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Três opiniões diferentes sobre o Irão

02.02.2006 | Fonte de informações:

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Ministro do Interior da Arábia Saudita realça a diferença entre Irão e Israel

Nayef bin Abdul Aziz, o Ministro do Interior da Arábia Saudita, declarou na quarta-feira em Tunísia que acredita que o programa nuclear iraniano seja para fins pacíficos, embora não se possa dizer a mesma coisa acerca de Israel.

"Por aquilo que ouvi através de canais oficiais, o programa nuclear do Irão tem objectivos pacíficos,” ele declarou, realçando que Israel continua a desenvolver e manter um arsenal nuclear, enquanto o resto do mundo fala na proliferação.

O ministro postulou se o facto que Israel tem armas nucleares não levante a questão por quê outras nações na região também não devem ter o mesmo direito, sendo esse um assunto que foi abordado pelo MNE da Arábia Saudita, Príncipe Saud al-Faisal, no mês passado quando acusou o ocidente de ser parcialmente responsável pela actual crise, por ter ajudado Israel a desenvolver as suas 100 ogivas nucleares.

A posição saudita é que todo o Médio Oriente deve estar livre de armas nucleares e todas as Armas de Destruição Massiva.

Ahmadinejad: Estão a desperdiçar o nosso tempo

Para o Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o Ocidente tenta desperdiçar o tempo do seu governo e destruir a sua concentração no programa para o seu primeiro ano, de acordo com as suas declarações ontem a noite em Bushehr.

A razão é que “se o novo governo iraniano tiver a hipótese de implementar suas políticas durante um ano, a sua (Ocidente) retirada da região e do Médio Oriente será definitiva”.

Contudo, acrescentou que Teerão está determinado a ultrapassar a crise e por isso nomeou um painel de peritos “para chegar a um resultado final”, enquanto seu governo se concentra no seu programa”.

Khatami apela ao Ocidente para não violar os direitos do Irão

O antigo Presidente iraniano, Mohammad Khatami, declarou na quarta-feira na Associação Iraniana de Nanotecnologia que a questão nuclear deveria ser resolvida sem a violação dos direitos do Irão como nação. Realçou o grande progresso feito na área de ciência e tecnologia durante o período das reformas e reiterou a necessidade para o país continuar a desenvolver-se sem crises desnecessárias.

Relativamente à questão de energia nuclear, afirmou que “A energia nuclear é um bem que a República Islâmica do Irão gostaria de ter e do ponto de vista legal, o país tem o direito a tê-la”, sendo signatário do Tratado de Não Proliferação.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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