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Gerardo Jauri

23.04.2010 | Fonte de informações:

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Engº Gerardo Jauri, treinador do campeão do basquete uruguaio - Defensor Sporting Club

O treinador do Defensor Sporting Club de Montevidéu, Engenheiro Gerardo Jauri comemora o título de Campeão da Liga Uruguaia de Basquete 2009 – 2010 no Cilindro Municipal e foca-se na 44ª edição dos Sul-Americanos Masculinos Adulto de Seleções na Colômbia como chefe do planejamento uruguaio. Conheça o cérebro do sucesso do basquete charrua em 2010 logo ter arvorado o caneco no pódio.

PRAVDA: Mesmo que já é conhecido no ambiente internacional seja com a seleção no Pré Mundial Porto Rico 2009 e com o Defensor Sporting na Liga das Américas nas últimas edições, compartilhe o seu currículo com os nossos leitores.

ENGº JAURI: Veja bem, o meu início como basquetebolista foi na categoria de base «Mini» em 1969 – 1970, e acredito que nessa época nem existia essa nomeação da categoria na estrutura da Federação Uruguaia. Porém, minha carreira esportiva toda quanto tem a ver com categorias de base foi no Sporting Club Uruguay, Minis, Cadetes, Menores, Juvenis conquistando o caneco de Campeão nessa categoria. Logo acabei sendo parte de uma seleção juvenil, nos Torneios Rossello e Meira, que trata-se de um ida e volta com as seleções juvenis do Brasil. Mais logo tive a honra de participar no Primeiro Campeonato Juvenil no ano 1979 na cidade brasileira de São José dos Campos. Na era adulta, foi a partir do ano 1978, com 17 ou 18 anos comecei na Primeira Divisão tendo participado de 21 Torneios Federais sempre com a camisa de Sporting fora o ano 1991 ou 1992, teria que verificá-lo logo, que fui parte do Clube Bohemios de Montevidéu. Minha carreira na categoria adulta foi de 1979 até 1999 e arvorei o caneco de campeão em 1980 e 1985. Com a camisa uruguaia participei do Sul-Americano de Medellin na Colômbia em 1985 tendo ganho o vice – campeonato perante um grandíssimo Brasil que ficou com o número um. Também participei em Assunção do Paraguai em 1987.

P: O que você lembra daquele jogo na Final do Torneio perante o Brasil. O resultado foi vantagem para o Brasil 89 – 86.

ENGº JAURI: Está certo, foi 89 – 86 para o Brasil. O Wilfredo «Fefo» Ruiz arremessou para três pontos e caso ele furar a malha íamos ter tempo suplementar. Acabou não acontecendo. Aliás, temos que levar em consideração que foi um grandíssimo Brasil mesmo. Atingir esse alvo do campeonato tivesse sido...imagina só. Oscar, Marcel, Maury, o irmão do Marcel, Israel, Gerson, Gilson, fora a qualidade, os corpões desses jogadores. É bom lembrar que a seleção uruguaia foi muito boa, Carlitos Peinados como armador, «Fefo» Ruiz como cestinha da turma, Horacio «Tato» López, Hebert Núñez, Luis Eduardo Larrosa, mais um Luis Eduardo mais novo, Pierri, Álvaro Tito, Horacio «Gato» Perdomo. Aqueles confrontos foram, foram...

Sempre com a seleção uruguaia adulta participei da Taça do Mundo da Colômbia em 1982. Voltando ao clube Sporting, fui parte de algumas turmas que tomaram parte de Torneios Sul-Americanos.

P: O sentimento do povo do basquete percebe contigo um treinador com muita raça mas sem gritaria no plantão tentando que os jogadores apliquem tudo quanto foi planejado com antecedência e não foi jogado em quadra desse jeito? Porque?

ENGº JAURI: Vamos ver...isso aí acontece por causa de...as pessoas não acabam de compreender como se faz para que os jogadores consigam absorver em um tempo morto tudo quanto o treinador fala, em um minuto, em apenas 30 segundos. O assunto é bem mais interessante pois essa turma se conhece muito bem e fala-se que há memória esportiva antecedente. Da para entender? Do mesmo jeito quanto tem a ver com instruções transmitidas com calma ou não. Isso vá de mãos dadas com a tranqüilidade que temos de ter feito um trabalho na prévia; ter um ida e volta constante com os jogadores que perante um sinal ou códigos que nós temos, exista uma transmissão mútua. Por enquanto, isso tudo oferece a tranqüilidade de saber que temos feito tudo, abrangendo tudo quanto tínhamos para atingir, planejar tudo para o preparo desse jogo e no final acaba sendo uma partida. Temos um rival na frente,e logo trata-se de ação e reação: Aquele que faz melhor a tarefa acaba sendo vitorioso. Os treinadores de basquete temos o grande ferramental para mexer nesse assunto mas os motoristas do carro e aqueles que desenvolvem na quadra tudo quanto nós planejamos são os basquetebolistas. Disso pode ter certeza!!

