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Caracas recebeu o VI Fórum Social Mundial

09.02.2006 | Fonte de informações:

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Atuando em casa, o Presidente Hugo Chavez teve um importante papel no desenvolvimento do evento, porém, e apesar de discursos radicalizados, salvo algumas propostas isoladas, não houve resoluções que resultassem num programa unificado com ações coordenadas internacionalmente para avançar na mobilização contra Bush, o imperialismo e seus governos capachos e acabar com a aplicação das políticas neoliberais.

Um grande cenário para debater propostas alternativas

Surgido em contraposição ao Fórum Econômico de Davos, que todos os anos reúne os poderosos do mundo para definir e ajustar as políticas de saque e exploração dos trabalhadores e povos pobres do mundo, o FSM deveria, a cada ano, reunir os lutadores que surgem contra as nefastas políticas do capitalismo imperialista, para debater políticas alternativas e organizar lutas, mobilizações e jornadas unificadas para combater essas políticas.

Infelizmente, os principais organizadores do Fórum: composta das mais diversas organizações como os movimentos ligados a Igreja Católica, publicações como Le Monde Diplomatique, a direção do PT, diversas ONGs e a própria social democracia internacional, não tiveram a politica de propor uma alternativa para combater o imperialismo. A cada ano, mais se descentralizam as atividades e mais se reduz a participação dos que chegam ao evento. Esta situação mereceu uma crítica do presidente Chavez no ato realizado no Poliedro de Caracas: "... um fórum que não tire conclusões, é uma perda de tempo e vai-se transformar numa Feira Turística".

Apesar da importância que significa reunir num evento milhares de ativistas do mundo inteiro, o Fórum de conjunto, não esteve à altura das necessidades que exige a dinâmica situação política mundial e latino-americana. A Marcha de Abertura, foi muito pobre, quiçá a menor e menos empolgante de todas as realizadas nos fóruns anteriores. Além disto, a sexta edição, não gerou nem programas nem propostas claras que unifiquem as mobilizações que se desenvolvem em todo o mundo contra as políticas imperialistas e seu principal líder, o presidente Bush.

Felizmente, muitas organizações que de verdade estão interessadas em debater políticas alternativas e impulsionar a mobilização, participaram do Fórum organizando todo tipo de atividades, mobilizações, palestras e debates, no intuito de aproveitar esse fantástico cenário. É uma forma de contrapor-se à política dispersiva dos organizadores, que não colocam no centro da discussão os grandes fatos políticos que comovem cada momento histórico, e que sim são pautados nestas atividades paralelas.

Voltamos do VI FSM com muito otimismo. Como nas edições anteriores, ficou claro que, ainda que os organizadores não ofereceram respostas aos graves problemas da população trabalhadora, milhares de lutadores e ativistas, representando milhões pelo mundo afora, continuam procurando, com avidez e entusiasmo, alternativas políticas ao capitalismo imperialista. Buscando novos dirigentes e novas organizações, capazes de trabalhar por estas tarefas, sem trair, até conquistar a vitória.

Dep. Babá

 
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