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Homenagem a Matosas

13.08.2007 | Fonte de informações:

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Não foram muitos os jogadores na história do futebol uruguaio que jogaram a bola com jeito elegante saindo desde a grande área e atraindo a bola quanto não era sua, com precisão enxuta para o quite.

Lembro-me dele percorrendo o gramado todo com sua careca brilhante, nalgumas oportunidades talvez pelo s raios do sol refletindo acima dela, numas outras a chuva vestindo-a como se fosse um espelho cóncavo ou talvez pela qualidade que explodia do interior do cerebro para fora alagando-a de brilho.

Hoje falamos daquele camisa 3 uruguaia que jogou as Semis da Taça do Mundo perante o Brasil do TRI no México ’70 perdendo de 3 x 1, Seu Roberto Matosas, o Senhor Dom Roberto Matosas.

Esse que até hoje os torcedores charrúas reclamam dele não ter derrubado aquela camisa cebedense que fugindo para o gol concretizava o empate dessa partida quase no final do primeiro tempo.

A pergunta continua sendo a mesma…o que poderia ter acontecido com vantagem uruguaia no início da segunda metade, só Deus sabe né ?

Galgando a grama do Estádio Azteca, fala-se ainda hoje que ele poderia ter alcançado aquela camisa verde-amarela rumo ao gol e seu estilo de jogo fez com que preferisse não machucar o rival tendo como permuta a paz interior concorrente dessa raiva dos torcedores celestes que tivessem ajudado o Matosas esticar a chuteira mais um pouco.

Mais para frente no tempo, Roberto foi pai do Gustavo Matosas, Campeão de América com Peñarol perante o América de Cali no Estádio Nacional de Santiago de Chile no ano ’87 e da Copa América de Seleções ’87 no Estádio de Núñez de Buenos Aires perante essa argentina Campeã do Mundo no México ’86 com Diego Armando Maradona e tudo.

Mais logo Gustavo (nasceu na Argentina, na hora que o Roberto jogava para o River Plate no decorrer dos anos 1964 e 1968 ) ia ser destaque como sãopaulino na década retrasada.

Agpra logo ter ganho o caneco de melhor no Torneio Uruguaio passado com o Danubio como treinador com apenas 40 anos concretizou um dos objetivos mais caros, treinar o time do peito, o Peñarol.

Regredindo uns quarenta anos voltamos ao alvo de nossa materia, ao Roberto.

Sendo muito novo, ele começou como basquetebolista em Mercedes (cidade conhecida pelas regatas no Rio Negro que transforma as ruas em riachos nos días de enchente) antes de viajar para Montevidéu vestindo a camisa amarela e preta do Peñarol.

Logo houve mudanças na sua vida, aqueles pulos que ainda despenteavam-no na procura duma bola laranja após um rebote na argola horizontal foram apenas para dar alguma cabeçada nas duas áreas das quadras mercedarias até sem grama enfeitando-as.

Esperavam-no as camisas do Bristol e Peñarol dessa sua cidade para logo ser parte duma geração inesquecível do Peñarol dos ’60 que acabou sendo sua decolagem para a fama rumo ao River Plate argentino pendurando as chuteiras no início dos ’70 no México que já tinha “paqueirado” com o careca nessa briga pela Jules Rimet com o Brasil e Itália.

Pablo Forlán também nascido em Mercedes sendo mais um sãopaulino da gema, acompanhou o amigo nessa homenagem que organizou o Diretor Carlos Cambón sempre nesse mesmo roteiro envolvido com o futebol, que achamos poderia ser por causa do cheiro que exprime a grama do Estádio Centenário que fica apenas 5 quarteirões do Instituto de Ensino.

O Professor Cono Caminatti, Hugo “Buby” Casada – Diretor do Programa do Governo uruguaio, “Nocaute ás Drogas” além do ex zagueiro do Peñarol e da Sociedade Portuguesa de São Paulo, Ernesto “Cholo” Ledesma compartilharam o palco com Roberto mostrando-se felizes.

Tivemos tempo para manter uma conversa com o “Cholo” Ledesma que na hora que soube que tinhamos montado uma materia falando do único treinador estrangeiro que chefiou a seleção brasileira de futebol, confirmou para o PRAVDA que ele tinha jogado na Portuguesa no ano 1965 e o milongueiro argentino, Ernesto Filpo Núñez tinha sido seu treinador no clube.

Câmaras da tevé pediram comentários para o Roberto mas para ele o mais importante passou pela felicidade das crianças com uniforme do Colégio arvorando sua flamulinha do Real Madrid. (é bom salientar que existe um relacionamento ótimo do Colégio com os Cremes do Santiago Bernabéu).

Tão ótimo é o relacionamento que o Presidente do Madrid vai vir para Montevidéu para mais uma conferência no início de setembro do lado desse uruguaio que foi destaque lá como o José Emilio Santamaria.

As bandeiras pequeninhas nas mãozinhas dos alunos da primária do Colégio Cervantes com a logomarca do clube Real Madrid e a inscrição “amigos do Real Madrid” movimentaram-se continuamente na hora que os mais “idosos” num bate-palmas também continuo deramos a benvinda e a despedida ao Sr. Roberto Matosas.

O trofeio que o Cervantes acabou entregando para o Roberto Matosas não podía ser um outro que a maqueta da Torre das Homenagens do Estádio Centenario de Montevidéu feito bronze.

Correspondente PRAVDA.ru

Gustavo Espiñeira

Montevidéu - Uruguai

 
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