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1ª. árbitro mulher sul-americana

05.12.2011 | Fonte de informações:

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Argentina Laureana Pappaterra: 1ª. árbitro mulher sul-americana com carimbo da IRB

1ª. árbitro mulher sul-americana. 16062.jpegLoira, simpática, argentina, cidadã de Mar del Plata, idade...a melhor....feliz pelo progredir continuo na carreira de referee que foi evoluindo gradativamente na Argentina até atingir a cimeira feminina internacional do Continente....nasceu no berço do ráguebi dessa América toda, essa do Hugo Porta...quem sabe o Maradona do esporte da oval. Conheça bem mais da 1ª. Árbitro Sul-Americana com carimbo IRB, Laureana Pappaterra. Reportagem em português e castelhano.

PRAVDA (PT): Laureana....o cabeçalho da reportagem está bem montado? O que teríamos que tirar ou acrescentar? Poderia fazê-lo? Da uma de árbitro na imprensa?

PRAVDA (ES): Laureana.... ¿el texto presentación de la entrevista está bien presentado? ¿Que deberíamos quitarle o adicionarle? ¿Podrías hacerlo? Mandate una de árbitro como periodista

LAUREANA (PT): Pode dizer que completei 30 anos, feliz da vida e com a minha idade. Além disso, sou solteira. Não sou fã de futebol mas o mundo todo fica de olho na Argentina pelo Maradona, então...diga direto...fico feliz pelo comentário que me "envolvendo" com o Hugo Porta. Logo pode acrescentar aquilo que vou divulgar no decorrer da reportagem....

LAUREANA (ES): Podés decir que tengo 30 años, soy felíz de la edad que tengo y todo lo que viví. Podés mencionar que soy soltera. No soy seguidora del futbol aunque en el mundo se nos identifica por Maradona así que me parece indicado lo menciones, y me alegra que relaciones con Hugo Porta. El resto que quieras agregarle de lo que te vaya contando abajo consideralo si querés.

PRAVDA (PT): Por quê ficou apaixonada pelo ráguebi? De jeito específico pela arbitragem? Herança?

PRAVDA (ES): ¿Cómo te involucraste al rugby? ¿Puntualmente al arbitraje? ¿Herencia?

LAUREANA (PT): Sendo estudante de Educação Física há 12 anos, foram oferecidos treinos em um clube de ráguebi, do lado das categorias de base mais novinhas, na faixa de 5 à 8 anos, e foi o ponto de inflexão, eu acho, pois  fiquei com interesse mesmo nesse esporte sem ter tido contato prévio. Todo curso de ráguebi que foi ministrado eu cadastrei na União de Rugby de Mar del Plata. Foi então que com 21 anos e trabalhando para o Biguá Rugby Club me ofereceram a preparação física dos juniores Sub-19. Não foi fácil, não pois tinha a mesma faixa de idade que os meus alunos . Fora isso o respeito dos alunos foi incrível e fez com que eu começasse pensar no meu progredir no ráguebi. Uma turma de árbitros, representantes do clube me convidaram participar dessas tais reuniões de árbitros para aprofundar no conhecimento do esporte pois assistindo aos jogos fui dessas que sempre tive vontade de conhecer o que os árbitros apitavam. Quase sem percebê-lo após um ano e como ouvinte dessas reuniões fui virando árbitro impulsionada pela turma toda dos colegas.

Aliás, não houve herança nenhuma, só houve o meu interesse tentando refletir o que ia absorvendo nesse Professorado e poderíamos dizer que num piscar de olhos fui mergulhando nesse mundo maravilhoso da oval.

LAUREANA (ES): Siendo estudiante de Educación Física hace 12 años me ofrecieron prácticas en un club de Rugby, con las primeras edades de 5 a 8 años, de allí que me interesé en aprender del deporte ya que no tenía conocimientos del mismo y fui haciendo cuanto curso de rugby se daba en la Unión de Rugby de Mar del Plata, fue así que trabajando para Bigua Rugby Club me ofrecieron la preparación física de juveniles de menores de 19 años, en ese entonces yo tenía 21, la experiencia fue difícil por la cercanía de la edad con mis entrenados, pero el nivel de respeto que ellos me demostraban me animaba a seguir avanzando en el rugby. Un grupo de referees que representaban al club me invitaron a presenciar las reuniones de referees para aprender del juego, ya que era de las que preguntaban todo lo que cobraba el referee en un partido. Y casi sin darme cuenta después de un año de estar de oyente me fui haciendo referee, impulsada todo el tiempo por el equipo de colegas que estaba haciendo.

Así que como te digo, no hubo relación familiar, sólo lo vi como una manera de poner en práctica lo que aprendía en el Profesorado y sin darme cuenta me estaba insertando en el mundo maravilloso de la ovalada.

PRAVDA (PT): O mundo está tendo reviravoltas constantes no dia-a-dia....mas faz poucos anos, o ráguebi era sinônimo de homenzarrão, não dava para imaginar mulher nenhuma mexendo neste negócio.

PRAVDA (ES): El mundo está experimentando cambios permanentes y diarios....pero hace pocos años, el rugby era cosa de "machos", imposible imaginar una mujer metida en este tema.

LAUREANA (PT): Com certeza fiquei sabendo sempre que a minha inserção era raro mesmo. Todo mundo olhava para mim extremamente surpresos e até ficavam avaliando o que a gente disse em toda oportunidade, até o meu estilo de agir e movmentos....felizmente ninguém me fez sentir desconfortada. Hoje agradeço de coração quanto foram pacientes comigo todos eles nessa de descobrir os regulamentos do ráguebi. Nem sabe quanto tiveram que sofrer os meus erros no início da carreira, esses foram outros quinhentos....

Lembro de faltas que acabei apitando com antecedência ou várias que não percebia....agora fico vermelhão por causa disso mas acho que todo mundo no início terá tido esses probleminhas.

Fiquei sempre super agradecida aos treinadores e jogadores pois eles me aceitaram desse jeito assim. Eu me coloquei sempre nas calças dos jogadores, que sempre tiveram um treinador homem, rivais homens e árbitros homens e em um abrir e fechar de olhos encontrar-se com uma "gata" que ministrava justiça no gramado. Imagina só quanto é difícil mudar esse esquema. Mesmo que pareça incrível consegui o respeito de todos eles.

