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Liberdade ‘vigiada’?

10.04.2007 | Fonte de informações:

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São várias as frentes utilizadas pelas mãos do autoritarismo para calar a imprensa e sepultar a liberdade de opinião.

Desde ações veladas e arbitrárias de um governo que se valeu muito dela até a mão torpe de um banditismo cada vez mais glamorizado , dia a dia, nestas terras de heróis tupiniquins, a imprensa vem sendo martirizada. Orquestradas ou não, essas ações acertam em cheio o livre fazer jornalístico, o livre pensamento, a liberdade de opinar, de pensar, denunciar e, sobretudo, repensar um país, uma nação, um povo.

De profissionais queimados vivos enquanto trabalhavam a redações arrombadas e incendiadas enquanto todos dormiam, o jornalismo vai registrando nas páginas da história um tempo de trevas e muita pouca luz. Em 2006, segundo organismos internacionais de defesa da liberdade de imprensa, a intransigência vitimou centenas de jornalistas mundo afora, sempre de forma violenta.

Aqui, podemos ver os grampos implantados nas redações da Rede Gazeta no Espírito Santo e na Folha de São Paulo. Perseguições foram armadas contra a Tribuna da Imprensa e seu octogenário diretor Hélio Fernandes. Que, diante de tão vergonhosa investida, declarou que “eles conseguiram o que a Ditadura nunca conseguiu: tirar o meu jornal das bancas”. Carlos Chagas, diplomado jornalista e professor da UnB , por dizer o que sabe e pensa, sofreu, durante o período eleitoral, uma perseguição covarde, bem ao modo das que foram impingidas contra os jornalistas da revista Veja, que no exercício da profissão tiveram a Polícia Federal lhes mordendo os calcanhares por ordem de um ministro que queria blindar o presidente desta República, no caso do Dossiê Cuiabá.

Nos EUA, a ex-repórter do The New York Times, Judith Miller, por não revelar suas fontes, ficou por 85 dias na cadeia, como alguém que roubou ou matou, naquela que é alardeada mundo afora como a maior democracia do mundo.

Fato é que como pautas vencidas, dia a dia, o jornalismo vai caindo, rendido e vencido nas grandes redações do mundo. Paralelo a isso, profissionais são perseguidos no trabalho, nas ruas, dentro de casa. Assim como a liberdade de opinião; cada vez mais marginalizada, perseguida e amordaçada.

http://petroniosouzagoncalves.blogspot.com

 
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