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FARC-EP denuncia extermínio de ativistas de Marcha Patriótica

23.01.2014 | Fonte de informações:

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Havana, (Prensa Latina) A guerrilha das FARC-EP denunciou nesta quarta (22) a política de extermínio de ativistas políticos do movimento Marcha Patriótica, realizada pelo Governo colombiano e considerou tais ações um péssimo sinal no contexto dos diálogos de paz.


Para que esse processo de paz não termine em uma farsa ou em uma comédia, nem em retumbantes palavras vazias sobre expansão da democracia, é urgente que o governo detenha o martírio da Marcha Patriótica, afirmou a delegação insurgente que participa há 14 meses das conversas de paz com o Executivo colombiano.


Falamos com certa mal-estar desde Havana, onde assinamos com o governo de Juan Manuel Santos um acordo parcial para ampliar a democracia e a participação política na Colômbia, expressou a guerrilha ao condenar a escalada contra militantes da Marcha Patriótica.


Sobre o assunto, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) consideraram tais ações como uma violação do acordado em torno da participação política, um desconhecimento dos deveres do Estado, e um péssimo sinal que segue minando a confiança na palavra do governo.


Todos os colombianos, que sempre sonhamos com a solução política do mais longo dos conflitos no hemisfério, para que tenhamos uma reconciliação nacional, temos que defender o processo de paz e exigir verdadeiras garantias políticas e segurança para os movimentos sociais e políticos do país, afirmaram as FARC-EP.


Não podemos tolerar que no meio de um processo de paz, a Marcha Patriótica seja aniquilada de maneira sistemática, como ocorreu com a União Patriótica, denunciou a guerrilha ao recordar o genocídio perpetrado em meados dos anos 80 do passado século contra essa outra organização política.


Na Colômbia é uma necessidade vital desmontar a Doutrina da Segurança Nacional, a concepção do inimigo interno e o paramilitarismo, como fatores que impulsionam o terrorismo de Estado, defendeu a guerrilha.


O governo não somente deve jurar um "nunca mais", senão agir de forma convincente para frear operações sanguinárias como a do tristemente célebre "Baile Vermelho", na qual exterminou um movimento e que agora pretendem repetir contra a Marcha Patriótica, acrescentou a insurgência.


Onde está a tolerância acertada no acordo parcial para a Participação Política? Há que se deixar de lado as palavras altissonantes sobre democracia, quando se tolera o estouro de balas contra os opositores ao regime, para destruir, de forma calculada, qualquer tentativa de construção de uma alternativa política, expressaram as FARC-EP.


Há que se aplicar, já, o acordado, para que o processo não seja um palavreado vazio. É um dever do Estado proteger a vida dos cidadãos e garantir o direito à opção política em Colômbia, acrescentou a guerrilha.

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