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A extradição viola a soberania dos povos

02.12.2004 | Fonte de informações:

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O governo colombiano, a Fiscalização e os meios de comunicação tratam de confundir a opinião pública com a fábula da conexão da insurgência com o narcotráfico e, para vender melhor a intervenção militar na Colômbia, lhe agregam o terrorismo. Ante o mundo os Estados Unidos estão travando uma batalha a favor dos jovens para que nos lhes chegue o flagelo da droga maldita.

Para cumprir com este cometido têm que ir a fumigar as selvas da Colômbia e assessorar o Exército colombiano no deslocamento e exílio forçado, o desaparecimento, a tortura e o assassinato da oposição política ao Regime fascista de Uribe Vélez. Os estadunidenses se sentem mais seguros e acabam de dar carta branca ao presidente Bush nas eleições de 2 de novembro de 2004.

O comércio de alucinógenos é o maior do mundo e os Estados Unidos o maior beneficiário deste criminal negócio, suas utilidades chegam aos 700 bilhões de dólares e destes, 40% contribuem para engrossar as vantagens dos Bancos do mesmo país.

Na atualidade, a maior parte dos alucinógenos vêm do Afeganistão, onde se multiplicou a produção depois da invasão militar dos aliados, porém ali não se persegue a ninguém, os militares estadunidenses são os maiores beneficiados e os governantes impostos por eles estão de parabéns com as vultosas vantagens para reativar a economia de seu país.

Nos EEUU se encontram os maiores narcotraficantes do mundo, os quais obtêm os maiores lucros, pois um quilo de cocaína custa entre 15 e 20 mil dólares e a vendem aos distribuidores por um valor que oscila entre 80 e 100 mil dólares. Não se conhece que haja um só julgamento contra estes traficantes, não se conhece que haja um só condenado, nem dos compradores por atacado, nem dos distribuidores para o mercado. Não há julgamentos contra os banqueiros que legalizam o dinheiro, contra as autoridades civis e militares que permitem este negócio, perdão, narcotráfico. Há detidos, porém são negros e hispanos que o único que fazem é vender o produto aos milhões de adeptos que têm e que tampouco se faz nada para curar-lhes a enfermidade.

Assim que a perseguição contra o narcotráfico é um pretexto para a intervenção militar nos assuntos dos países latino-americanos, é a forma de justificar as manobras conjuntas, a instalação de bases militares, o aumento dos instrutores em nossos países, a imposição pactos imperiais, o Plano Puebla Panamá, o Plano Colômbia, o Plano Patriota, a IRA e a ALCA.

A extradição é um ato intervencionista, é violador da soberania, é o desprezo pelos países e suas autoridades, os convenceram que são incapazes de administrar justiça, de castigar o delito, de reeducar o delinqüente. É como se um pai dissesse ao vizinho que tem que pegar a seu filho porque ele não está capacitado para castigá-lo e menos ainda para educá-lo.

O delito do narcotráfico o estão aplicando contra os lutadores populares, seja na Colômbia, Peru ou Bolívia, é o mesmo discurso contra os cocaleiros na Bolívia que contra a insurgência colombiana. Os bolivianos levam milhares de anos produzindo Coca e não são nem drogados nem narcotraficantes, porém chegou o gringo para qualificá-los e persegui-los.

A guerrilha colombiana tem seis décadas de luta e jamais necessitou do narcotráfico para sustentar-se, seus dirigentes não têm julgamentos por narcotráfico, não há nenhum narcotraficante dos que estão colaborando com a “justiça” ou dos agentes encobertos que tem a DEA que tenha uma só prova contra nenhum membro das FARC. Porém o Governo colombiano com o Departamento de Estado fez, faz e fará todo o possível por fabricar as provas, é o que estão tratando de fazer com Simón Trinidad.

Juan Leonel e Luís Pedro FARC

 
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