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Exposição "Quando Lisboa treme - de 1755 à Cidade Resiliente"

13.01.2016 | Fonte de informações:

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Exposição

Exposição "Quando Lisboa treme - de 1755 à Cidade Resiliente"

Conversa a propósito de ... tsunamis

Museu de Lisboa - Palácio Pimenta (Pavilhão Preto)

As imagens dos tsunamis de Sumatra (2004) e Tohoku (2011), a um tempo perturbadoras e irresistíveis, estão seguramente presentes nas nossas memórias e terão contribuído para uma perceção mais clara das consequências deste tipo de fenómenos naturais.

Os avanços tecnológicos das últimas décadas, nomeadamente a possibilidade de registo e a rápida disseminação de imagens, veio alterar a forma como as catástrofes naturais são percecionadas coletivamente. As ferramentas de simulação matemática oferecem possibilidades cada vez mais realistas de previsão e visualização da catástrofe.

Estamos seguramente mais bem informados, mas dada a dimensão espetacular destas imagens, estaremos cientes do perigo real? Vemos mais detalhes, sem dúvida, mas estaremos em melhores condições para nos protegermos?

Convidamos a participar numa conversa a propósito de tsunamis, com Maria Ana Viana Baptista, professora no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e investigadora no Instituto D. Luiz (FCUL), Rui M. L. Ferreira e Daniel Conde, investigadores do Instituto Superior Técnico.

Maria Ana Viana Baptista é professora coordenadora do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Doutorada em Física-Geofísica pela Universidade de Lisboa em 1998, tendo obtido o grau de Agregado em Ciências Geodésicas e da Geo-informação em 2009 pela Universidade de Lisboa. Os seus interesses científicos são tsunamis, terramotos e outros desastres naturais. É autora e coautora de inúmeras publicações, em particular de estudos relacionados com o tsunami associado ao gerado pelo sismo de 1 de novembro de 1755 (http://idl.ul.pt/node/120). Em 2010 o seu trabalho foi reconhecido com o prémio Tsunami Society International Award. Atualmente dirige o projeto de investigação, financiado pela União Europeia, ASTARTE- Assessment Strategy and Risk Reduction for Tsunamis in Europe que envolve 26 instituições europeias, americanas e japonesas: www.astarte-project.eu; https://www.facebook.com/astartefp7/?fref=ts

Rui M. L. Ferreira é professor e investigador do Instituto Superior Técnico desde 2005. Os seus interesses de investigação incluem a física dos fluidos e do transporte sólido, com aplicações ao estudo de rios e estuários. Neste âmbito, tem desenvolvido métodos laboratoriais e ferramentas de simulação computacional, tendo publicado mais de 150 textos académicos, incluindo 25 artigos em revista internacional (http://www.fluidmechenv.tk/). É membro e dirigente de organizações profissionais relacionadas com a hidráulica fluvial, geofísica e mecânica computacional. É editor associado de duas revistas internacionais e revisor de diversas publicações nacionais e internacionais. Tem organizado diversos eventos científicos e de divulgação das suas práticas académicas e científicas.

Daniel Conde é atualmente doutorando e investigador no Instituto Superior Técnico. Na sua tese de mestrado estudou o impacte que um tsunami semelhante ao de 1755 teria na Lisboa do século XXI, trabalho este posteriormente continuado em parceria com o Serviço Municipal de Protecção Civil. A sua investigação atual é centrada na modelação matemática do impacte de tsunamis em zonas costeiras, através de modelos numéricos de alta-performance. Tem até à data 10 trabalhos publicados em revistas e conferências internacionais.

 

 
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