P: Quanto aos tem a ver com os destaques na quadra, o gringo «baixinho» Robby Collum foi o grande cestinha por causa das estratégias planejadas ou trata-se de um autêntico fura-redes?

ENGº JAURI: Isso aí é uma comida bem temperada, né?. Sem dúvida, a valia dele como jogador é fundamental mas o time influencia para que a tarefa dele seja ótima. Na hora que um jogador é destaque, aprofundando no assunto, existe uma outra coisa que é o time. Ele foi fundamental para o time mas o time também deu uma colher de chá para ele aprimorar o rendimento nessa tal grandíssima tarefa. O equilíbrio na balança acabou nos dando esses bons resultados.

P: Com a possibilidade de substituir os ianques até as Quartas, e tendo um que foi bem bonzinho lá no garrafão na maioria dos jogos fora as partidas com o Malvin (perderam em quatro oportunidades no decorrer do ano), decidiu a tal substituição de olho nas finais caso acontecessem com o Malvin?

ENGº JAURI: Pensei sim, é claro!! Dando uma analisada nesse assunto refletimos o seguinte. Até essa marcação no Torneio tudo tinha dado certinho, tínhamos segurando a liderança, o torneio todo estivemos na vanguarda, mas de jeito específico, nosso análise tirou as conclusões a seguir. Nesse instante, ficamos de olho nem só no time de Malvín, também no Unión Atlética, Atenas,..Por enquanto, os times da fase regular continuávamos concorrendo pelas oitos das Quartas. Achamos que com o Dillion Sneed não íamos ter chance de pular por cima dessas barreiras fora ter tido o privilégio da liderança no torneio. O rendimento dele tendo na frente esses times mais fortes não tinha sido o mesmo que com rivais mais fracos. Tínhamos certeza absoluta que precisávamos pular mais alto para atingir o nosso alvo. Felizmente, a Diretoria do clube deu o apoio para concretizar a tal mudança, veio o investimento logo e ficou claro que com o Chris Jackson íamos ter uma outra oportunidade na briga pelo caneco. Termos ganho, poderíamos ter perdido mas para ficar na luta pelo Campeonato, precisávamos reforçar essa vaga no garrafão.

P: Lembrou-se do pai nesse instante da vitória? É bom salientar que ele foi membro das Diretorias do Sporting já no decênio de 1950, até acompanhando um timaço do clube no Brasil em 1951 que venceu nos quinze jogos desse roteiro.

ENGº JAURI: Sem dúvida, lembrei sim. A gente acabou se envolvendo nesse «negócio» do basquete por causa da família que acaba influenciando. Assim que surgem as primeiras minhas lembranças, eu sou parte desse palco que é uma quadra de basquete. O pai carregava comigo no decênio de 1960, nós dando de face num basquete absolutamente diferente ao atual, amador, os membros da Diretoria iam na procura dos jogadores nos carros levando-os até o clube, organizavam-se churrascos como ponto de encontro da turma, assim que os jogos acabaram, eles davam uma carona para os jogadores, compravam as basqueteiras, procuravam inseri-los no batente para ganhar uma graninha. A dinâmica dos anos 1960 e 1970 foi assim desse jeito, logo as mudanças chegaram, houve jogadores profissionais e acho que é muito bom que essa mudança tivesse acontecido. Voltando ao início, aqueles que fizeram que eu me envolvesse com o basquete foi o meu pai e a minha mãe, o pai como membro da Diretoria do Sporting no decorrer de inúmeros anos. Então na hora que a felicidade invade a nossa vida, quanto tem a ver com basquete, sem dúvida as lembranças deles florescem.

P: Já é Campeão da LUB 2009 – 2010. Como prêmio sua escolha na hora de descontrair foi turismo no Brasil? Acabou indo para onde?

ENGº JAURI: Acabei dando um pulo até Florianópolis (Praia dos Ingleses) junto com a família toda e mais uns 30 mil uruguaios que invadimos a ilha catarinense. Mesmo que não acredite encontráramos muitos uruguaios lá em Floripa. Foi um instante de lazer muito agradável pois acabamos concretizando uma temporada boa e no final conquistando o título, bem mais do jeito que nós conseguimos. Isso faz parte dessa história, logo temos que avaliar tudo quanto aconteceu mas fica na retina do jeito que nós conseguimos a vitória, perante um rival extremamente difícil, um time excelente tendo ganho a série 3 – 0, sem reclamações a fazer, eu acho. Nunca tínhamos imaginado que isso tivesse acontecido. Também não deu para chutar resultado nenhum na Série Final, 3 – 0, 3 – 1 ou 2 – 3, temos que evoluir degrauzinho por degrauzinho. Afastado desse fato, acho que a nossa vitória foi com extrema justiça.

