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Defensor Sporting 2 x Boca Juniors 2

19.05.2009 | Fonte de informações:

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Na segunda metade, começou igualzinho que o início da partida só que desta vez com mais risco ainda para o goleiro argentino na Alemanha 2006. Com jogada enxuta mais uma vez pela faixa direita da grande área o Defensor Sporting aproximou-se á segunda conquista, endireitando o jogo do torto rumo á vitória. O «Pato» vencido no relvado e uma camisa amarela com faixa azul horizontal no peito que faz uma de equilibrista acima do muro chutando a bola para fora da zona de risco.

Talvez tinha sido o ponto de inflexão no jogo pois o Boca começou jogar a como o time de raça e experiência que foi na Libertadores sempre. O relógio marcava 11 minutos e um ziguezague do meia-direita do Boca pela faixa direita do campo acabou em um cruzamento raso e forte rumo ao Martín Palermo que canhoto e tanto pifou a bola...puxa vida...acabou dando aquele grande passe para o outro famoso do ataque argentino que com o quatorze nas costas deu um toque preciso que fez encaçapar a bola na rede uruguaia.

Por enquanto, visualizava-se que a história do primeiro tempo ia se repeti na segunda metade, os uruguaios iam ter que suar bastante para conseguir um empate apenas.

Alterações várias no ataque do «torto» fizeram o jogo mais equilibrado após aquele empurrão do Boca em campo uruguaio. O Defensor Sporting com muita raça acabou conquistando o verde gramado dos argentinos até que uma bola pela faixa esquerda do ataque deixou o brasileiro «Nasa» vindo do plantão com a camisa dez perto da lateral da grande área. Logo dar uma verificada rápida da localização dos colegas na área, chutou alto por cima de um dos zagueiros e o guardiã do Boca para o Rodrigo Mora que deu uma cabeçada que fez quicar a bola antes de entrar na cidadela argentina. Sete minutos para o final do jogo que logo iam ser dez após pedido do árbitros paraguaio para que o uruguaio Ubríaco colocasse no painel eletrônico.

Nada mudou até os 93 minutos e o Boca começava se imaginar nas Oitavas pois é muito difícil que o Defensor Sporting consiga vencê-lo no Estádio La Bombonera além desse instante fraco dos argentinos no Campeonato Argentino.

Os uruguaios conseguiram que o Boca empatasse o primeiro jogo na Libertadorees 2009 e agora ficam no aguardo de uma façanha em Buenos Aires.

Caso o Boca conquistar um gol na outra beira do Rio da Prata, o Defensor precisa dar uma virada pois empate não é negócio para eles.

Os uruguaios não vão tremer de medo em La Bombonera, disso a gente tem certeza mas é difícil jogar perante um Boca da Libertadores, até sem torcida nas arquibancadas.

Até o 14 de Maio, Boca nunca tinha empatado nesta edição da Libertadores, tendo ganho 5 partidas e perdendo uma só no Equador de 1 x 0.

No Estádio Centenario, Boca Junior também na Libertadores perdeu um jogo só, perante os «boêmios» do Montevideo Wanderers no decênio de 1980.

No segundo tempo a camisa amarela e azul do primeiro tempo ia ser tornar azul e amarela e o Boca voltou ao estilo de sempre, aquele ícones clássico da Libertadores.

Uma outra história para justificar este empate passa pelo grande Palermo que tem nome de bairro portenho chique mas raça de craque do lamaçal.

Pois é, estava o canhoto-loiro, artilheiro e fura redes no gramado vestindo a camisa nove de Boca Juniors mais uma vez e isso apenas faz a diferença nos torneios do Continente Americano. Seja Libertadores ou Sul-Americana, esse homem esculpido numa rocha de carne acaba autografando sempre a rede rival.

São inúmeras as razões que transformam um homem em herói esportivo nos países de maior tradição futebolística como é o caso da Argentina, Brasil e Uruguai.

Um «Gordinho» maravilhoso e elegante com duas cirurgias gigantes como o Ronaldo fere a cada fim de semana os rivais que tentam se colocar na frente do gol impedindo mais uma comemoração daquele moleque Campeão do Mundo nos EUA 1994 com o Dunga ainda vestindo a cinco e capitão.

Nem sempre o sucesso dos jogadores nas seleções vá de mãos dadas com aquele grande destaque dos clubes. Ronaldo foi gigante (ainda pode ser) na verde-amarela e no Timão mas o Martín Palermo é «simplesmente» o maior artilheiro histórico do Boca Juniors ultrapassando a faixa dos 200 gols e cativando a torcida, fazendo-a pular e gritar á toa e o maior responsável pelas tremidas do Estádio La Bombonera.

Um grande inesquecível para todos os torcedores de Boca Juniors que vão colocar na gaveta das lembranças, outros centroavantes, como o Morete, o García Cambón e até o próprio Diego Armando Maradona e sua magia.

O histórico de sucessos do Palermo com a alvi-celeste argentina não foi semelhante a esse que continua gerando com a azul e amarela. Até pênaltis chutados defeituosos acabaram batendo um papo-FURADO com as nuvens paraguaias na Copa América Paraguai 1997.

No «Boquinha» que é o nome terno que a torcida da para o time do peito, Palermo pode até falhar pênaltis que «La Bombonera» vai abrir a Boca nos degraus das arquibancadas e loiro vai começar ouvir um música feita para ele: Paleeeer...Paleeeer....Paleeeer...

Até parece uma estátua grega mas é um artilheiro da gema.

La Bombonera não treme, ela bate!!!

 
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