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Morreu uma legenda de futebol da década 50, Nils Liedholm

06.11.2007 | Fonte de informações:

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Morreu uma legenda de futebol da década 50, Nils Liedholm

O ex-jogador e técnico de futebol sueco Nils Liedholm morreu esta segunda-feira(05) aos 85 anos de idade na cidade de Cuccaro, no norte da Itália, onde morava há muitos anos, segundo ANSA. Treinava  clubes  Milão e  Roma, onde dirigiu o brasileiro Paulo Roberto Falcão, Liedholm foi também um dos grandes destaques da seleção sueca na década de 50, tendo feito um dos gols da Suécia na partida vencida pelo Brasil por 5 a 2 na final da Copa do Mundo de 1958.

Liedholm, que foi campeão olímpico em 1948 e vice-campeão do mundo dez anos depois com a seleção da Suécia, venceu como jogador quatro Campeonatos italianos com o Milan e como treinador conquistou o décimo título da equipe de Milão e o segundo da Roma.

Liedholm morreu nas primeiras horas da tarde desta segunda-feira na casa onde vivia há muitos anos com a família, um rancho na cidade de Cuccaro, província de Alessandria. As cerimônias fúnebres do ex-jogador e técnico devem ocorrer na próxima quinta-feira pela manhã.
Doente há muitos meses, o campeão sueco teve uma grave crise respiratória na semana passada e suas condições de saúde pioraram nos últimos três dias.

A direção do Milan lamentou a morte de Liedholm, ex-técnico da equipe. "Com ele, morre um grande pedaço da história do Milan, mas sua lembrança permanecerá para sempre no coração de todos os milanistas e apaixonados por futebol", escreveu a equipe milanesa em seu site.
O ex-primeiro-ministro italiano e presidente do Milan, Silvio Berlusconi, também lamentou a morte do ex-jogador. "Um grande homem da história do Milan nos deixou: um cavalheiro, um amigo", declarou Berlusconi.


O ex-jogador brasileiro Paulo Roberto Falcão lamentou a morte de Liedholm, a quem definiu como um verdadeiro "pai".


"Gente como ele não deveria desaparecer nunca", declarou Falcão muito abalado pela notícia da morte de Liedholm. "Foi como um pai para mim, sabia gostar das pessoas ao natural, com altruísmo, me ensinou muitas coisas", continuou.

"Quando fui embora da Roma dei a ele minha camisa número 5 com esta dedicação: 'Entrego-a para você porque foi você quem a entregou para mim, fazendo com que eu me tornasse aquilo que sou'. Sei, pelo seu filho Carlo, que ele a conservou como um oráculo, como uma das coisas mais belas da sua história", contou o ex-jogador brasileiro, que insistiu ao afirmar que "devo muito a ele".

 
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