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Air France: O outro lado do acidente aéreo...

01.07.2009 | Fonte de informações:

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Por : Pettersen Filho

Tendo levantado Voo rotineiro da Cidade do Rio de Janeiro , como faz toda Semana, com várias freqüências, o Avião de passageiros Air Bus A 330 , de fabricação européia, no entanto, jamais chegou à Paris /França, seu destino final, desaparecendo das telas do radar, em meio ao Oceano Atlântico , a cerca de 1600 quilômetros do Continente Sul Americano , em meio caminho, entre o Brasil e a África.

Levando consigo, a bordo, pouco mais de duas centenas de, então, felizardos passageiros, alguns deles, altos executivos de várias multinacionais, em tempos atribulados de Globalização , oriundos de várias nacionalidades diferentes, o que fez com que a tragédia fosse pandemica, outros, ainda, sorridentes turistas de primeira viagem, ávidos por conhecer o Champs Elisés e a Torre Eifel , o Avião , contudo, aparentemente, explodiu em pleno voo , vindo os seus despojos a se precipitarem no Oceano , dentre as Fossas Abissais , no fundo do mar, a cerca de 6.000 metros de profundidade, levando, também, consigo, a sua enigmática caixa-preta, quem, somente, poderia explicar o evento.

Enredo, a essa altura, mais do que conhecido, pela Sociedade brasileira, encenado e repassado, com gráficos e computação gráfica, representativos, por diversas redes de televisão,nos últimos quinze dias, enquanto se especula as prováveis causas do nefasto, o que se seguiu, após o aparente “ desastre ”, por parte da Marinha e da Força Aérea Brasileira s, foi a mais complexa Operação Aeronaval já montada no Atlântico Sul , jamais vista em tempos de paz, desde a Segunda Guerra Mundial , quando os americanos invadiram Natal /RN, e lá se instalaram, a caça dos submarinos U-boats alemães, quem, infestavam as Costas Africanas , impondo pesadas perdas as Rotas Aliadas .

Desde então, 1945, os americanos foram embora, perdendo a área, em muito, o seu valor estratégico, ora realçado com o suposto “ acidente ”.

Contudo, tão claro quanto a Operação de Resgate, sem precedentes , que se seguiu, até hoje em curso, o que ficou, ademais, Patente , por via transversa, foi o mais completo Sucateamento dos meios aeronavais brasileiros, Marinha e Aeronáutica, do Brasil/BRIC , sigla que faz referência às novas, futuras potências mundiais, Brasil-Russia-India-China, Pais quem pleiteia assento definitivo no Conselho de Segurança da ONU –Organização das Nações Unidas, realidade visonha, não adequada ao atual estágio das suas Forças Armadas , em que pese o reconhecido empenho, pessoal, dos seus abnegados homens, marinheiros e aviadores.

Na dita Operação , então, deparou-se o Brasil com uma Marinha totalmente desaparelhada, e com uma Força Aérea incrivelmente envelhecida, superada pelo tempo, desde os imponentes dias do Regime Militar /64, até a Reabertura Política /85, quando as Forças Armadas , no todo, incluindo-se o próprio Exército Brasileiro, como Instituição , caíram, meio que, assim, em desprestígio, anos-e-anos, à fio, seja por eventuais Dificuldades Orçamentárias, do próprio País, ou, até, por deliberada Política de Retaliação e Ostracismo , frente aos Militares, Ex - golpistas , implementados pelos diversos Governos Civis, que se sucederam, nos últimos anos.

Dessa forma, o quadro que se seguiu foi o de uma Esquadra Naval combalida, quase toda ela recolhida aos diques-secos, incapaz de atuar, decisivamente.

Ora, como de fato, os últimos navios de guerra, de médio porte, fabricados, ou comprados pelo Brasil, foram justamente as Fragatas Classe Niterói (Constituição, União, Independência e Liberal), ainda em meados dos anos setenta, fruto de um Acordo, ainda do Regime Militar , com a Inglaterra, afora alguns velhos navios adquiridos, de segunda mão, da marinha Americana ou Francesa.

Quanto as Corvetas , Classe Inhaúma, desenvolvidas pela própria Marinha brasileira, e, a serem fabricadas, em serie, pelo Estaleiro Naval , no RJ, além do protótipo, ficou, basicamente, na retórica.

Já o Porta Aviões São Paulo , (Ex-Foch/Francês), adquirido de segunda-mão, por Lula, na França, prestes a ser desativado por aquela Marinha, quem, presumivelmente, seria a Base Operacional para qualquer Operação de Envergadura , com chances de real sucesso, posto suportar o pouso de helicópteros pesados em seu comvés, o que não é o caso das Fragatas Constituição e Bozizio, empregadas na tarefa, este ultimo, encontra-se, há vários anos, ancorado, desde a explosão da sua caldeira, há anos atrás,o que o retirou de atividade, sem prazo para retorno.

Por seu turno, a Força Aérea , incumbida geopoliticamente de patrulhar todo o Atlântico Sul , e os cerca de 8.000 quilômetros de Costa Brasileira , essa, definitivamente, demonstrou não possuir aparelhos de longo alcance, que a rude missão exige.

Assim, em que pese o empenho pessoal das tripulações dos navios e aviões envolvidos, diante do quadro de “ acidente ”, seguiram para o suposto local da queda, apenas, um Navio Patrulha , de curto alcance, as Fragatas Constituição e Bozizio , na amarga tarefa de arrecadar, pouco mais, 50 corpos e restos do Avião A 330 , colhidos à conta-gotas, enquanto o Mundo todo assistia a aflição da, outrora, Vigorosa Esquadra brasileira, a cerca de 1.600 quilômetros do Arquipélago de Fernando de Noronha , ponto insular mais avançado do Continente brasileiro, Ilha Vulcânica estrategicamente encravada no meio do Atlântico Sul , Ex-território Federal, mas, estranhamente, sem que se lhe confira o Valor Militar compatível, por não possuir uma Base Aeronaval , ou Porto , com abrigo, ora, tratada, irresponsavelmente, como mero Arquipélago Afrodisíaco , que o é, a que se dirigem o próprio Presidente da República, e outros turistas abonados, quando das suas férias de fim de ano, cuja precária administração aos temerários cuidados do Governo do Estado de Pernambuco, e não, em parte, incumbência das Forças Armadas, bem no meio do longínquo Oceano Atlântico .

De forma que, humilhadas, esvaziadas, desguarnecidas e estilhaçadas, ao longo dos últimos vinte e cinco anos de Governo Civil, no Brasil/BRIC, Pais que teima em não enfrentar seus tabus, como é o presente caso, o “Evento” do Vôo 447 , com toda tragédia que encerrou, ceifando centenas de vidas, pelo menos serviu para evidenciar aos brasileiros, Militares e Civis , sem diferenciação, o quanto é importante, imprescindível, mesmo em tempos de paz, possuir Forças Armadas , modernas e bem equipadas, o que, infelizmente, não parece ser o caso brasileiro.

Então, que toquem os apitos e que soem as sirenes:

“Homens, ao mar !”

http://www.abdic.org.br/

 
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