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Iminência de III Guerra Mundial com Ataques Nucleares

10.12.2016 | Fonte de informações:

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Iminência de III Guerra Mundial com Ataques Nucleares

A imprensa ocidental tem omitido a iminência de uma III Guerra Mundial, sob sério risco de ataques com bombas nucleares. E isso não se dá por acaso: a desinformação é a velha estratégia do Império de turno, agonizante, a fim de distrair a atenção do público para a essência da "política externa"

 

A imprensa ocidental tem omitido a iminência de uma III Guerra Mundial, sob sério risco de ataques com bombas nucleares. E isso não se dá por acaso: a desinformação é a velha estratégia do Império de turno, agonizante, a fim de distrair a atenção do público para a essência da "política externa" (eufemismo para crimes internacionais) de Tio Sam, baseada na expansão coercitivo-expansionista.

por Edu Montesanti

 

Por exemplo, a OTAN, que desde o teórico fim da Guerra Fria quando ruiu o Muro de Berlim em 1989, deveria ter deixado de existir então. Contudo, ela segue crescendo e avançando: chegou às fronteiras russas, contrariando o acordo entre Estados Unidos e Rússia à época, de que a Aliança do Norte não avançaria sequer uma polegada além da fronteira da Alemanha reunificada - em contrapartida, os russos retiraram suas 260 mil tropas da ex-Alemanha Oriental. E para que a OTAN siga existindo, além de contar com a desinformação das sociedades globais, apoia-se nos perpétuos inimigos criados pateticamente pelos porões do poder de Washington, vendidos pelos seus porta-vozes da grande mídia de imbecilização em massa.

 

Embora a mídia predominante oculte este fato, os tomadores de decisão em Washington e na Europa ocidental têm conversado sobre as possibilidades de ataques nucleares à Rússia e ao Irã. Não descartam o mesmo em relação a China. As motivações são as mesmos que levaram a todas as guerras ao longo da história: econômicas e geoestratégicas.

 

As consequências de uma III Guerra Mundial explicam o porquê das intenções de promovê-la: alteraria drasticamente a ordem mundial, o sistema financeiro e os processos de globalização atuais, com o colapso do formato atual das Nações Unidas. Tudo isso atenderia aos interesses dos donos ocultos do poder mundial, tal como o magnata norte-americano David Rockefeller, a quem é atribuída esta frase a fim de ampliar seu domínio global que se valeria de políticas de linha dura e do cerceamento ainda maior das liberdades civis: "Estamos à beira de uma transformação global. Tudo o que precisamos é de uma grande crise, e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial".

 

Não apenas o capitalismo respinga suas últimas gotas de sangue diante de um mundo que, a contragosto dos Estados Unidos, caminha inevitavelmente para a multipolaridade, como também as sociedades globais estão cada vez mais interligadas e, apesar da agressiva e crescente vigilância por parte dos poderes estatais e empresas privadas, despertam para realidades que não interessam aos usurpadores do poder cuja situação, se não for modificada rapidamente, levará inevitavelmente a uma rebelião a nível global. A única maneira de evitar isso, é o cerceamento das liberdades civis, e a única justificativa que os poucos tomadores de decisão global encontrariam para isso, seria através de um enorme caos - o terror internacional, desta forma que se apresenta, já está saturado como escusa: é necessário que se vá além.

 

A nova Guerra Fria provocada a todo custo pelos Estados Unidos contra a Rússia, a fim de perpetuar inimigos e justificar a aplicação de recursos no complexo militar-industrial e o consequente domínio global, está mais que evidente. E mais perigosa que a do século passado por dois motivos tão simples quanto claros: na Guerra Fria do século XXI, havia limites diante de duas superpotências que nunca desejaram o confronto; e à época, o Império norte-americano não agonizava como ocorre agora, o que o torna, como estamos vendo, mais agressivo.

 

Os Estados Unidos têm tentado de tudo para levar o mundo a um confronto, especialmente contra a Rússia na Ucrânia, nos Estados bálticos e na Síria. Não conseguiu porque a Rússia, magnífica do ponto de vista estratégico e moral, tem insistido na via diplomática. Outro motivo: os Estados Unidos têm plena consciência de que, sem determinadas parcerias, será arrasado pelas forças russas que hoje possuem o mesmo moral e as mesmas vantagens, territoriais e logísticas, de quando venceram sozinhos os nazistas no final da II Guerra Mundial.

 

Quem não se lembra das seguintes afirmações do fracassado xerife do mundo, Barack Obama, em setembro de 2013? "Podemos atacar [a Síria] quando quisermos. Eu decidi que os Estados Unidos devem tomar ação militar contra alvos do regime sírio". Os russos, então, surpreenderam o mundo e modificaram as relações internacionais que vinham prevalecendo desde os anos de 1990 em que os norte-americanos impunham suas ordens. O mundo está se tornando multipolar, e esta é uma forte razão pela qual o Bulletin of the Atomic Scientists divulgou, em setembro deste ano, que o Doomsday Clock (Cronômetro do Dia do Juízo) aponta para o índice mais grave desde 1953. Risco igual, apenas em 1984. "A probabilidade de catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos de desastre devem ser tomadas muito em breve. Essa probabilidade não foi reduzida. O cronômetro marca. O perigo global perturba. Os líderes sábios devem agir imediatamente", diz o indicador.

 

E a grande hipocrisia de Washington neste caso, o fato de que Israel possua armas nucleares sob vistas grossas dos políticos norte-americanos (sustentados exatamente pelo lobby sionista, da indústria armamentista e petrolífera), evidencia quem apresenta o grande risco que a humanidade, como nunca antes, corre. Esta é uma guerra também da informação, e por isso mesmo os membros da União Europeia, fantoches dos Estados Unidos, consideraram recentemente os meios de comunicação russos inimigos cuja "ameaça" é equivalente a de terroristas do Estado Islamita. "Poucos sabem que a mídia 'alternativa' dos Estados Unidos não é tão alternativa assim", disse este ano evin Ryan, após conceder entrevista sobre as contradições dos ataques de 11 de setembro de 2001, publicadas tanto em Pravda Brasil quanto Pravda Report (em inglês), porém censuradas para republicação em meio "alternativo" norte-americano. Que diremos, pois, da mídia predominante?

 

A busca pela paz também envolve lutas. Se não houver luta contra os tiranos, a batalha praticamente invencível será pela sobrevivência da espécie humana e do próprio planeta diante de políticos insanos, tomados pela patologia do poder.

 

Edu Montesanti

edumontesanti.skyrock.com 

 

 
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