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Diário após duas semanas de Guerra

01.04.2003 | Fonte de informações:

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Apesar de terem uma supremacia aérea de 100%, as forças da coligação ainda não tomaram uma única cidade, após duas semanas de guerra. Apesar das afirmações que nesta guerra, seriam utilizadas sistemas com uma precisão nunca antes vista, centenas de civis foram chacinados nos crimes de guerra cometidos diariamente pelas forças invasores.

Presidente Bush afirma que com cada dia que passa, as forças da coligação estão mais pertas de Bagdade. A verdade é que com cada dia que passa, a armadilha à sua volta fica mais apertada porque com cada dia que passa, cada vez mais crimes de guerra são cometidos.

Com cada dia que passa, cada vez mais civis são assassinados pelas forças norte-americanas e os seus aliados (britânicos, australianos, espanhóis e polacos). Com cada dia que passa, cada vez mais mães choram sobre os corpos dos seus filhos. Só na noite passada, nove crianças foram assassinadas nas suas camas quando a aviação norte-americana bombardeou uma área civil na capital.

Com cada dia que passa, a determinação de lutar e o ódio pelo invasor fica cada vez mais forte nas corações e mentes da população iraquiana. Com cada dia que passa, as mentiras do Pentágono são maiores, enquanto a administração Bush utiliza a censura e a desinformação para manter o seu povo mal informado e enganado.

A lista de baixas cosmético apresentado pelo Pentágono é absurdo: 63 soldados americanos e 25 britânicos. Se há 1,300 soldados iraquianos mortos, a maioria destes em batalhas ferozes, o número real de baixas entre as forças da coligação teria de ser muito mais longa, mais realisticamente com algumas centenas de mortos ou feridos. Esta cifra corresponderia com a informação apresentada pelo Ministério de Informação do Iraque, que, embora os seus dados têm de ser verificadas por fontes independentes, desde o início deste ataque ilegal tem-se mostrado uma fonte de informação muito mais fiável do que o Pentágono.

Basra ainda não caiu, Najaf ainda não caiu, Nasiriyah ainda não caiu. Enquanto as forças da coligação penetram dentro do Iraque, começam a sofrer as primeiras derrotas. Hoje em Najaf e Nassiriyah, as forças dos EUA foram esforçadas a retiram depois de sofrerem baixas e perdas de veículos depois de batalhas ferozes com os Fedayeen Hussein, as forças especiais de segurança do presidente iraquiano. Se há batalhas tão ferozes, não parece provável que a lista de baixas poderia alguma vez se manter nas dezenas.

Entretanto, três soldados britânicos foram enviados para o Reino unido para um tribunal militar, depois de recusarem de obedecer ordens. Quais, ainda não se sabe. Contudo, um dia depois das tropas norte-americanas terem atacado um veículo de passageiros com metralhadoras, chacinando 7 mulheres e crianças, nada surpreenderia.

Cometeu-se um erro colossal e monumental. São horas de parar, de implementar um plano de paz. A população do Iraque provou que está disposto de lutar pelo seu país. São eles que têm de decidir que modelo de governo querem, numa eleição livre e justa, monitorizada pela ONU.

Seria esta a vitória pela liberdade que a administração Bush poderia reclamar para eles, seria aceitável por todas as partes, mesmo que o Saddam Hussein fosse candidato e fosse reeleito pela maioria do seu povo para continuar como o seu líder.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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