o trabalho de alguém, Kerry, no entanto, quer impedir que seu rival continue seu trabalho. Talvez haja ainda uma similaridade entre as duas histórias. Kennedy assumiu a presidência no meio a guerra fria e teve de confrontar o então líder soviético Nikiuta Krushov, que ameaçava ‘enterrar’ os americanos. Ele não mais existe. Fidel Castro, que costumava ser um sério obstáculo para Kennedy, ainda está vivo, dizendo as mesmas blasfêmias contra os yankees. Os russos não são mais uma ameaça e não são nem mesmo comunistas não obstante, se Kerry assumir a presidência, como Kennedy, estará no meio de uma guerra tão perigosa quanto a guerra fria vinda do terrorismo islâmico que está travando uma verdadeira guerra contra os E.U.A. sendo bem sucedidos. Até mesmo a intenção de ‘enterrar’ os americanos de Krushov, persiste, desta vez vem de Osama Bin Laden.

A história de John Kerry, na verdade, tem alguma semelhança com a de Richard Nixon, . Em sua segunda tentativa de chegar à Casa Branca, em 1967, Nixon venceu os democratas porque os mesmos estavam sendo arruinados politicamente pela longa agonia no Vietnã e Nixon, afinal, tinha prometido ao povo americano, “paz com honra”. Kerry está na mesma situação, pois ele está acima de Bush nas pesquisas porque há uma nova agonia, desta vez, destruindo os republicanos, que se chama Iraque., embora a situação tenha melhorado um pouco após a assim chamada, transferência de soberania. O presidente George W. Bush está tentando convencer o povo que ele é o único capaz de combater o terror o que faz sua história ter alguma semelhança com a de Kennedy que em 1959, conseguiu convencer o povo americano que ele era o único capaz de combater o comunismo. Talvez, se a situação no Iraque se tornar intolerável como estava no Vietnã, é possível, entretanto, improvável, que Bush siga a decisão do presidente Lindon Johnson em 1967, de desistir de concorrer a um novo mandato.

Kenedy, aparentemente, foi assassinado porque se recusou a apoiar a guerra do Vietnã, com medo de repetir a desastrosa invasão da Baia dos Porcos em Cuba, em 1961, indo assim, contra todos os interesse que uma guerra envolve, inclusive o da indústria de armas.Caso Kserry vença a eleição e, como Nixon, prometa paz com honra no Iraque, mas tente ser bem sucedido onde os republicanos falharam, o mundo enfrentará mais quatro anos de terror. Contudo, se Kerry, como Kennedy, decidir não ir além na tentativa de Bush de conquistar tôo o Oriente Médio demandando, para tanto, um substancial orçamento em armamentos, é possível que Kerry tenha que ser retirado do cargo por outros tiros, vindos de um outro depósito de livros em uma outra rua Elm atirado por um outro Lee Harvey Oswald. Fato é que no caso de um novo atentado, será muito mais fácil, com a tecnologia atual em armas, fazer o serviço usando um só homem com apenas um tiro.

Provavelmente, não seja necessária uma nova conspiração para remover Kerry do cargo, porque a primeira opção é a que tem mais probabilidade de acontecer afinal, Kerry é um político e ninguém chega a Casa Branca sendo escrupuloso. Caso vença, ele tentará ser bem sucedido onde Bush falhou. Ele também deve estar pensando em ser o primeiro presidente democrata desde Truman, a vencer uma guerra.

Kerry então poderá dizer esta frase: Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país.

Jose Schettini Petrópolis RJ BRASIL

 
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