LAUREANA (ES): Si, siempre me di cuenta que era una cosa rara mi inserción, me miraban con asombro y hasta me observaban evaluándome mis palabras y mis movimientos, pero por suerte jamás me hicieron sentir incómoda. Hoy en día estoy agradecidísima de la paciencia y la dedicación que tuvieron algunos conmigo con el afán de que entendiera las reglas. Y ni hablar de los que tuvieron que padecer mis errores al comienzo de mi carrera como referee. A veces recuerdo infracciones que cobraba antes o las tantas que no veía y hasta me da cierta vergüenza pero es como todos comenzamos también.

Siempre dije que agradecía que tanto los entrenadores como los jugadores me aceptaran, me ponía en el lugar de jugador, donde siempre experimentó que lo entrenara un hombre, jugara contra hombres y lo dirigiera un hombre, y encontrarse que una "mina" le diga lo que tenía que hacer en la cancha es difícil de aceptar, sin embargo siempre me trataron con muchísimo respeto.

PRAVDA (PT): Jogaste ráguebi nas categorias de base? Quanto acho que ia ser bem mais importante com o apito na boca, ministrando justiça no gramado?

PRAVDA (ES): ¿Jugaste rugby en formativas? ¿Cuando entendiste que ibas a ser mucho más importante con el silbato en la boca, administrando justicia en el césped?

LAUREANA (PT): Nunca na vida pulei em campo como jogadora.e na hora que comecei ministrar aulas de ráguebi infantil e árbitro não tinha ainda ráguebi feminino em Mar del Plata. Faz quatro anos decidi montar o primeiro time da cidade mas sempre com o uniforme de treinadora. Na verdade, não fico cativada pela idéia de jogar ráguebi pois minha agenda é puxada mesmo e iria impedir encontros com uma turma para treino nenhum. Além disso a gente possui uma lesão cervical faz muitos anos que impede que faça esportes de contato físico. Acredito que o negócio da arbitragem ia continuar um passo na frente quanto a treinar ráguebi.

LAUREANA(ES): No, nunca fui jugadora, de hecho cuando comencé a enseñar rugby infantil y referee no había rugby femenino en Mar del Plata, y hace 4 años tomé la iniciativa de formar el primer equipo de la ciudad pero siempre actuando como entrenadora, la verdad que no me atrapa la idea de jugarlo por mis tiempos me sería imposible reunirme con un grupo para entrenar, pero además tengo una lesión cervical de hace muchos años que me imposibilita hacer deportes de contacto, y la verdad que el referato seguiría ganándole a las ganas de practicarlo.

PRAVDA (PT): Espelhos? Referências? Houve instantes marcantes?

PRAVDA (ES): ¿Espejos? Referencias? Hubo instantes que te marcaron?

LAUREANA (PT): Houve uma hora "H" que foi marcante para mim pois assim que a gente começou aprofundar na tarefa de árbitro, no primeiro ano junto aos M-15, participei de um curso para árbitros que teve como palestrante ao Osvaldo "Tano" Ciarrocchi, nesse preciso instante, Árbitro Manager da UAR (União Argentina de Rugby) que salientou que era uma pena mesmo que todo curso que ele tomava parte não tinha mulher nenhuma assistindo. Perante os comentários do painel que eu estava ministrando justiça nos jogos oficiais dos M-15, dia seguinte foi conferir meu agir em campo, que foi um grandíssimo prazer. No finalzinho do primeiro tempo ele fico bem perto da gente e confirmou que ele tinha percebido que quanto aos regulamentos do ráguebi conhecia um bocado mas que de olho na segunda metade ficasse com sorriso aberto e mostrasse para ele que estava curtindo a toa o jogo pois esse é o grande objetivo do árbitro e caso eu curtisse desse jeito, com certeza ia abraçar o ráguebi para sempre. Foi ele que logo me convidou participar dos torneios argentinos de juniores e me colocou acima dos  trilhos para que continuasse com o Sul-Americano Feminino de Seven de mãos dadas junto ao Jorge "Turco" Cohen. A partir desse instante fui conhecendo muitas pessoas em diferentes áreas que foram me dando possibilidades para continuar me envolvendo e capacitando no ráguebi. O primeiro de todos esses "mestres" que hoje continuam de olho no meu dia-a-dia profissional tentando impulsionar-me ainda mais foi o meu primeiro "professor" o Martín Urribarri, quem foi hóspede maravilhoso nas aulas que ele ministrava, integrando-me como mais uma nessas turmas e oferecendo-me as mesmas possibilidades para evoluir que a o resto.

LAUREANA(ES): Hubo una parte de mi historia que me marcó en el sentido que cuando empezaba a capacitarme como referee y ante mi primer año de experiencia con los M15, hubo un curso de referees en el cual el disertante era Osvaldo "tano" Ciarrocchi, en ese momento Referee Manager de la UAR (Unión Argentina de Rugby), el mismo al encontrarse entre los oyentes una mujer hizo referencia a que bueno encontrarse en cada curso que daba en el país al  menos una mujer interesada en capacitarse, pero que era una lástima que ninguna se animara, ante la respuesta de toda la mesa que yo estaba dirigiendo partidos oficiales de M15 se dispuso al día siguiente ir a verme, y para mi fue un placer enorme, ya que me dijo al término del 1er tiempo que le había demostrado que sabía el reglamento, pero que en el 2do tiempo me dibujara una sonrisa y le demostraba que también me divertía dirigiendo porque ese era el principal objetivo de un referee, y si yo me divertía en lo que hacía no iba a abandonarlo jamás. Él mismo fue quien me convocó luego a Torneos argentino de menores, y me abrió el camino a continuar con el Seven Sudamericano Femenino de la mano de Jorge "turco" Cohen, y así fui conociendo muchas personas que en sus respectivos roles fueron brindándome posibilidades para seguirme desenvolviendo y capacitando. Y el primero de todos estos capacitadores y quien hoy día a día sigue mis pasos e impulsándome a avanzar más, es mi primer desarrollador Martín Urribarri, quien me recibió en sus clases y jamás me hizo alguna diferencia por ser mujer, me integró como uno más entre sus dirigidos y hasta las mismas posibilidades de crecimiento.

PRAVDA (PT): Quando virou árbitro na Argentina? Quando virou internacional? Lembra os primeiros jogos nas duas categorias?

PRAVDA (ES): ¿Cuándo tuviste la designación de árbitro en la Argentina? ¿Cuándo internacionalmente? ¿Recordás los primeros partidos en ambas instancias?

