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Guerra sem fim de Israel contra a Síria

10.12.2014 | Fonte de informações:

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Guerra sem fim de Israel contra a Síria. 21275.jpeg

COMENTÁRIO de Lysander | 7/12/2014 (na mesma página)


O maior erro dos sírios foi não ter retaliado depois dos ataques israelenses de 2007 contra a 'instalação nuclear'. (...)  

Vejam o quanto Israel reluta muito mais a atacar o Líbano, que a Síria. 
Porque sabem que atacar o Líbano significa guerra total com o Hezbollah.

(...) Mas em algum momento, a Síria verá que tem de  revidar os ataques israelenses (ataque rápido com mísseis contra alguma base aérea israelense). 

Atirar contra Israel também torna mais difícil politicamente para os EUA impor uma zona aérea de exclusão com a Turquia (esse me parece ser o objetivo do ataque israelense). 

Duvido muito que os israelenses tenham interesse em guerra em terra na Síria. 
Pois se temem até invadir Gaza! Imaginem invadirem a Síria!
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Hoje, jatos israelenses atacaram posições militares sírias perto de Damasco. Ainda não se conhecem detalhes. Mas é importante observar que não são ataques isolados, mas parte de campanha ativa que Israel faz contra a Síria, servindo-se principalmente de falsos 'insurgentes'.

Há três dias, o secretário-geral da ONU recebeu relatório da Missão de Observação da ONU nas colinas do Golan (UNDOF). O relatório acusa diretamente Israel por cooperar com insurgentes sírios, inclusive com a Al-Qaeda na Síria, o grupo Jabhat al-Nusra.

Para leitores que acompanham esse Moon of Alabamao vasto apoio que Israel dá à Frente al-Nusra e a outros grupos terroristas contra o exército sírio não é novidade, incluindo fogo direto de artilharia contra tropas do estado sírio. Mas não se vê nenhuma notícia sobre a colaboração Israel-terroristas nos veículos da imprensa-empresa dominante.

Hoje, o jornal israelense Haaretz  foi o primeiro a publicar matéria sobre o relatório da ONU, mas é texto superficial, do qual se omitem todos os detalhes significativos:


Relatos de observadores da ONU nas colinas do Golan ao longo dos últimos 18 meses revelam o tipo e a extensão da cooperação entre Israel e figuras da oposição síria. 

...

Segundo o relatório, observadores da ONU disseram que foram instaladas tendas a cerca de 300 m da posição israelense, para as famílias de cerca de 70 desertores sírios. O exército sírio enviou carta de protesto à missão da ONU em setembro, reclamando desse campo de barracas, que seria base para que "terroristas armados" pudessem cruzar a fronteira e entrar e sair de Israel.


Embora o jornal Haaretz noticie que terroristas feridos nos combates na Síria recebem assistência médica de Israel, o jornal não diz que são várias centenas de 'insurgentes'-terroristas atendidos.

Haaretz observa que o campo "de refugiados" foi instalado perto de Al Aishah, na Síria, a cerca de 300 m de posições israelenses, mas omite que a ONU confirmou o que diz a Síria, que são campos para abrigar e manter 'insurgentes' ativos na Síria

Do relatório da UNDOF:


[UNDOF] estima que 60-70 famílias vivem naqueles campos. Dia 23/9, [observadores da posição 80 da UNDOF] confirmaram a presença de indivíduos armados reunidos na vila de Al Aishah, que descarregavam armas de um caminhão. Alguns desses indivíduos vestiam trajes civis, outros vestiam uniformes clamuflados. Observou-se também a presença, na proximidade de onde as armas estavam sendo descarregadas do caminhão, de um sistema de armas para uso antiaéreo.

...

Dia 27/10, a mesma posição 80 observou a presença de dois soldados israelenses a leste da cerca técnica, que voltavam do lado Alfa [lado israelense] em direção da cerca técnica. Os observadores da UNDOF viram que o exército de Israel abriu a cerca técnica e deixou passar indivíduos, de Bravo [lado sírio] para Alfa [lado israelense]. Depois de o pessoal da UNDOF ter sido evacuado da posição 85, dia 28/8, observadores  da UNDOF observaram esporadicamente membros armados da oposição síria em interação direta com o exército de Israel ao longo da linha do cessar-fogo, nos arredores da posição 85 da ONU.


Os observadores da UNDOF tiveram de retirar-se de algumas de suas posições no lado sírio, depois de terem sido atacados pela Frente Nusra e outros 'insurgentes'. Agora, estão com as capacidades limitadas para observar os vários contatos e trocas entre soldados israelenses e terroristas em geral. Impedir que a observação prosseguisse foi, provavelmente, o objetivo dos ataques israelenses contra soldados da ONU.

Não é provável que o ataque de hoje, próximo a Damasco, mude o curso da guerra. Provavelmente não passou de movimento político, pelo governo do primeiro-ministro Netanuahu, que agoniza, tentando desviar a atenção da opinião pública israelense para bem longe da própria desgraça política. 

É hora de a Síria e suas forças aliadas mostrarem a Netanyahu e a Israel que novos ataques terão graves consequências. *****

 

7/12/2014, Moon of Alabama
http://www.moonofalabama.org/2014/12/israels-continuing-war-on-syria.html

 

 
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