ENGº JAURI:

P: Sabe que ganhar dos brasileiros pelo estilo de jogo que incomoda bastante aos uruguaios é extremamente difícil. Então como faz o Defensor Sporting com o Jauri como chefão para vencer o Flamengo nos últimos anos nos torneios internacionais? Tem alguma dica para nós dar?

ENGº JAURI: Acabamos vencendo sim. Foram duas situações diferentes; em 2007, foi a «Hora H» mas levando em consideração que Marcelinho tinha sido suspenso no jogo prévio. Mesmo assim, o Mengo tinha um time muito forte e foi o ano que nós tínhamos em quadra o David Jackson. Também foi vitória justa. Logo foi ano retrasado em Santiago del Estero (Argentina) o primeiro jogo da Série, nessa oportunidade com Marcelinho no parquê e conseguimos mais uma vez a vitória. Embora, tudo acontece pela tarefa desenvolvida pelo time. De jeito específico os times uruguaios, com foi o caso do Clube Biguá atingiu o Final Four da Liga das Américas no México, concorremos bem melhor que antes. Veja só, da para tirar risada, acabamos deixando fora do torneio ao Flamengo em duas oportunidades, um time que o investimento feito pela Diretoria rubro-negra é o duplo do orçamento feito pela nossa Diretoria pela turma toda. Engraçado, né? São mundos diferentes e na hora que o salto do início acontece tudo fica de lado. Um time perante o outro e conquistamos duas vitórias, que na prévia, não daria para acreditar. Porque isso poderia acontecer? Não tem senso. Esporte é assim!!

P: Com a sua chefia, Uruguai ficou fora do Mundial da Turquia 2010 tal vez apenas por um minuto e tanto no jogo perante República Dominicana pois a nossa rotação foi muito ruim. Foi desse jeito assim? Com o guarda Diego Castrillón que não foi aprovada a visa dele por «criminoso» e o armador Fernando «Enano» Martínez ainda com lesão no cotovelo, acha que hoje estaria treinando para o Mundial além do Sul-Americano?

ENGº JAURI: Quanto ao torneio Pré-Mundial em Porto Rico 2009 teríamos que aprofundar no análise, bem mais globalizado. A turma viajou já com muitos problemas desde Montevidéu quanto tinha a ver com treinos, problemas internos, na organização em si própria. No início nada estourou pois a Série foi ótima para nós, vencendo em vários jogos importantes. Logo estivéramos apenas um minuto e meio no jogo perante República Dominicana, sempre na vanguarda da partida e eles com três jogadores NBA em campo. Trinta e oito minutos e meio sempre na liderança, eles ultrapassam no finalzinho e o nosso time acabou derrubando-se. Florescem esses problemas que estavam sitiados pelas vitórias. Você foca o assunto na ausência do Diego, e para mim ele é um jogador muito importante, nem só na quadra senão na turma, na interna da turma. Percebeu? Os minutos que ele poderia nós oferecer eram importantes. Achei que 5 ou 10 minutos a cada jogo, ele poderia ser muito importante. No mais do que doze minutos. Por incrível que pareça ele não teve sua chance, até hoje não da para acreditar naquilo que aconteceu. Um cara super conhecido como é o Diego, que faz parte da seleção uruguaia há muitos anos, que alguém não carimbasse a visa de ingresso para Porto Rico, é simplesmente incrível. Hoje, ainda não temos uma resposta. No decorrer desse processo prévio, houve muitos problemas, a lesão de Fernando Martínez, o assunto de Granger (uruguaio e filho do Jeffrey Granger, naturalizado e Campeão Sul-Americano com Uruguai em Montevidéu 1995). Tendo alcançado a sede do Torneio, sofrêramos a lesão do Martín «Urso» Osimani, uma outra do Gustavo «Panchi» Barrera. Temos que valorizar mesmo o rendimento do time. Infelizmente a lembrança do torneio são os três últimos jogos que o time caiu, estou me incluindo. Na hora dos sucessos, problemas não existem, sendo objetivos no análise, isso foi o que aconteceu.

P: Mergulhe no Mundial Turquia 2010? Os seus candidatos? Argentina e Brasil têm condições de brigar pelo caneco?