LAUREANA (PT): A minha primeira participação foi em um Seven Internacional Masculino em 2003, que por incrível que pareça aconteceu na minha cidade. Nessa oportunidade fiquei como árbitro assistente. Em uma beira, experiência fácil pois fiquei com a estive como bandeirinha mas na outra, o público do estádio, na grande maioria, população de Mar del Plata e muitos deles do meu clube do peito, eles gritavam o meu nome e isso fez que ficasse muito nervosa além de orgulhosa claro. Logo veio a minha participação no Torneio Argentino Masculino Júnior 18 - 20 anos que foi uma grandíssima experiência pois fui árbitro numa categoria ainda mais velha dessas que sempre ministrei justiça. Muitos árbitros focaram a atenção na minha gestão e ajudaram corrigir os meus erros. Logo, o primeiro pulo fora da divisa foi maravilhoso. Ganhei vaga de árbitro representante a Argentina no Primeiro Seven Sul-Americano Feminino na Venezuela, coroando essa grande experiência tendo o privilégio de ser árbitro na final entre Venezuela e o Brasil.

Toda experiência com árbitro na minha carreira exprimiu ensino incrível, fez com que ficasse em contato com muito pessoal fora que ainda hoje mantêm amizade além da distância e a gente explode de felicidade assim que voltamos encontrarmos.

No torneio argentino Junior percebi que foi uma grande oportunidade de progredir e tinha a grande chance de ficar com essa vaga que pela primeira vez tinham me oferecido. Preciso remarcar quanto foi importante o "Tano" Ciarrocchi que acreditou na gente e agüentou tudo por ter dado uma chance a uma mulher desbancando um homem com maior experiência que a minha.

Ele o outros acreditaram na minha gestão. Agradeço todos eles que suportaram tudo e derrubaram as tradições de uma sociedade feita para homenzarrões. 

Eles me deram essa oportunidade que estava precisando e eu felizmente fez que tudo acabasse dando certo sempre. Extremamente satisfeita pelas conquistas e pelo progredir constante na procura de objetivos.

LAUREANA(ES): Mi primera participación fue en el Seven Internacional Masculino de 2003 que casualmente fue en mi ciudad, allí estuve como Juez Asistente, fue fácil por solo estar con la bandera pero muy fuerte ya que el público del estadio en mayoría marplatenses y muchos de ellos gente de mi club que gritaban mi nombre y me ponía muy nerviosa y orgullosa al mismo tiempo, luego le siguió la designación del Torneo Argentino Masculino de Menores de 18 y 20, donde fue una experiencia fuertísima por dirigir una edad mayor a la que acostumbraba y observada por muchos otros referees que me ayudaron en corregir errores. La prImera salida del país fue increíble, cuando fui designada como referee representativa de Argentina al Primer Seven Sudamericano Femenino en Venezuela y para poner la frutilla de semejante viaje tuve el honor de dirigir la final del mismo entre Venezuela y Brasil.

Cada experiencia de mi historia como referee me dejaron enseñanzas increíbles, me llevó a conocer gente con que la que hoy en día mantengo una amistad a la distancia y los torneos que me han llevado a reencontrarlas me llenan de mayor felicidad.

En el Argentino de Menores me di cuenta que estaba teniendo una gran oportunidad de crecimiento, y que estaba ocupando un lugar que por primera vez se ofrecía, sin dudas quien ahí se la jugó completamente fue el "tano" Ciarrochi, quien me convoco y hasta ha sido cuestionado de darle lugar a una mujer y no otro referee con mayor capacidad que la mía, pero cada una de las personas que en algún momento me dieron una oportunidad sobre otros sin dudas demostró la hombría de enfrentarse a las costumbres machistas de la sociedad y me brindaron la voluntad de enseñarme a progresar,  hoy en día me siento muy satisfecha de no haberles fallado y haber continuado en el camino de avanzar en objetivos.

PRAVDA (PT): Quanto é importante participar de um torneio como o "Valentín Martínez Nin" em Montevidéu que reúne grande parte do melhor ráguebi Sul-Americano nas categorias de base? Pelo fluxo de visitantes.....e pelo apoio dos colegas mais experientes e até instrutores internacionais?

PRAVDA (ES):  ¿Qué relevancia tiene participar de un torneo como el "Valentín Martínez Nin" en Montevideo que reúne parte del mejor rugby sudamericano en formativas? Por el flujo de visitantes y ¿por el apoyo de los colegas más experimentados y hasta los instructores internacionales?

LAUREANA (PT): Você está certo. Trata-se de uma chance única de ministrar justiça em jogos com inúmeras variáveis, compartilhar e intercambiar conhecimentos seja com quem for, árbitros, treinadores e após o apito final seguem bate-papos que envolvem o olhar dos jogos, como eles perceberam o jogo acabou acontecendo. Imagina só....em um mesmo clube, encontrar times e árbitros de Chile, Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai é ímpar. Mínimo isso não acontece em outros torneios dos quais tenho participado. Na minha especialidade que só tenho o privilégio de dirigir as categorias juniores masculinos todas agora acrescenta o fato de reunir aos melhores times de Seven Feminino desses países e faz bem para aprimorar o rendimento de olho nos Sul-Americanos que jogam-se alguns meses depois, porém conheço aos times e o agir deles em campo.

Uma grande porta foi aberta para mim com a minha participação no Torneio "Valentín Martínez Nin", valorizando os outros eventos mas foi a primeira vez que um representante da IRB (International Rugby Board) ficou de olho na gente. O Carlos Molinari da CONSUR (Confederação Sul-Americana de Rugby) além do Bernd Gabbei - Desenvolvedor de árbitros Femininos da IRB.  Eles focaram a atenção na gente jogo por jogo e apresentaram relatório da minha performance para ser considerada como árbitro em desenvolvimento de olhos nas próximas designações para o Mundial de Seven Feminino em Dubai 2012.

Desta forma fiquei submersa numa capacitação ainda mais dura e monitorada por Carlos Molinari que já começou assim que cheguei na minha cidade após o "Valentín Martínez Nin". Agora vou ter que aprimorar o estado físico tentando passar os testes de Fevereiro e Junho, ficar localizada na quadra de jeito estratégico e falar o inglês bem mais fluentemente.

Já tinha dito, lembra? A grande porta se abriu para mim e não vou deixar sequer encontrá-la até dar esse grande mergulho nesse mundo incrível.

