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Mundo desperdiça 30% dos alimentos que produz

11.09.2014 | Fonte de informações:

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ROMA/ITALIA - A alta no preço dos alimentos e o aumento previsto para a demanda nos países emergentes colocaram o desperdício no centro do debate sobre segurança alimentar mundial. Os volumes perdidos justificam a preocupação.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos ou desperdiçados por ano em todo o mundo - o equivalente a 30% de tudo o que é produzido.

O número considera perdas em todos os estágios - do campo até o prato.

E, apesar de os alimentos pesarem cada vez mais no bolso, o maior índice de perdas (35%) ocorre no consumo, puxado pelos países desenvolvidos, responsáveis por 56% do desperdício, segundo o Banco Mundial.

Quem nunca recusou uma cenoura porque estava torta demais? Ou quebrou a pontinha de um quiabo para saber se estava no ponto para levar para casa? São ações que parecem inofensivas, mas pesam nas estatísticas.

Afinal, ninguém vai comprar aquele quiabo que ficou com a pontinha quebrada na banca. Será, portanto, desperdiçado.

Estudo de especialistas em segurança alimentar das Nações Unidas analisa os efeitos desse desperdício. Entre eles está a menor oferta de comida no mundo e, como consequência, preços elevados.

Por outro lado, o estudo destaca que preços mais altos tendem a incentivar maior cuidado com os alimentos - teoria que ajuda a explicar a maior preocupação com o desperdício atualmente e as novas iniciativas para reduzi-lo.

No Brasil, o problema do desperdício não se concentra no consumo, responsável por 10% das perdas. O maior índice está no manuseio e no transporte (50%), segundo estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O transporte, o manuseio, as embalagens e a forma de comercialização de alimentos "in natura" no Brasil, a granel, são inadequados. O Brasil está muito atrasado em práticas para reduzir as perdas.

Entre as mudanças sugeridas pelos especialistas para reduzir o desperdício nesse estágio da cadeia estão cargas refrigeradas para o transporte de frutas e verduras, ou pelo menos o transporte à noite, quando há menos luz e calor, e o fim das caixas de madeira para os perecíveis.

Não é possível higienizá-las de forma adequada. Um fruto com fungo transportado ali pode contaminar muitos outros que serão levados no mesmo local posteriormente.

No caso de cereais e grãos, por exemplo, são necessários investimentos maiores e mudanças estruturais. A principal causa das perdas está no transporte da safra por caminhões.

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 

 
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