ENGº JAURI: Bem Argentina quanto o Brasil vão se desenvolver muito bem no Mundial. Argentina está chegando com essa Geração Dourada por causa dessa Liga Nacional, com filhos da gema como o Ginóbili, Scola, Oberto, Nocioni, Delfino. Temos que avaliar logo os resultados caso eles viajarem para o Torneio, caso ficar em casa. Tem time para concorrer com qualquer um dos rivais que fiquem na frente. Brasil, temos que ficar no aguardo deles ainda mais tempo, para conhecer o que acontece nesse novo processo com o argentino Ruben Magnano na chefia da seleção brasileira, que acabou de ganhar o uniforme de treinador verde-amarelo. Brasil é grande potência mas ao meu ver, na minha humilde opinião, ainda precisa maior organização interna. Eles também possuem jogadores NBA, Neném, Varejão, Leandrinho, Thiago Splitter jogando na Europa. Tem como imaginar um futuro ótimo. Assim que essa tal organização continue aprimorando-se o Brasil não tem cimeira, pode continuar voando muito alto e talvez em quatro ou cinco anos, seja...nos Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016, com certeza ele poderiam comemorar um grande sucesso. Quanto aos outros candidatos, como sempre acontece, EUA tem condições de vencer mas vai depender a turma que os representa, caso forem NBA é uma coisa, caso contrário...Espanha, Espanha pode ganhar crachá de Campeão..

O antigo decano do basquete uruguaio, Sporting Club Uruguay ia comemorar um século de vida em Setembro de 2010, uma parceria esportiva feita em 1989 com o time de futebol e logo do basquete, Club Atlético Defensor (nasceu em 1913) e vizinho do bairro, fez com que os torcedores do atual Defensor Sporting Club comemorassem esta nova conquista do clube no basquete. Talvez pelos inúmeros títulos conquistados pelo Sporting isolado, os antigos torcedores «idosos», não lotam as arquibancadas como acontecia no passado comemorando as vitórias do «AUDI» do basquete uruguaio. Defensor Sporting já é uma instituição poderosa a partir dessa parceria. Veteranos, é só pensar nos moleques torcedores de hoje, acompanhem-nos no esforço e na felicidade como acabou de acontecer.

Confira agora os nomes dos jogadores e time todo que arvoraram o caneco de Campeão no pódio do Cilindro Municipal de Montevidéu. Eles concretizaram o projeto.

(03) Marcos Cabot (1,79 m – 79 k), (04) Diego Castrillón (Capitão – 2 m – 102 k), (05) Santiago Tolosa (1,96 m – 96 k), (06) Gonzalo Rama (1,88 m – 90 k), (07) Manuel Tomé (1,80 m – 80 k), (09) Diego González (1,75 m – 74 k), (10) Federico Álvarez (1,95 m – 88 k), (11) Sebastián Izaguirre (2,07 m – 107 k), (12) Gastón Páez (2,06 m – 120 k), (13) Diego García (1,82 m – 80 k), (14) Robby Collum (1,85 m – 85 k), (15) Matías Guerra (1,96 m – 86 k), (32) Francisco Larre Borges (1,85 m – 86 k), (33) Chris Jackson (2,08 m – 115 k).

Treinador principal: Engenheiro Gerardo Jauri; Treinador adito: Alejandro Glik; Preparador Físico: Professor Pablo Cabot. Médicos: Dr. Enrique Berges, Dr. Eduardo Rodríguez. Fisioterapeuta: Mario Ganeglius. Roupeiros: Ricardo Pérez e Sergio Cardozo. Controle na Mesa: Mario de los Santos e Héctor Saxlund. Estadisticas: Ruben Rychtenberg.

Delegado na Federação Uruguaia de Basquete: Jorge Couture. Presidente: Dante Prato. Gerente: Richard Marchelli. Secretaria: Cecilia Güena.

O PRAVDA LUSÓFONO agradece a confiança da LUB, chefiada pelo Sr. Pablo Martínez Kinder e como vice, Dr. Gumer Pérez que mais uma vez aprovou o crachá de jornalista para este correspondente. No decorrer do ano inteiro, para o amigo e «Rei das Estadísticas» da LIGA, Marcelo Gallicchio e na fase final, ao pessoal do Cilindro Municipal, advogado e ex jogador internacional do Biguá, Dr. Camilo Castro, Marcelo Capalbo (Campeão Sul-Americano 1995 e 1997) e Marcelo Martínez além de os funcionários todos que contribuem com o bem-estar dos jornalistas. De jeito especial para o Campeão Sul-Americano 1981, Hebert Núñez, mais um que sendo parte da turma da Tenfield (com os direitos da tevê), acabou dando um jeito sempre para nosso conforto.

O PRAVDA, ás vezes também reclama, encaminhando um pedido para a Diretoria: «Não esqueçam do convite para o jornal na hora de comemorar o primeiro século de vida do Sporting Club Uruguay pois estamos pesquisando nos arquivos históricos para lembrar o fato nessa data.

Fotos: 1 – Gerardo Jauri com o microfone do Canal 10 de Montevidéu, reportagem do colega Marcelo Scaglia. 2 – De esq. a dir. O colega Daniel Pessano – CX 22 – Radio Universal e Gerardo Jauri.

Correspondente PRAVDA.ru

Gustavo Espiñeira

Montevidéu – Uruguai

 
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