LAUREANA(ES): Como bien lo decís, es la oportunidad de dirigir partidos con enormes variantes de juego, compartir e intercambiar conocimientos tantos con otros referees como entrenadores con los que al final de cada partido charlas de como vistes el juego y como se me vio de afuera, pensar que en un solo club te encontrás con equipos y referees de Chile, Paraguay, Brasil, Argentina y Uruguay es algo único, al menos no me ocurre en ningún otro torneo de los que he participado y para mi especialidad no sólo tengo el gusto de dirigir todas las categorías menores masculinas sino que además convoca a los mejores equipos de seven femenino de estos mismos países, lo cual me sirve para una puesta a punto para los sudamericanos que se juegan en los meses siguientes y de esa manera ya voy conociendo los equipos y el tipo de juego de cada uno.

Este Valentín Martínez Nin me abrió la gran puerta, sin desmerecer las demás porque cada una siempre tuvo un escalón que ascender, pero ahora fui vista por primera vez por un representante de la IRB (Internacional Rugby Board), por un lado Carlos Molinari de CONSUR (Confederación Sudamericana de Rugby) y también Bernd Gabbei Desarrollador de Referees femeninos de IRB, ellos me hicieron un seguimiento partido a partido y presentaron un informe de mi performance para ser considerada como referee en desarrollo para ser considerada entre las próximas designaciones al Mundial de Seven Femenino en Dubai 2012. De esta manera ahora me sumerjo a una alta capacitación monitoreada por Carlos Molinari, la cual ya comenzé en bien regresé a mi ciudad en la cual debo entrenar más mis cualidades físicas para pasar los testeos de febrero y junio, mejorar posicionamientos de la cancha y hablar inglés mucho más fluido. Y bue, como te decía al principio se me abrió una gran puerta la cual no voy a dejar cerrar hasta que esté dentro de semejante marco.

PRAVDA (PT): Se sente respeitada nas quadras pelos raguebistas e as duas torcidas? Acontece no rúgbi ou fica mais perto das torcidas de futebol do Continente? O nível social do ambiente do ráguebi é bem mais alto no mundo todo quanto ao futebol, claro?

PRAVDA (ES):  ¿Te sentis respetada en los campos de juego por los rugbistas y por las hinchadas? ¿Eso también sucede en el rugby o es privilegio del fútbol del continente? ¿El ambiente del rugby es superior socialmente al del fútbol en el mundo?

LAUREANA (PT): Fui respeitada sempre. No início tive erros, sei disso, foram vários como acontece no inícios das carreiras. Ainda continuo tendo erros pois temos muito para aprender pela frente. Não há arbitro perfeito mas levando em consideração esses comentários me senti muito respeitada sempre. No meu pais os árbitros de futebol não são respeitado quanto os de ráguebi. Não tem nada ver uma situação com a outra. Acho que não da sequer para comparar. Tudo mundo sabe que os árbitros somos aqueles que contribuem com o jogo e estou querendo dizer que a gente não cobra dinheiro nenhum por apitar. Alguns ganham apenas uma graninha miúda para cobertura dos gastos mínimos, ou seja, a viagem até a quadra e no meu caso, na União de Rugby de Mar del Plata sequer essa graninha pois o respeito não passa por levar uma verba no bolso. Sabemos que, contribuímos com o ráguebi. Muitos deles até tem pendurado as chuteiras e seguraram a responsabilidade da arbitragem. Há consciência que sem árbitro não á jogo porém cuida-se muito a imagem do árbitro.

Quem sabe um dia o futebol teria que ficar sem árbitros para eles perceberem quanto são importantes mas tudo bem....vamos lá...não sou apaixonada pelo futebol. Esse é "Problema do futebol".

Na verdade, no ráguebi tem acontecido situações ruins com os árbitros mas entidades e comissões disciplinares desenvolvidas tem punido os responsáveis para eles não esquecer mais nunca. Nestes casos é punido tanto o jogador quanto o clube porém todos cuidam do espírito esportivo do ráguebi.

LAUREANA(ES): Siempre me sentí respetada, como te decía al principio soy consciente que he cometido muchos errores, como todos cuando recién se empieza, y hoy en día los sigo cometiendo porque nunca se termina de aprender y no existe un referee perfecto, pero así y todo siempre fui respetada, en mi país a los referees de futbol no se los respeta como a los de rugby. Tenemos una cultura totalmente diferente, no lo veo ni comparable, se sabe muy bien que los referees somos colaboradores del juego, con esto me refiero que ni siquiera se cobra por dirigir, algunos gozan de viáticos para cubrir los gastos mínimos que exige viajar o llegar a una cancha. En mi caso en la Unión de Rugby de Mar del Plata ni eso, pero el hecho de ser respetados no pasa por el cobro  de un viático, sino que tenemos inculcado que somos colaboradores lo cuales la mayoría un día decidieron dejar de jugar para tomar un silbato, y si no hay un referee no puede haber partido por lo que por eso mismo la figura del referee es tan cuidada.

Quizás al futbol le haría bien que algún día le falten los jueces del partido para darse cuenta que hay que cuidarlos, pero sinceramente no es un deporte que a mi me interesse por lo cual "allá ellos". En el rugby a veces suceden hechos que han denigrado a um referer, no te lo voy a negar, pero hasta el momento siempre me enteré que las entidades y las comisiones de disciplina se han hecho muy bien cargo de que se ponga la penitencia suficiente para que no vuelva a ocurrir, y en estos casos lo sufre tanto la persona que haya intervenido como el club al cual representa, de esta manera todos somos partícipes de cuidar el espíritu deportivo del juego.

PRAVDA (PT): E de Mar del Plata da gema...foi na torcida argentina no último Pré-Olímpico de basquete nessa cidade no finalzinho de agosto e início de Setembro retrasado?

PRAVDA (ES): Sos marplatense hasta los huesos. ¿Fuiste a ver los partidos de Argentina en el reciente Preolímpico de Básquetbol de Mar del Plata que sucedió a finales de agosto e inicio de setiembre?

LAUREANA (PT): Nasci em um povoado, chamado Rauch, distante 340 km de Mar del Plata e com apenas 20 dias de vida a família se mudou rumo "A Feliz", (do jeito que se conhece a cidade de Mar del Plata). Sou fã do esporte em geral e tento assistir todo torneio de importância que houver. É um grande orgulho morar em uma cidade que hospeda eventos esportivos de importância, bem mais sendo funcionária de um clube (Club Atlético Once Unidos) que possui grandes estádios poli-esportivos que faz possível ter confrontos pela Liga Nacional de Basquete e vôlei assim que a gente volta do batente.

