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Política dos EUA para Ucrânia: beco sem saída

28.05.2014 | Fonte de informações:

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A atenção do mundo está focada na luta da resistência, que efetivamente está conseguindo fazer retroceder os bandidos e mercenários arregimentados contra as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk. Os planos dos EUA para a Ucrânia estão fazendo água. O massacre de Odessa e os crimes cometidos na sequência pelo governo neonazista de Kiev no Donbass inspiraram a luta dos ucranianos nas regiões leste do país, e a resistência cresceu. Não se trata de um grupo de ativistas que se opõem a um governo provisório. É movimento apoiado pela maioria da população. Os EUA perderam a disputa do campo moral e já não podem continuar a chamar a resistência nas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk de 'separatismo'. 


Não é exagero dizer que estamos em situação emergencial, que impõe reavaliar todas as abordagens.

A esperança que Kiev ainda acalenta, de reaproximação com os EUA, é vã. A política dos EUA visa a criar conflitos cada vez mais candentes na Eurásia, para desestabilizar a Rússia. A Ucrânia é um elo na cadeia dos preparativos para montar uma grande armadilha anti-Rússia, em andamento já há dúzias de anos. Washington converteu-se em patrocinadora do regime dos golpistas, para reforçar a própria presença nas margens do rio Dnieper. Os norte-americanos fazem o que podem para agravar as dificuldades e empurrar o estado ucraniano para o colapso total.

Cerca de 90% da população apoiou a independência política do Donbass, que se consagrou nos referendos realizados recentemente simultaneamente nas regiões de Donetsk e Lugansk. Os resultados mostram que, de fato, a Ucrânia é país dividido.

O povo no sudeste da Ucrânia não quer viver conforme as regras fixadas pelos patrocinadores que vivem além-mar. E jamais reconhecerá o governo dos marionetes dos EUA em Kiev.

Os EUA vivem do delírio de que todos os problemas serão resolvidos pelas eleições presidenciais, motivo pelo qual querem vê-las realizadas o mais depressa possível, mesmo que nenhum dos candidatos tenha qualquer possibilidade de unificar o país. A Ucrânia já é país dividido. O povo já não vive pelas mesmas leis em todo o espaço que foi, mas já não é, qualquer "Ucrânia". As pessoas têm visões diferentes sobre o futuro do próprio país e não querem viver juntas. Nenhuma eleição, em nenhum caso, jamais conseguirá legalizar o regime interino que os EUA implantaram em Kiev.

Nem mercenários contratados e pagos como exércitos privados comandados por oligarcas, nem qualquer pacote de sanções a ser inventado contra a Rússia ajudarão os EUA a apagar o fogo que geraram na Ucrânia. Fotos de John McCain e Victoria Nuland, lado a lado com fascistas ucranianos contra os quais luta o povo do Donbass, só fazem acrescentar mais gasolina às chamas da indignação da população.

John Brennan, diretor da CIA, diz que sua agência coopera com contrapartes ucranianas para devolver a 'estabilidade' à Ucrânia. Parece piada macabra. Quem são/seriam esses combatentes por alguma 'nova Ucrânia'? Não passam de bandidos mercenários arregimentados e pagos pela CIA, e Roman Kupchinsky é um deles.

Roman Kupchinsky dirigiu a Rádio Liberdade [orig. Radio Liberty/Radio Free Europe] durante vários anos. O pai dele - Roman Kupchinsky Sênior, cooperou intimamente com a SD nazista de Heinrich Himmler, para treinar pessoal para atividades subversivas em território soviético. Na sequência, serviu na divisão Galichina SS, envolvida em massacres de civis na União Soviética, Tchecoslováquia e Iugoslávia. Em 1949, a família Kupchinsky fugiu para os EUA. No início dos anos 1980s, Roman Kupchinsky trabalhada para a CIA no Afeganistão, coordenando as atividades dos mujahedeen que combatiam contra tropas soviéticas. Teve participação na criação da Al-Qaeda e coordenou atividades terroristas em várias partes do mundo.

Esse tipo de gente trabalha para manter os laços com os neonazistas ucranianos que lutam contra a população civil ucraniana no sudeste do país. Ao longo da história, os EUA ajudaram Hitler a chegar ao poder, porque planejavam convertê-lo em força de ataque a ser usada contra a Rússia. Todos sabemos no que deu esse 'plano' - o Exército Vermelho derrotou Hitler e, em vários sentidos da expressão, derrotou também os EUA. Agora, os EUA repetem erro depois de erro, sem parar, outra vez, na Ucrânia.

O alvo principal é a Rússia; e o emergente nacionalismo ucraniano é a arma. Agora, Dmitry Yarosh, líder do Setor Direita, é candidato à presidência! O homem que tem laços muito próximos com Valentin Nalivaichenko, chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, que trabalhou para a CIA; e com Andrei Parubiy, presidente do Conselho de Segurança Nacional, e suspeito de ser o responsável pelos assassinatos na Praça Maidan, em fevereiro.

O fato de formações do Setor Direita terem-se convertido no exército privado chamado "Guarda Nacional" - um grupo constituído de vários esquadrões-da-morte - com acesso liberado a armamento pesado e a aviões de guerra, deram a Yarosh alto posto na hierarquia do regime. Como candidato à presidência, Yarosh promete combater o "imperialismo russo", o "separatismo regional" e fazer da Ucrânia estado nuclear.

Os eventos na Ucrânia são ação de intimidação montada pelos serviços especiais dos EUA. Todas as regiões estão sendo aterrorizadas. Se esse processo não for imediatamente contido, continuará depois das eleições de domingo, 25 de maio - e se terá chegado precisamente ao cenário que a CIA planejou. O alvo a atacar é a Rússia - mas todos os principais países da União Europeia estão sendo afetados.

Tudo é feito em nome do "excepcionalismo" dos EUA e da crença da 'grandeza' norte-americana. Na Ucrânia, essa fé arcaica e arcaizante no papel central que os EUA teriam no mundo multipolar está empurrando os EUA para o fundo de um beco sem saída.*****

 

25/5/2014, Nikolai Bobkin, Strategic Culture
http://www.strategic-culture.org/news/2014/05/25/us-Ucrânia-policy-reaching-dead-end.html

 

 
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