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EFEITO SCHUMACHER

10.03.2005 | Fonte de informações:

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Durante décadas, o regulamento da Fórmula I com relação aos itens básicos não se alterou. As mudanças que ocorreram se concentraram, principalmente nos itens de segurança como a redução da velocidade no pitlane. Entretanto, após o quinto título de Michael Schumacher, a FIA vem fazendo modificações no regulamento quase anuais, aparentemente, numa tentativa de refrear a enorme superioridade que o conjunto Schumacher-Ferrari vem demonstrado, pois se o brasileiro Rubens Barrichello, fosse o primeiro piloto, sendo em média, dois segundos mais lento que seu companheiro de equipe, dificilmente a mesma performance seria atingida.

O regulamento dos treinos para a formação do grid, que vigorou durante décadas, foi o que o piloto tinha doze minutos para estabelecer o melhor tempo. Há três anos, estabeleceu-se a forma que consistia em apenas uma tentativa por piloto, que, a proposto, é a melhor, contudo, como Schumacher em 2004, foi ainda mais superior, tendo deixado de vencer em apenas três grandes prêmios, a FIA, então desesperada, novamente estabeleceu um novo regulamento para os treinos, com esta ridícula configuração das duas tentativas em dois dias, estabelecendo-se a média.

Entretanto, também houve acertos como a impossibilidade de alterações no carro após o treino e a diferenciação da quantidade de combustível nos carros quando da largada, o que obrigou as equipes a se ocuparem mais com a estratégia e possibilitou, com a alternância da hora de entrada nos boxes, que houvesse mais disputa por posições além da regra estabelecida neste ano que impossibilita a troca de pneus quando da parada nos boxes que ogbrigará as duas fornecedoras de pneus a buscarem compostos mais resistentes, embora a Bridgestone, que equipa a Ferrarri, praticamente só precisa preocupar-se em agradar a um cliente. Esta regra, a propósito, foi muito apreciada pelos ambientalistas pois é menos borracha a ser depositada nos solo, além de haver a possibilidade de menos gastos para as equipes, o que sempre é um bom negócio.

Este primeiro grande prêmio de 2005, foi atípico, pois o piloto Giancarlo Fisichella foi agraciado pela sorte tendo sido praticamente, o único a estabelecer seu tempo com pista seca e, pelo ocorrido com o sete vezes campeão, Michael Schumacher, os comandantes da FIA devem até ter imaginado que haviam acertado em alterar o regulamento, contudo, com o desempenho da Ferrari de Barrichello que largou em décimo primeiro e terminou em segundo ainda com o modelo 2004, da Ferrari, apenas demonstrou que este ano, a história vai se repetir, pois não haverá chuva o ano inteiro em todos os GPs. Quanto a Schumacher, ele nunca faz boas corridas de recuperação.

As equipes consideradas grandes, como Mclaren e Williams, aparentemente também nesta temporada vão ter de se contentar com o segundo posto mais uma vez. A equipe BAR, impulsionada pelo motor Honda que em 2004, teve um desempenho extraordinário, levando pilotos sem expressão alguma como Janson Button e Takuma Sato, a ocuparem lugar de destaque e até mesmo a subirem no pódio algumas vezes, pelo desempenho neste fim de semana em Melbourne, voltou a ser uma equipe mediana. Talvez a explicação para este mau desempenho tenha sido o novo composto de pneus.

A propósito, é de se admirar que um homem tão experiente como Frank Williams que apenas não contratou Button, por este já estar comprometido com a BAR, não perceba quando é o carro que vence, mesmo após a lição aprendida com a contratação de Alessandro Zanardi, trazido da formula CART porque tinha sido campeão por pilotar um carro vencedor e mesmo o exemplo dentro de casa, quando Damon Hill, mesmo com suas pífias performances, conseguiu ser campeão.

Supostamente, agora que as fábricas de motores estão investindo diretamente na Formula 1, montando equipes próprias como a Toyota e a Renault, trazendo consigo milhões e milhões de dólares, poderia haver um sopro de esperança de que alguma destas equipes pudesse confrontar o motor Ferrari. A Renault tem se mostrado bem mais eficiente que sua colega Toyota. Já a Red Bull, que adquiriu a falida Jaguar, conseguiu, ao menos neste primeiro grande prêmio, ter um desempenho razoável tendo até mesmo seu piloto de teste feito o melhor tempo nos treinos livres.

Apesar de toda a renovação, novas equipes, trocas de pilotos e até mesmo aposta em velhas novidades como o bom e velho Jacques Villeneuve, apesar do novo regulamento, nada estará no caminho de mais um título de Michael Schumacher, a não ser que a FIA decida por aposentá-lo compulsoriamente ou talvez se houvesse uma alteração no regulamento que Schumacher só pudesse correr pela Minardi.

Jose Schettini Petrópolis BRASIL

 
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