Acabou de acontecer o Pré-Olímpico de Basquete Mar del Plata 2011 (de 30 de Agosto à 11 de Setembro) e tive a possibilidade de assistir aos treinos dos melhores times no clube no qual trabalho diariamente pois o novo assoalho foi inaugurado lá. No horário dos jogos oficiais do torneio fiquei trabalhando sempre fora um dia só que nos deram a chance de assistir. Eis aí o comentário risonho. Nos dias prévios fui encarregada de distribuir bilhetes grátis para os sócios do clube no próprio clube. Cheguei na arquibancada e todos os meus conhecidos lá.....todos eles agradecendo aqueles ingressos que déramos e felizes por encontrar me nesse jogo.

Daqui para frente e só imaginar....pulo inicial e o ala-pivô argentino, Andrés "Chapu" Nocioni cai no assoalho lesado no tornozelo. O olhar dos meus conhecidos apontando todos na gente...a piadas começaram pois todos dizeram que tinha sido responsável dessa situação (em uma boa pois o meu relacionamento com todos eles é ótimo). Até essa data, essa rodada, a seleção argentina foi invicta, tudo tinha dado certinho e nessa oportunidade que a Laureana foi no Estádio, que azar....Argentina perdeu o primeiro jogo do Pré-Olímpico. Minha promessa foi que não ia voltar no Estádio para o torneio e Argentina logo classificou primeira para Londres 2012 (risos).

LAUREANA(ES): Nací en Pueblo llamado Rauch, a 340 km de Mar del Plata, pero tan sólo a los 20 días de vida se hizo efectivo nuestra mudanza a "la Felíz" (nombre con que se distingue Mar del Plata), soy una amante del deporte en general, trato de ver cuanto evento deportivo de gran magnitud se desarrolla, me da mucho orgullo vivir en una ciudad que alberga muy a seguido torneos de importancia, y más aún que trabajo como administrativa en un club (Club Atlético Once Unidos) que cuenta con impresionantes estadios polideportivos, lo cual me permite con mayor facilidad ver la Liga Nacional de Basquet y de Voley al término de cada jornada laboral, y tantos otros espectáculos deportivos.

Cuando se juegó el Preolímpico de Basquet tuve la posibilidad de ver pasar cada uno de los equipos entrenándose en el club donde trabajo, casualmente se había inaugurado el nuevo polideportivo con un piso de calidad exelente, de modo que los mejores equipos entrenaron allí, en los horários de los partidos me encontraba trabajando, pero me dieron el permiso de ir a ver uno de los más importantes y acá viene la anécdota divertida, durante esos días me había encargado de repartir entradas grátis para nuestros sócios, por lo que al llegar a la platea me encontre todo el público de mi club, que me agradecían las entradas y les alegraba que yo pudiera aprovechar un día de ir, empieza el partido, salto del "chapu" Nocioni, cae al piso, esguince de tobillo. No te puedo explicar las miradas que me hicieron los chicos y al instante me trataron de "yeta" (por supuesto que em términos de chiste, porque tengo una relación buenísima com todos), hasta ese día a nuestro selecionado argentino todo le había salido de mil maravillas, habían ganado todos los partidos, pero pasó que fue Laureana por única vez a ver un partido y para cerrar la anécdota perdieron el partido. Por lo cual prometí no volver a la cancha y que terminaran de la mejor manera posible, jaja.

PRAVDA (PT): Os Pumas? Hugo Porta? O Museu do ráguebi em Buenos Aires? Onde fica?

PRAVDA (ES): ¿Los Pumas? ¿Hugo Porta? ¿El Museo del rugby en Buenos Aires? ¿Dónde queda?

LAUREANA (PT): Tendo morado a vida toda em Mar del Pata não consegui encontrá-los ao vivo e as cores, mas assim que voltamos do 2º Seven Sul-Americano Feminino no Brasil aconteceu mais um fato risonho. Descendo com as meninas pela escada mecânica do Aeroporto, achamos que as nossas bagagens estavam nas esteiras e pulamos até lá....essas bagagens não eram as nossas, eram dos "Pumas" que também voltaram de um Test Match da Itália e tinham feito pouso em um vôo anterior ao nosso. Foi ímpar, tiramos fotos juntos e eles parabenizando as meninas pela Prata conquistada. Com essa atitude acho que mostraram a valia deles e acabou sendo o primeiro encontro pessoal com eles.

Ano retrasado assisti um treino deles na prévia ao Test Match que jogaram em Mar del Plata perante a Escócia . Aí fiquei orgulhosa mesmo por ter tirado fotos com vários deles, lembrança e tanto que guardo na gaveta.

Quanto ao Hugo Porta só poderia dizer que tenho assistido aos vídeos, reportagens e fotos. Tendo completado 30 anos ainda não consegui aquele encontro ao vivo com ele mas acho e todos os argentinos achamos que é ícone do ráguebi de nosso país.

Do mesmo jeito ainda não conheço o Museu do Rúgbi de Buenos Aires mas vou conhecê-lo daqui a pouco, pode ter certeza disso.

LAUREANA(ES):  Al vivir en Mar del Plata no tengo mucha oportunidad de conocerlos personalmente, pero así fue cuando regresamos del 2do Seven femenino Sudamericano en Brasil, lo cual casualmente nos encontramos en el aeropuerto, otra anécdota graciosa, estábamos bajando con las chicas por las escalera mecánicas cuando vimos que por la cinta ya estaban pasando nuestros bolsos, apuradas llegamos y vimos que del otro lado los estaban bajando, pero resulta que no eran los nuestros, eran los Pumas que volvían de un Test Mach de Italia y habían bajado de un vuelo anterior al nuestro, fue un momento increíble, sacándonos fotos, ellos halagando el 2do puesto conseguido por las chicas, lo vivimos como un gran acto de grandeza que resaltaran el logro de las pumas y por primera vez de una manera coincidente nos reuníamos con ellos.

El año pasado fui a verlos al entrenamiento previo al test mach que se jugó en Mar del Plata frente a Escocia, ahí si tuve la enorme satisfacción de sacarme fotos con varios de ellos y es un recuerdo muy lindo que guardo entre mis cosas.

