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Basquete: os «Patinhos» do Biguá vão tentar voar na liga sul-americana

25.10.2009 | Fonte de informações:

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Basquete: os «Patinhos» do Biguá vão tentar voar na liga sul-americana

Alejandro «Galego» Álvarez, treinador adito do argentino Nestor «Che» Garcia até ano retrasado no Clube Biguá do Bairro Villa Biarritz de Montevidéu, ficou agora como principal do time do «Pato» de olho nas Ligas Uruguaia e Sul-Americana sem aqueles grandes destaques que colocaram-no na cimeira do Continente. O Minas Tênis, o Libertad de Sunchales e o Campeão da Bolívia ficam no aguardo do «Galego» e seus moleques.

P: Qual foi o ensino que o «Che» deixou na tua gaveta?

GALEGO: Foi um grandíssimo privilégio para mim e para a turma toda, ter tido esse convívio com o «Che» no decorrer de 6 meses, seja no plano profissional quanto pessoal pois acabou deixando uma «herança» muito importante para mim na fase de treinador e de olho no futuro dos jogadores mais novos que são parte do time. Acho que ele deixou como maior ensino, uma cabeça bem agressiva seja qual for o rival que tivermos na frente.

P: Tua idade? Quando e como nasceu neste negócio do basquete? Acha que a Diretoria do Basquete do Biguá te escolheu como treinador pela experiência com as categorias de bases da seleção uruguaia levando em consideração que trata-se de uma turma de «moleques»?

GALEGO: Completei 38 anos e mais de 25 nas redondezas de uma quadra de basquete, primeiro com jogador e faz dez anos, após uma lesão comecei minha carreira com o uniforme de treinador, subindo a escada em forma gradativa, categoria de base em um clube, logo na seleção uruguaia e faz oito anos como treinador adito, acompanhando no decorrer de cinco anos o atual treinador da seleção uruguaia adulta e do Defensor Sporting Club, o Eng. Gerardo Jauri, logo do lado do Marcelo Signorelli, no Biguá tendo ganho a Liga Uruguaia e ano retrasado junto com o Nestor «Che» García, atingindo os nossos alvos da Liga Uruguaia, Torneio Sul-Americano em Guaiaquil no Equador e Bronze no Final Four da Liga das Américas. Tudo isso ai foi extremamente importante para mim como treinador pois ganhei muita experiência e valorizo bem mais pois sou novo e tomei parte das sete edições prévias da Liga Uruguaia. Então, em 2009, a Diretoria do Biguá acreditou na minha tarefa e me fez responsável pelo time adulto, como jogadores que conheço muito bem e com um orçamento bem por baixo daquele que o clube acabou investindo nos últimos anos. Por enquanto, tenho aceite essa proposta que é um grande incentivo para mim.

P: O sentimento é que este projeto que você está chefiando parece mesmo á longo prazo. Houve promessas para ano que vem para montar um grande time mais uma vez?

GALEGO: Que eu saiba...ninguém sabe do futuro. O assunto é bem simples, vai depender dos apoios que o time consiga e acho que daqui a dois ou três anos poderíamos imaginar a volta de grandes jogadores sempre tendo como o alvo os torneios internacionais.

P: Como vai planejar os jogos da Liga Sul-Americana perante dois rivais de muita hierarquia no Continente como Minas Tênis (Brasil) e Lbertad de Sunchales (Argentina)?

GALEGO: Tenho certeza absoluta que o objetivo é focarmos no rendimento de nosso time, faz uns vinte dias tínhamos decidido ficar fora da Liga Sul-Americana e só logo alguns apoios financeiros fizeram possível ter aceite o convite e a nossa viagem para o torneio. Os alvos são diferentes aos que tínhamos ano passado pois vamos com apenas um jogador adulto, um ianque só, para «brigar» com timaços que são destaques nas Ligas argentina e brasileira, como é o caso do Libertad e Minas Tênis. Aliás, vamos tentar fazer uma tarefa com muita dignidade, tendo como objetivo aprimorar o funcionamento do time de olho na Liga Uruguaia, que é mesmo o nosso foco, tentando que muitos dos jogadores consigam participar muitos minutos no torneio, tentando «esticar» a turma. Logo, no encerramento vamos ter o Campeão da Bolívia na frente e sem dúvida, vencer nesse jogo é nosso principal objetivo, que quase com certeza assemelha-se ao estilo de jogo que encontramos na Liga Uruguaia pois vão ter até três ianques. Embora, tentando burilar a «química» do time neste torneio para tirar benefício logo na Liga Uruguaia. O convívio no dia-a-dia no decorrer da Liga Sul-Americana vai ser importante para nós, do jeito que aconteceu ano retrasado. Representar o Biguá em um evento internacional é ótimo para nós!!!

P: Quantos jogadores acha que vai usar nas partidas da Liga Sul-Americana e até quantos pontos teria que abaixar os grandes rivais da série na procura de uma façanha?

GALEGO: Na minha cabeça, da para imaginar uma turma de 8 ou 9 jogadores em quadra e só com o time da Bolívia dá-lhe participação á turma toda. Conhecemos muito bem a valia dos rivais e quanto ao nosso principal objetivo, acho que teríamos que ir na procura de novidades na defesa que logo desse para inserir na Liga Uruguaia. No segmento físico, nosso momento não é bom e esse ponto fraco, na concorrência internacional é marcante, você sabe disso. Vamos tentar jogar as ocultas com os nossos pontos fracos, tentando desse jeito concorrer no mínimo dois ou três quartos dos jogos. Vamos tentar surpreender os nossos rivais e gozar da nossa participação em um evento da valia da Liga Sul-Americana. O capitão, Juan José «Sapo» Rovira, faz alguns dias que não participa dos jogos na Liga Uruguaia mas vai participar da Sul-Americana pois a lesão está diminuindo e o novo ianque que acaboude chegar hoje, mesmo sem aquele estado atlético desejado, vai participar e vamos lhe dar muitos minutos para que fosse ganhando tempo em quadra. Infelizmente, o outro ianque vai ficar em Montevidéu pois as lesões estão sendo parte do nosso convívio.

 
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