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Para pensar e, repensar... VII

10.12.2019 | Fonte de informações:

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Para pensar e, repensar...  VII

                                                  Numa mistura de alhos com bugalhos

                                                                      Fava ou Brinde...

Depois de um parêntese ao nosso tema, para comentar uma notícia na qual eramos referidos, aqui estamos para continuar o "Pensar e Repensar" que, tem tido como reflexão as próximas eleições legislativas para a República. Se contarmos com o dia em que escrevemos este texto, restam-nos dez dias de campanha, um dia feriado (o Dia da República) para o eleitor pensar e repensar onde, e como votar no dia 6.

Para eleger o ridículo número de 5 deputados entre os 230 que comporão o hemiciclo da Assembleia da República, e que sairão mais uma vez das delegações do partidos portugueses que concorrem pelo círculo eleitoral dos Açores, teremos e, desculpem-nos o "epiteto" 5 paus mandados, pois que, no respeito imposto pelos seus partidos estarão sujeitos à disciplina partidária dos mesmos, nas votações plenárias (o que não seria inédito como bem sabemos)

Entraram-nos pelas "fronteira" adentro, 17 forças partidárias nenhuma delas verdadeiramente representativa do gene açórico. A Constituição Portuguesa proíbe-os perante a passividade dos mais interessados, que custa-nos dizer, serem os próprios açorianos. É triste assistir a aderência destes, ao acenar das bandeiras dos invasores do político nosso território.

Numa pré-campanha já aqui referida, longa e exaustiva, continuada na campanha pela CNE propriamente dita, muito se esforçaram e se esforçam os seus líderes e cabeças de lista, influenciarem os eleitores com promessas mais promessas. Umas em repetição. Outras, a que nunca prestaram atenção em campanhas anteriores.

Fazendo-se o rastreio da competência na defesa dos interesses do Território Autónomo dos Açores em relação Estado português, diga-se de passagem, que só os com assento parlamentar na ALRAA, terão os conhecimentos a tal posição. Lamentando como temos vincado na nossa "Opinião", a inexistências de partidos legitimamente açorianos, na diversidade ideológica e no respeito pela democracia.

Na mistura de alhos com bugalhos, referimos particularmente, o que nos parece uma campanha dupla onde os problemas que afectam a prestação da governação dos açores e nas áreas que não estão dependentes directamente dos serviços do Estado. Separemos as coisas, não tentemos baralhar os eleitores.

Na apresentação do cardápio de promessas, que são tantas e tantas, uns pedem o voto como força para o partido, em agradecimento e o reconhecimento pelo que o governo instituído concedeu aos Açores. Outros, querem voltar para repetir as propostas que no mandato anterior não conseguiram cumprir. E, ainda há quem preconize mais poderes e intervenção para o Representante da República.

Os açorianos que saírem como deputados eleitos à Assembleia da República, deverão em primeiro e, sempre em primeiro, defender uns Açores que se querem sólidos na sua coesão, na sua presença no mundo, seja na Europa seja em qualquer outro continente. Defendam, não a partilha do nosso mar, mas sim a gestão integral do mesmo pelos açorianos. Atentem nas intenções veladas dos seus superiores hierárquicos no partido que integram. Tenham em atenção que num ramalhete de rosas, ou num cesto de laranjas oferecidos, pelos seus líderes nacionais, poderão estar num, muitos espinhos e no outro muita laranja tocada.  Exijam com determinação o direito que temos em relação aos serviços do Estado no território que gerem aqui, onde nascemos, vivemos e fazemos intenção, quiçá de morrer.

Entretanto viveremos na esperança de um dia termos alguém no hemiciclo colonialista de Lisboa, que apresente um Projecto de "auto-determinação", efectiva dos Açores.

Porque nestes de "Pensar e Repensar" naturalmente vamos ficar por aqui, aguardemos que no final das eleições de 6 de Outubro o seu resultado, ironizando um pouco, e figurando o mesmo como o corte do "Bolo Rei" não nos saia "uma fava em vez de uma prenda"

"Pensar e Repensar" é o que faremos ainda, quando questionado como votar no dia 6 de Outubro.

"As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras."

                                                    Lao -Tsé

José Ventura

Ribeira Seca, RGR

2019-09-25

 

O autor rejeita por opção o acordo ortográfico

 

 
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