De Hugo Porta sólo puedo mencionar el ver vídeos del recuerdo, fotos y entrevistas, con mis 30 años no he logrado tener el gusto de conocerlo personalmente, sin dudas es el emblema que considero como todos los argentinos. De igual manera con el Museo del rugby en Buenos Aires, tampoco he podido conocerlo, pero seguro no me faltara oportunidad.

PRAVDA (PT): De grão em grão a galinha enche o papo mas....qual é o próximo objetivo? No Rio de Janeiro 2016 é a estréia do ráguebi Olímpico? Seduz? Ainda vai ser nova e muito experiente.

PRAVDA (ES): Todo de a poquito pero.... ¿Cuál es tu próximo objetivo? ¿Rio de Janeiro 2016 que será el debut del rugby Olímpico? ¿Te seduce? Todavía serás joven y muy experimentada.

LAUREANA (PT): Sempre coloquei os meus alvos bem pertinho, ao alcance sabe....fico apavorada perante a possibilidade de colocar marcações muito distantes no calendário. Por enquanto, alvos bem próximos e se tudo der certo no futuro, bem-vindo então.

Hoje uma grande porta acabou de abrir-se na minha frente, esse sonho de participar No Sevem Mundial de Dubai. Tomara aconteça mas também estou na real e sei que tenho muita tarefa ainda pela frente para alcançar esse alvo. Caso não consiga atingir o objetivo vou ficar satisfeita pelo esforço feito na procura dele pois mesmo desse jeito iria ser mais um degrau no progredir da minha carreira que vai deixar ensino interessante. Os Jogos Olímpicos, ia ser maravilhoso, bato um papinho quase de jeito constante com um professor de natação que teve o privilegio de participar e contagia esse entusiasmo todo para que consiga alcançar esse alvo. Compartilha as experiências com inúmeros esportistas, diretorias e árbitros dos esportes todos e isso me faz sentir importante e fico com grande vontade de participar. Essa marcação é em 2016 acho distante...a primeira escala em 2012 está bem mais próxima.

LAUREANA(ES): Siempre fui de proponerme objetivos a corto plazo, me da miedo pensar en cosas muy lejanas o imposibles, trato de proyectarme hacia lo inmediato y si luego las cosas suceden para llegar más lejos bienvenido sea. Hoy en día se me abrió esta gran puerta, sueño con que ese objetivo de participar en el Seven Mundial de Dubai se cumpla, pero también soy realista que tengo muchísimo que trabajar para lograrlo, y si así no sucediera me sentiría feliz de haberlo intentado y que seguro algo más en mi carrera de aprendizaje me aportará. Los Juegos Olímpicos sería grandioso, no dejo de hablar con un profe de natación que tuvo el placer de estar y me vive contagiando de entusiasmo para que llegue, me cuenta sus experiências de compartir con tantos deportistas, dirigentes y jueces de todos los deportes y eso me hincha mucho el pecho y me crea terribles ganas de estar, pero como te decía antes el 2016 todavía lo veo muy lejos, primero pensemos en el 2012.

PRAVDA (PT): Os maiores eventos nos quais tomou parte como árbitro? Como torcedora do ráguebi? Presidente....Presidenta....árbitro...árbitra....acha essa nomeação justa?

PRAVDA (ES): ¿Los grandes eventos en los que tomaste parte como árbitro? ¿Cómo hincha del rugby? Presidente....Presidenta....árbitro...árbitra....¿crees justa esa denominación?

LAUREANA (PT): Vamos tocar então....vamos devagar...primeiro cronologia pura. Em 2000 deu início como a primeira mulher treinadora de ráguebi infantil em Mar del Plata, no Biguá Rugby Club. Ainda em 2000 em um roteiro em fim de ano assisto ao primeiro jogo dos "Pumas" perante a Irlanda no Estádio do Ferro-carril Oeste de Buenos Aires. Foi nessa viagem que esclareci que já não ia ficar distante a bola oval e das crianças as quais ministrava aulas de um esporte novo para mim que chamava se RUGBY 2001. Virei preparadora física dos M-19 no meu clube e comecei capacitar-me ainda mais para entender o esporte. Por convite participei dos painéis dos árbitros da União de Rugby de Mar del Plata que aconteciam toda Segunda

Em 2002 deu início a minha carreira como árbitro (não gosto da palavra "árbitra" fora que fala-se na gramática castelhana é correta e poderiam usar-se as duas opções). Embora,gosto bastante da palavra "presidenta", que sabe tendo acostumado o ouvido faz alguns anos tendo uma presidenta mulher na Argentina com a Cristina Fernández de Kirchner na liderança do país).

A partir dessa data chegaram em cachoeira todos os Seven Sul-Americanos, Campeonatos Argentinos, Seven Internacionais, Nacionais de clubes, Torneios restritos internacionais juniores. Veja só....passaram muitas coisas no decorrer dos últimos 9 anos na arbitragem, seja como árbitro central quanto bandeirinha. Foi todo positivo e contribui bastante mostrando que estou me apaixonando a cada dia mais pela minha tarefa.

LAUREANA(ES): Haber pongámosle orden cronológico: 2000 me iniciaba como la primera entrenadora de rugby infantil en Mar del Plata, en Bigua Rugby Club, en el  mismo año y como Gira de fin de año veo mi primer partido de Los Pumas con Irlanda en la cancha de Ferro en Buenos Aires, en ese viaje me convencí que no quería alejarme de la ovalada y los chiquitos a los que les empezaba a enseñar un deporte nuevo para mi que se llamaba RUGBY. 2001 me convertía en preparadora física de los m19 de mi club y empezaba a capacitarme más para entender el juego y por invitación caigo a la mesa de charla de los lunes de los referees de la Unión de Rugby de Mar del Plata. 2002 me inicio como árbitro (la palabra árbitra no me gusta como suena, aunque dícese estar bien la denominación de las dos maneras, en cambio la palabra presidenta si me sienta bien, o quizás sea por la costumbre que tenemos en Argentina con tantos años de mandato de nuestra Presidenta Cristina Fernández de Kirchner). A partir de ahí sucedieron todos los Seven Sudamericanos, Campeonatos Argentinos, Seven Internacionales, Nacionales de Clubes, Torneos reducidos internacionales de menores. En fin, pasaron muchísimas cosas en 9 años de referato tanto como árbitro de cancha  como juez asistente, todo me dejó algo, y principalmente una inmensa pasión por todo lo que hago.

