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A Semana Revista

03.04.2004 | Fonte de informações:

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OTAN – Organização Terrorista do Atlântico Norte

Esta organização se formou depois da segunda guerra mundial na sequência da tomada de vastas áreas de Europa de Leste pelo exército soviético. Foi uma aliança de países receosos que o Exército Vermelho iria enviar os seus tanques para a costa Atlântica a qualquer momento.

A história mostrou que afinal os belicosos foram os ocidentais e que a União Soviética foi sempre uma nação que só queria defender-se contra uma crescente onda de imperialismo, que se viu logo a seguir à revolução de 1917 – a ingerência nos assuntos internos do país no acto de armar e financiar os Russos Brancos, na guerra civil.

Embora errada, a ideia de formar um grupo defensivo contra uma eventual invasão soviética, fez sentido na altura da formação da OTAN. Porém, agora, por quê razão esta organização se estende cada vez mais para o oriente? Os sete países que se juntaram à OTAN esta semana venderam suas almas a um clique de traficantes de armas e de influências. Não defendem a área Atlântica.

Para quê serve a OTAN agora? Para manter empregados milhares de funcionários públicos, para continuar o negócio das armas e para servir de capote para camuflar a interferência de Washington e seu clique de sicofantas nos assuntos internos de estados soberanos.

Esta expansão para o oriente foi desnecessária porque não tem nada a ver com os estatutos da formação da OTAN…foi uma agressão e uma provocação. Mas com Bush e Blair a dirigir a orquestra, nada surpreende no mundo de hoje, em que o primeiro violino toca saxofone e o maestro bate tambor.

A OTAN mostrou esta semana o que é – uma organização terrorista. Tropas de elite dos EUA, Reino Unido (quem é que havia de ser?) e Alemanha, fizeram rebentar um engenho explosivo numa casa particular em Pale, pensando que Radovan Karadzic estava escondido lá, e feriram com gravidade um padre ortodoxo sérvio e seu filho. Onde estava Karadzic? Onde estão as Armas de Destruição Massiva no Iraque?

Depois se queixam dos islamistas fanáticos.

O espectro do terrorismo internacional

Da Uzbequistão à Espanha se viu o espectro do terrorismo internacional esta semana. Depois do ultraje em Madrid, foi descoberto um engenho explosivo no caminho-de-ferro onde passa o comboio rápido. Por um milagre, foi descoberto antes de poder fazer vítimas. No Uzbequistão, não tiveram tanta sorte. Uma série de explosões, aparentemente sem qualquer história ou razão, mataram dezenas de inocentes.

Um horror. Injusto. Inaceitável. Tão injusto como o 9/11? Tão injusto como o apoio dado por muitos nova-iorquinos à IRA, que fez explodir muitas bombas que chacinaram tantos civis no Reino Unido?

Seja como for, o nosso mundo atravessa um deserto neste momento. Temos um regime criminoso e assassino assente em Washington, que acha que pode mentir, forjar documentos, desrespeitar a lei internacional e fazer vista grossa às suas obrigações contratuais, que acha que pode utilizar chantagem e prepotência em vez de diplomacia e que depois tem a audácia de se assumir como defensor de liberdades humanas.

Este regime fez com que o terrorismo internacional tivesse uma razão de ser. Hoje em dia, se houver mais uma atrocidade em Nova York, em vez de choque e pavor, a reacção de muita boa gente será um encolher de ombros e sussurrar “Bem, qual é a diferença entre chacinar pessoas em festas de casamento no Afeganistão e 10.000 civis no Iraque… e um atentado nos EUA?” Será que uns são brancos e outros castanhos?

É o legado de Bush.

ONU desprezada pelos EUA, mas funciona

Darfur, Sudão…a situação agora está tantas vezes pior do que quando Pravda.Ru relatou a situação há dez dias. Nesta região há um perigo real de genocídio numa escala que se aproxima a aquilo que aconteceu em Rwanda há precisamente dez anos.

Mais uma vez, a raiz é a descoberta de petróleo, no sul do país. Com 750.000 pessoas isoladas pelas batalhas intensas entre forças leiais ao governo em Cartum, e forças que tentam defender os povos não árabes contra os ataques, a ONU tenta a todo o momento organizar um cessar-fogo, para que as suas agências de apoio humanitário possam entrar na região.

Uma organização de bem, de bondade, 99% daquilo que faz passa despercebida e o que é que o regime de Bush diz? Diz que é uma “liga das nações”, impotente.

Para fazer mal, para fazer actos de chacina, assassínio em grande escala, guerras ilegais, matar civis, matar crianças…não, disso a ONU não é capaz. Simplesmente providencia um foro de debate, que é o Conselho de Segurança. Inteiramente desprezado pelo regime de Bush. Faz vontade de gritar de viva voz, “Estados Unidos fora da ONU, ou ONU fora dos Estados Unidos”.

CPLP em alta

Cada vez mais, a CPLP toma forma. As visitas do Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio e o Primeiro-ministro de Portugal, José Barroso respectivamente a Cabo Verde e a Moçambique, demonstraram o contínuo espírito de cooperação entre os membros desta comunidade.

Portugal se empenha cada vez mais na inclusão das suas antigas “províncias” no coração da sua política externa.

Assim se ganha amigos, mas não por apoiar actos de assassínio em terras alheias.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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