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Hiroshima rememora aniversário da bomba atômica

11.08.2009 | Fonte de informações:

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Com o tradicional minuto de silêncio, voo de pombos e o chamado a favor da paz, Hiroshima rememorou hoje o 64 aniversário de seu martirologio nuclear pelos Estados Unidos, no primeiro ataque desse tipo no mundo.

A bomba atômica lançada sobre essa populosa cidade do oeste japonês em 6 de agosto de 1945 foi seguida por uma segunda, três dias depois, em Nagasaki, onde morreram umas 70 mil pessoas.

Mais de 50 mil assistentes, entre eles os sobreviventes (hibakusha) do holocausto, participaram da cerimônia comemorativa realizada a uns metros da Cúpula de Genbaku, um ex-salão de exposições que sobrou do Domo e sua estrutura calcinada, único edifício que ficou em pé após a explosão da bomba.

O primeiro ministro Taro Aso e integrantes de seu Gabinete estavam também presentes, assim como os representantes de uns 60 países, diante do monumento de granito dedicado aos 140 mil mortos pelo artefato lançado pelos Estados Unidos quando os militaristas nipônicos já estavam derrotados durante a Segunda Guerra Mundial.

Décadas depois daquele massacre, milhares de pessoas morrem a cada ano pelos efeitos da radiação, que gera doenças tais como leucemia e outros tipos de câncer, cujos nomes estão inscritos no monumento de granito negro.

Numa breve alocução, o prefeito de Hiroshima, Tasatoshi Akiba, defendeu a abolição das armas nucleares até 2020 e denunciou que os hibakusha continuam sofrendo o inferno.

Akiba instou o governo japonês a apoiar os hibakusha, inclusive os que foram vítimas da chuva negra e os que vivem no estrangeiro.

O chefe do governo Taro Aso reiterou por sua parte a promessa de que o Japão acatará firmemente os três princípios antinucleares e liderará a comunidade internacional para lograr o objetivo de abolir as armas atômicas e conseguir uma paz duradoura.

Sem embargo, Aso admitiu em roda de imprensa que um mundo sem armas nucleares só pode existir se todas as bombas desse tipo desaparecerem de uma vez do planeta.

E sustentou que em circunstâncias normais, é inimaginável e não é justo creer que se alguém as abandona unilateralmente, os outros as abandonarão também.

Fonte: Prensa Latina
 
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