PRAVDA (PT): Tirou muita foto com famosos do ráguebi internacional ou fica sob pressão como árbitro?

PRAVDA (ES): ¿Te sacaste muchas fotos con famosos del rugby internacional o te limita ser árbitro?

LAUREANA (PT): Incomoda bastante claro. Acho que não é legal ficar nesse desespero todo por tirar uma foto com famosos do ráguebi ou pedir autógrafos. Caso acontecer prefiro que seja sendo mais um do público. Na hora que fui num treino dos Pumas em Mardel (Mar del Plata), sequer levei uniforme nem nada que me identificasse com a minha função de árbitro. Não falei do assunto. Tirei fotos como mais um fã deles.

LAUREANA(ES): Y si, me pesa un poco, creo que no queda bien visto que me muestre indiscreta pidiendo fotos, autógrafos y demás, en todo caso lo hago en momentos en que me presento como una espectadora más, como cuando fui al entrenamiento de los Pumas en Mardel (Mar del Plata), ni siquiera llevé puesto nada que me identificara como referee y ni se los mencione, simplemente me saqué fotos como una seguidora más. 

PRAVDA (PT): Em oportunidades alguns dos jogadores ou torcedores mandou você fazer a faxina em casa? Mesmo como piada? Sem divulgar o nome....alguém pediu o celular ou falou: Laureana....quanto você é linda!!! Piada ou não....tanto faz...

PRAVDA (ES): ¿Te há tocado que algun jugador o hincha te mandara a lavar los platos? Aunque más no sea como broma. Sin quemarlo....alguien te pidió el celular o te dijo: Laureana.....por favor que linda que sos !!! En tono de broma o no....no importa...

LAUREANA (PT): Sorridente. Mandaram sim...fazer crochê. Mesma coisa? Vamos lá...

Foram os meus primeiros jogos nos juniores de 15 anos. Comercial vs. Pueyrredón. O treinador do Pueyrredón já tinha dito que não gostava que os jogos fossem dirigidos por uma mulher, até tinha menosprezado a minha tarefa com alguns comentários e acho que foi quase de propósito que fui designada como árbitro para esse jogo. Ele não parou de gritar no decorrer do confronto todo, encaminhando comentários para os seus jogadores mas mandando alguma "porrada" para minha arbitragem.  Lembro que ele falou o seguinte: Continuem que não percebe nada, joga que é de graça. (e não tinha vantagem nenhuma), logo pulou no gramado para conversar com os jogadores do time, interrompendo o jogo até que pedi que saísse longe da quadra e foi nesse instante que ele gritando e gesticulando pediu que fizesse crochê. Felizmente foi crochê, caso tivesse mandando fazer a faxina poderia ter virado brava mesmo (risadas). Assim que o jogo acabou (foi bem difícil agüentar),  chegaram alguns comentários estilo ameaças. Fiquei super tranqüila assim que o Presidente do clube anfitrião, o Comercial e os pais dos jogadores do Pueyrredón se aproximaran pedindo desculpas pelo momento ruim que tinha suportado confirmando que iam conversar do assunto com o Presidente do clube tendo como objetivo remediar a situação.

Logo apresentei o meu relatório do jogo e ele foi suspenso pela União por 4 meses como responsável dessa categoria. Mais logo soube que o próprio clube retirou ele da chefia da categoria pelo ano inteiro. Isso fez que soubesse do apoio que a gente tinha além de oferecer certezas para continuar nessa tarefa. Fora ter dado aquele gole amaro, com intercâmbio de comentários no decorrer de quatro anos, houve um encontro no clube Pueyrredón em um Terceiro Tempo em um jogo Regional de 1ª. Divisão, enfiando o microfone na boca pediu que o desculpasse por aquele erro do passado, dizendo que ele tinha percebido que eu não tinha errado na hora da escolha tomada vestindo o uniforme de árbitro. Acabou me presenteando com lembrança do clube. Fiquei grata com o agir dele. É apelidado: de "Pochola".

Alguns anos depois além desse momento duro que tive que agüentar, percebi a valia dele reconhecendo aquele erro e fazendo o público. Acho que só no ráguebi poderia acontecer coisa semelhante. 

Na outra beira, me honrou bastante o seguinte:

Foi em um confronto nos Jogos Inter-universitários, os rivais Universidade de La Plata e Universidade del Oeste. Um jogador de La Plata fica beneficiado com um penal, sobraça a oval e fica bem perto da gente para continuar o jogo, perguntando logo: Agorinha, quais são as minhas escolhas?

Como tinha acontecido inúmeras oportunidades achei que ele estava testando a minha capacidade como árbitro.. Foi então que lhe respondi. Pode jogar com os colegas do time, chutar fora ou no "H".

Logo veio a resposta dele....com gesto cativante ele disse: Achei que ia ter a chance tomar um cafezinho contigo mais logo....não está no cardápio meu?

Virei vermelhão mesmo e nesse sufoco de risadas dos colegas e rivais do moço: respondi: Joga cara, joga !!!

Ainda hoje fico com vergonha na hora que faço este comentários mas de todas acho que foi a mais engraçada.

LAUREANA(ES): ja-ja-ja, me mandaron a tejer, ¿será lo mismo? Te cuento la anécdota:

Eran de mis primeros partidos de Menores de 15 años, Comercial vs Pueyrredón, el entrenador de Pueyrredón ya había advertido que no le simpatizaba la idea que le dirigiera sus partidos una mujer, me había menospreciado con ciertos comentarios, y creo que más a propósito me designaron este partido. El hecho es que no dejó de gritar durante todo el partido, siempre hablándole a su equipo pero en realidad refiriéndose hacia mi referato con comentarios como "sigan que no ve nada, jugá que es gratis (y no había ninguna ventaja)", luego metiéndose a la cancha a hablar con sus jugadores e interrumpirme la continuidad de juego, hasta que lo mandé a retirarse de las inmediaciones de la cancha y ahí fue que con gestos y a los gritos "me mandó a tejer", decí que fue eso y no "a lavar los platos" sino me hubiera enojado en serio (ja-ja). Luego del partido, que fue dificilísimo de sobrellevar, vino con cuestionamientos amenazantes, pero todo me dejó mucho más tranquila cuando el presidente del club local (comercial) y los propios padres de Pueyrredón vinieron a disculparse por el mal momento que había pasado y asegurarme que hablarían con los dirigentes para remediar la situación, presente mi correspondiente informe el cual le suspendieron por 4 meses como encargado de división por parte de la Unión, y luego me enteré que su proprio club le había retirado la división por todo el año, eso me demostró el respaldo con el que contaba y me dio mucha seguridad de querer continuar. A pesar del mal trago de ese momento y varios cruces con comentarios adrede, pero al cabo de 4 años de aquella ocasión nos encontramos en su club, y durante un 3er tempo de un partido regional de primera división con micrófono de por medio se disculpó por el error cometido años atrás y que el tiempo le había demostrado que yo no me había equivocado en el camino que había tomado y me entregó un recuerdo de su club. Esta persona que terminó ganándose mis respetos le llaman "pochola"

A pesar de haber pasado un mal momento en su oportunidad no dejé de destacar la hombría de con el tiempo reconocer un error y hacerlo bien en público. Esas son las cosas que a veces creo que sólo en el rugby ocurren.

