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Monumento ao Maracatu

09.07.2017 | Fonte de informações:

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Segundo o site da Prefeitura da Cidade do Recife, o trabalho do artista plástico Abelardo da Hora, foi inaugurado em dezembro de 2008, na praça próxima ao Forte das Cinco Pontas, no bairro do São José, e voltado para a Igreja de Nossa Senhora do Terço, onde acontece a tradicional cerimônia Noite dos Tambores Silenciosos, no Carnaval. Fotografias e pesquisa de textos de Clóvis Campêlo

O Monumento ao Maracatu tem uma altura total de quatro metros. A obra é composto por oito figuras fundidas em bronze patinado, cada uma com dois metros de altura, sobre um pedestal de concreto revestido de granito verde ubatuba. Trata-se do maior conjunto de esculturas feitas em bronze na cidade. A peça mostra o cortejo de um maracatu de baque virado com rei, rainha, dama de companhia, dama da boneca, porta-estandarte, porta-lanterna, o carregador do elefante e o ogan (batuqueiro do maracatu) com sua alfaia. Além disso, há as alegorias: o elefante, o guarda-sol, o estandarte e a lanterna.

Ainda segundo o site, o maracatu é fruto de uma expressão de uma população que foi sequestrada da África e veio construir o nosso país e que até hoje sofre, mas soube resistir e conseguiu, por meio de suas manifestações, deixar o Brasil numa importante posição perante o mundo.

Para o autor da obra, Abelardo Germano da Hora, o Monumento ao Maracatu representa a criatividade e a raiz da população negra trazida pelos escravos. É um prazer poder colocar nas mãos do povo um referencial tão forte da cultura que me inspirou tanto, disse o artista que estava acompanhado da sua esposa, dona Margarida da Hora.
O monumento também faz uma homenagem à Dona Santa, que foi rainha do centenário Maracatu Elefante. O rosto da rainha é uma reprodução do de Dona Santa comandando um cortejo solene. Na placa informativa, o texto detalha que a obra foi erguida em reverência a rainha de todas as rainhas, que transformou o Recife na sua nação imperial.

Abelardo da Hora, o autor da obra, nasceu na cidade pernambucana de São Lourenço da Mata, em 30 de julho de 1924 e faleceu no Recife, em 23 de setembro de 2014.

 

Recife, outubro 2015

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