La otra anécdota más halagadora fue:

Se estaban jugando los Juegos Interuniversitarios y ante um partido entre la Universidad de La Plata y la Universidad de Oeste, un jugador de La Plata se ve beneficiado con un penal, toma la pelota y al acercarse a mi para jugarla me pregunta: que opciones tengo?, considerando como tantas veces que me estaba poniendo a prueba  mis conocimientos reglamentarios le contesto: podes jugarla a tus compañeros, patear afuera o pedir palos, y con un gesto muy conquistador me dice: "¿....y la opción de tomar un café más tarde con vos no está?, a lo que tremendamente sonrojada y viendo las risas de los jugadores de ambos equipos simplemente le conteste: dale, jugá!

Hoy em día me sigue causando vergüenza contarlo, pero creo que de todas las anécdotas de este tipo fue la más graciosa.

PRAVDA (PT): A diferença entre um árbitro central e uma bandeirinha? O que mais gosta? Por quê?

PRAVDA (ES):  ¿Cuál es la diferencia entre un árbitro central y una línea?  ¿Qué es lo que más te gusta? ¿Por qué?

LAUREANA (PT): Olha só....o árbitro central ia ser o árbitro no gramado e os lines, chamam-se árbitros Assistentes, todos eles contribuem no progredir do jogo. Os assistentes tem como função nem só cuidar as linhas percebendo quanto a oval sai fora do retângulo de jogo. Eles também intervêm com comentários preventivos e coordenando com o árbitro principal, pode encaminhar comentários de tudo aquilo que o árbitro central não tivesse certeza absoluta na hora de apitar.

No meu caso adoro as duas funções. Vai depender da minha capacidade as designações que vou ganhar. Como não ministro justiça na 1ª. Divisão Masculina, orgulha me ser assistente e quanto trata-se de ajudar a um árbitro de muita valia maior ainda esse orgulho.

LAUREANA(ES): Bueno, el árbitro central sería el Referee de cancha y los lines se les llama Jueces Asistentes, todos colaboran en el juego, los asistentes tienen la función no sólo de cuidar las líneas para determinar cuando el juego se salga de la cancha, sino que también interviene con palabras de prevención y coordenado con el referee principal puede informarle de cosas que el referee principal no este seguro de cobrar.

Me gusta cumplir cualquiera de las funciones, pero depende mi capacidad en donde me designan para cada función, por supuesto que como no dirijo primera masculino no hay mayor designación para mi poder ser asistente y cuando se trata de asistir a un referee de renombre es un orgullo enorme poder hacerlo.

PRAVDA (PT): Teríamos muito a falar mas caso tiver esquecido perguntar assuntos que você achar importantes, por favor, compartilhe com os leitores do jornal. É a despedida até virar super famosa....combinado?

PRAVDA (ES): Habría mucho por seguir diciendo pero si me olvidé de preguntarte algo que supongas importante, no dudes en compartirlo con los lectores del diario. Es la despedida hasta que seas super famosa...¿hecho?

LAUREANA (PT): Muito obrigado. Foi uma reportagem que revisou muitas lembranças reconhecendo que terei esquecido muitas. Ás vezes não da para refletir em palavras o que a gente está sentindo, os sentimentos que tem trazido a carreira. Posso te confirmar que a minha vida deu uma reviravolta assim que  oval fez parte. Sonhos, objetivos qualidade de vida, isso tudo é resumo do espírito esportivo cativante que o ráguebi possui.

LAUREANA(ES) Muchas gracias, realmente fue una nota que siento que me extrajo enormes recuerdos, y hasta sé que me olvido muchos otros o que a veces con palabras es difícil expresar las sensaciones y sentimientos que me ha traído esta carrera al referato Puedo decirte que mi vida cambió totalmente cuando la ovalada me hizo parte de ella. Sueños, objetivos, calidad de vida, todo se resume en el fascinante espíritu deportivo que tiene el rugby.

Fotos:

1 ) Laureana Pappaterra no Torneio Internacional "Valentín Martínez Nin" organizado pelo time Carrasco Polo Club de Montevidéu - Uruguai.

1 ) De esquerda para direita: Laureana Pappatera, Bernd Gabbei (inglês, árbitro manager no painel de Árbitros Femininos da IRB). e Carlos Molinari (argentino, Representante da CONSUR perante IRB).

Acesse alguns sites envolvidos com a matéria.

Abra algunos de los portales involucrados con la nota.

BIGUÁ RUGBY CLUB - www.biguarugbyclub.com.ar

UNIÃO DE RUGBY DE MAR DEL PLATA - www.unionrugbymdp.org

RUGBY DE MAR DEL PLATA - www.tryscrum.com.ar

SITE JORNALISTAS CLUB BIGUÁ - www.rugbymdq.com.ar

UNIÃO ARGENTINA DE RUGBY - www.uar.com.ar

CONFEDERAÇÃO SUL-AMERICANA DE RÚGBI - www.consur.org

INTERNATIONAL RUGBY BOARD - www.irb.com

CARRASCO POLO CLUB - www.carrascopolo.com.uy

TORNEIO "VALENTÍN MARTÍNEZ NIN" - www.valentinmartinez.com

UNIÃO DE RUGBY DO URUGUAI - www.uru.org.uy

SOTAQUE ESPORTIVO - http://sotaqueesportivo.blogspot.com

Gustavo Espiñeira

Correspondente PRAVDA.ru

Montevidéu - Uruguai

 

 

 

 
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